SKYLE – Um céu de estrelas
(Mais um toque de gênio dos Peixoto de Castro)
Desculpe o trocadilho acima, mas logo abaixo o leitor irá entender a força de uma linha materna.
Estou me referindo à maravilhosa reprodutora e matriarca SKYLE (1969, GB–Aureole e Skyline por Major Portion), que, trazida ao Brasil na década de 70 pela família Peixoto de Castro, fundou uma das maiores linhas maternas de todos os tempos da criação nacional.
É impressionante como essa linha materna da Skyle, a cada ano, tem que ser atualizada com vários novos descendentes que chegaram à esfera clássica. E pelos resultados ocorridos nas últimas semanas que pensei em escrever esse artigo.
O que Desejado Máximo (ganhador no último domingo), Fala Mansa (ganhador clássico no mês passado), Faz de Conta (segundo em Grupo 2, na semana passada), Evert Chris (segunda em Grupo 2, também na semana passada) têm em comum? São bisnetos da SKYLE.
E esses são resultados recentíssimos, pois se olharmos para o ano de 2006 ainda encontramos o nome da maravilhosa Belle Fleur.
Ao invés de ficar escrevendo mais e mais, peço simplesmente que cliquem aqui para ver a maravilhosa linha de Skyle e seus mais de 50 filhos, netos e bisnetos clássicos.
Skyle fazia parte do plantel da Fazenda Mondesir, mas por motivos de divisão de bens (depois da morte de Antonio Joaquim Peixoto de Castro), uma parte do plantel do Mondesir foi vendida para o Haras Santa Ana do Rio Grande, formando um maravilhoso manancial genético (dessas linhas vieram Bowling, Ego Trip, Falcon Jet, Belle Valley, Adoçada, Carteziano, Super Power, Riboletta, entre muitos e muitos outros), num dos negócios mais bem–sucedidos da história do turfe brasileiro.
Atualmente, alguns haras mantêm essa maravilhosa linha Skyle em seus plantéis, principalmente o Mondesir (conta com seis reprodutoras através da Amarela), o Haras Simpatia, o Santa Ana, além de outros, mas em menor número (como o Santa Rita, com duas reprodutoras).
Podem estar certo que muita água ainda vai rolar.
Bem, voltando à família Peixoto de Castro, é bom deixar bem claro a importância de suas importações ao longo de mais de 70 anos de tradição, mas vou listar abaixo algumas éguas–base vindas da década de 60/70, cujos descendentes sempre brilham nos clássicos:
EXARQUE (FR, por Exbury) – Linha de Vada, Zembro, Adoçada, Oggi–Domani, Best Choice, Implausible, Tiptronic, Art Variety, Viernes etc. Recentemente: Urudonal.
CURRAHILL CASTLE (IRE, por Tumble Wind) – Linha de Fausse Monnaie, Absolut Ruler, Velvet Green, Brave Rider, Glória Máxima etc. Recentemente: Durban Thunder.
ABAYRA (GB, Sea Hawk) – Linha de Benedini, Carteziano, Ego Trip, Houret etc.
MARAJÓ (IRE, por The Cobber) – A linha dessa égua mereceria outro artigo, a mesma de Ocasião, Nicho, Cisplatine, Deep Blue, Indian Chris, Aniuak, Sunshine Way, Best Chris etc. Recentemente: Eyeofthetiger.
GALANGA (GB, por Grey Sovereing) – Linha de Magnum Opus, Oriental Flower e vários outros produtos clássicos. Recentemente: Tenash.
MY VALLEY (FR, por Val de Loir) – Linha de Belle Valley, Riboletta, Super Power, Tamara Princess, Oak's Printed etc. Recentemente: Endless Beauty e Chatte.
MERRY SUNSHINE (GB, por Santa Claus) – Linha de Virga, Gay Charm, Einstein (G1, USA), Istbestand, New Regina, entre muitos outros.
VICTRESS (Suécia, por Hornbean) – Linha de Falcon Jet, Ziska, Byzantine, Apetrecho, Gemini One etc. Recentemente: Heroi do Bafra.
CLARABELLA (GB, por Klairon) – Linha de Resolução, Vida Mansa, La Moneda, Firebag etc. Recentemente: Fogonaroupa (GP Paraná 2006).
Para quem quiser ver algumas dessas linhas maternas completas, visite http://www.fazendamondesir.com/reprodutoras.htm.
por Vicente Britto