Riadhis, da
geração de 1975, homenageado, hoje, na principal carreira de Cidade Jardim, era um cavalo castanho escuro, filho
de In Comand e Urutá, por Urcade, de criação do Haras Preto e Ouro e propriedade de Cláudio Kerber. Foi um
excepcional corredor, principalmente em pista de areia.
Conseguiu 14 vitórias, sendo 1 na Gávea, 5 em
Cidade Jardim e 8 no Tarumã. Vamos as principais:
Começou levantando uma forte penca na Fazenda Rio
Grande–PR, em 600 metros, estabelecendo tempo recorde.
Em 1978, estreou em Cidade Jardim vencendo um
páreo comum, em 1.000 metros, na pista de areia, também batendo o recorde (59s2), marca que permaneceu até a
extinção das corridas nesta raia e distância.
Ganhou, no mesmo ano, os GPs Antenor de Lara Campos
(areia) e GP Juliano Martins (grama), ambos de Grupo II, em 1.500 metros.
Veio para o Tarumã e foi
Tríplice Coroado, vencendo os GPs Aramys Athaíde, 1.600m (em 1min42s cravados, mais um recorde), GP Moisés Lupion,
2.000m, e o Aramys Athayde, 2.200m (contra apenas um competidor, Hel).
Após dominar a preparatória para
o GP Paraná, em 8 de dezembro venceu a prova mais importante do turfe paranaense, em 2.400 metros, de forma
brilhante, disputando a reta inteira, cabeça a cabeça, com o fantástico corredor Big Lark. Até então, seu
treinador foi Lauro de Córdoba Liz e seus jóqueis, Ivan Quintana, em São Paulo, e Mauri Santos, no
Paraná.
Em 1979, já aos cuidados de Carlos Pereira Gusso, obteve apenas o bicampeonato na preparatória
do GP Paraná. Na grande carreira, dominada por Inanias e Big Lark, chegou na quinta posição. Participou, também,
do GP Brasil, vencido por Aporé, terminando em nono, sob a condução de Jorge Garcia.
Em 1980, a
volta por cima. Venceu, de maneira esmagadora, na Gávea, o internacional GP Presidente da República (Grupo I), em
1.600 metros, apresentado por Carlos Pereira Gusso.
Em 1981, uma surpresa. Após correr distâncias
alongadas, foi inscrito no GP Major Suckow (Grupo I) e quase venceu, fazendo um segundo lugar a pescoço de
Marceline. Seu treinador era C. Teixeira.
No final do mesmo ano teve a campanha encerrada e foi
reprodutor durante muitas temporadas no Haras Fortaleza, sendo seu melhor filho o clássico El Astral. Depois,
serviu no Haras dos Girassóis. Morreu aos 26 anos, em 2001, no haras que o criou, o Preto e
Ouro.
por Roberto Micka