Hoje conversamos com o excelente treinador Luis Antonio Singnoreti, ganhador de inúmeras provas de grupo em Cidade Jardim, paulista de 51 anos, casado, pai de duas filhas e já avô, que está iniciando sua carreira em solos uruguaios, atualmente em Maroñas, que nos resume um pouco de sua história no Turfe abaixo.
O que te levou a ser um treinador de cavalos PSI?
Meu pai, Milton Singnoreti, foi sete vezes campeão de estatísticas em Cidade Jardim, o que me incentivou a virar um treinador, já que desde pequeno eu amava o esporte.
Quais foram os animais mais importantes que você treinou ao longo de sua carreira?
Tive vários. Fica difícil citar todos, mas dentre eles: Franz Post (Haras Faxina), Nick de Mestre (Waldyr Prudente de Toledo), Rare Horse (Stud Renato), Iriscordemel (Mãe do reprodutor Gallian–Haras Tibagi), Bukebele(Mãe de Sorretino– Stud Rio Aventura), Belo da Guanabara(Stud Smith de Vasconcelos), Condesir (Haras Brasil), Ketter(Stud Equuleus), Rockwell, Amor Próprio, All Saints, Sandbuck, Kip Keyno e Joe Owen (Coral Gables), entre muitos outros...
Qual foi a vitória que mais te marcou? E a derrota?
Todas as vitórias tem sua importância, mesmo as de páreos comuns, pois nelas que vemos o resultado do nosso trabalho, mas uma me alegrou muito, a de Joe Owen no Presidente da República de 2014, deu uma “atropelada” e tanto. Linda vitória.
A derrota amarga foi a de Belo da Guanabara no G.P. São Paulo de 2004, que até o jóquei A. Queiroz achou que havia ganho, mas na verdade o animal Cheik ainda tinha vantagem. Mesmo assim houve prejuízo no páreo, mas não houve desclassificação.
Qual foi o principal motivo da sua transferência para o Uruguai?
A crise que se encontra o turfe no Brasil e principalmente o de Cidade Jardim. Acredito que no Uruguai com um turfe mais forte, com o apoio do governo e transmissões para o mundo todo, seja uma boa oportunidade para eu tentar continuar a ter sucesso na minha profissão.
Quantos animais você está treinando atualmente, e quantas vitórias você já obteve em solo uruguaio?
Ainda estou no início. Comecei do zero aqui, sem muito apoio e enquanto os resultados não vêm, não terei tantas oportunidades. Atualmente, estou com 14 animais, dentre eles, o cavalo Uai Sô, que “fez segundo” no Bento Gonçalves e na prova da tríplice coroa de Las Piedras e aqui, estreou em quinto no Ramirez. Tenho cavalos do Stud LP ( La Providencia) e de alguns proprietários uruguaios. E para o final deste ano, tenho programado a vinda de mais uns 12 potros do Brasil para mim.
Tem alguma história curiosa no turfe que possa repartir com os leitores do Raia Leve?
O turfe é repleto de histórias curiosas, eu particularmente não tenho muitas a contar, mas o proprietário do cavalo Uai Sô, Juarez Morbini Lopes, está escrevendo um livro sobre o tema, inclusive pede que se alguém tiver algum fato que possa ser compartilhado, lhe envie um e–mail com os dados, pois assim ele dará os créditos na publicação.
por Lucas Eller