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Setembro | 2006
Turfe único é o caminho, por Marcos Rizzon 18/09/2006 - 15h34min
PEDRA ÚNICA NÃO RESOLVERÁ. TURFE ÚNICO, COM PEDRA ÚNICA, PODERÁ SER A ÚLTIMA CHANCE DE SALVAR NOSSO ESPORTE.
Há algum tempo toquei neste assunto. Mas, como no turfe, quase não existe memória, retorno ao tema.
A pedra única voltou a ser o “fato” do dia das diretorias dos Jockeys Clubs Brasileiro e de São Paulo. Na carona deles, os Jockeys Clubs de Campos, do Rio Grande do Sul e do Paraná.
Para que ela aconteça, é necessário um software único e, de preferência, de propriedade das duas maiores entidades congêneres. Explicamos: há anos, o JCB paga um valor considerável para utilizar um programa que, lógico, não é seu. Um verdadeiro absurdo; e os Jockeys Clubs de Campos e do Rio Grande do Sul também têm que desembolsar.
Com todo o dinheiro pago a essa empresa nos últimos 15 anos, o JCB poderia ter hoje, pelo menos, seus prêmios dobrados. Aliás, se o JCB resolvesse montar uma central de televisão, economizaria, após seis meses do investimento total, R$ 200 mil por mês.
Mas, vamos ao assunto principal. Há mais ou menos uns 8/9 anos, o Dr. José Carlos Fragoso Pires me provou que a pedra única seria trocar seis por meia dúzia. Fragoso foi o maior presidente de entidade turfística das últimas duas décadas e um dos melhores de todos os tempos. Lembram do GP Brasil de US$ 1 milhão?
A pedra única não resolverá o problema porque não temos um turfe único.
Mas, o que é um turfe único? Simples, turfe todos os dias da semana, com pedra única, mas só em um hipódromo. Deu para entender?
É só copiar a fórmula dos dois melhores turfes da América do Sul: o chileno e argentino.
No Chile, as corridas são as quintas e sábados no Hipódromo Chile; quartas, em Valparaíso (Viña Del Mar); segundas e sextas, no Club Hípico e, terças, em Concepción. Não há corridas nos domingos.
Na Argentina, San Isidro é o dono das quartas–feiras; La Plata, das quintas, e Palermo das segundas. Nos sábados, há um revezamento entre Palermo e San Isidro e, nos domingos, o revezamento ocorre entre os três hipódromos. Quando La Plata perde o domingo, realiza na terça a sua 2ª reunião semanal.
Não existe concorrência, ou seja, não abrem dois hipódromos (que custam duas despesas – energia elétrica, funcionários, satélite etc).
No Brasil, existe um estudo da KTV, através de seu diretor José Luiz da Costa Brega, demonstrando que podemos ter corridas todos os dias. Nos hipódromos menores, existem R$ 300 mil para serem apostados. Nos maiores, R$ 1 milhão.
Para isso, precisamos ter novos dias de corridas, e num hipódromo só, a cada dia.
Sugestão: terça, São Vicente com Campos; quarta, Tarumã, e quinta, Cristal.
Na sexta e no domingo de uma semana, Gávea, com 18 a 20 páreos, por reunião, ficando, sábado e segunda, Cidade Jardim, com 15/16 páreos por jornada. Na semana seguinte, haveria a alternância dos dias da semana entre Rio e São Paulo.
Dessa maneira seriam amenizadas as despesas, teríamos uma pedra única forte e um turfe brasileiro único, idem. Mas, o software tem que ser nosso e despesas absurdas, como coquetéis e outras bobagens, precisam ser cortadas em todos os Jockeys Clubs.
Em Tempo (I) – É necessário respeitar o dia do coirmão, ou seja: feriado cai no dia do Cristal, bom para ele. Feriado cai no dia de Campos, idem. Os dias dos Jockeys menores seriam sempre os mesmos: terças, quartas e quintas–feiras.
Em Tempo (II) – Quando da realização dos GPs São Paulo e Brasil, o hipódromo da festa realizaria três reuniões na semana, enquanto o outro, apenas uma. Seria assim, por exemplo, na semana do GP Brasil: a sexta é de São Paulo e o sábado, domingo e a segunda–feira da Gávea. O cronograma se inverteria na semana do GP São Paulo.
Em Tempo (III) – Não será mais preciso imprimir três programas para as corridas do Cristal ou dois para as de Cidade Jardim e da Gávea. Os programas serão únicos!
Em Tempo (IV) – Além de tudo, jóqueis e treinadores poderão atuar tanto no Rio, quanto em São Paulo.
Seria bom para todo mundo, proprietários, agentes, profissionais, público apostador e clubes.
É uma questão de vontade chegar lá.
Mãos à obra, não dá mais para esperar!
por Marcos Rizzon |

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