A renúncia de Adalberto Ribeiro 13/09/2009 - 20h28min

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A renúncia de Adalberto Ribeiro à presidência da comissão de corridas do Jockey Club Brasileiro exibiu, definitivamente, a fragilidade do corpo supostamente técnico que comanda o turfe do Rio de Janeiro.
Desde o final do primeiro mandato da gestão salvadora de Fragoso Pires, o clube vai caminhando para o fundo de um poço que parece não ter fim, circunstância bastante agravada pela desastrosa administração Taunay que arrasou o turfe carioca em todos os aspectos.
Notoriamente escolhida a dedo pelo mencionado ex–presidente, a atual comissão de corridas traduz a face piorada e encanecida das três versões anteriores cujo exclusivo mérito foi conquistar o inédito e unânime repúdio da comunidade turfística.
Um deserto de idéias e de valores técnicos, o conjunto dos atuais comissários não possui qualquer sintonia com as necessidades de um turfe moderno, até pelo central motivo dos Srs comissários, em larga maioria, não possuirem cavalos de corrida. São descompromissados com o produto de seus atos.
Ao longo dos anos em que tais personagens vem açoitando o turfe carioca viu–se de tudo: exames anti–doping trocados, desclassificações absurdas – sendo uma por falta de peso porém com o peso correto –, resoluções de anedotário (suspenderam um caminhão), mudança de raia de um dia para o outro sem atividade pluviométrica, proteção desmedida a determinados profissionais como no escandaloso caso do treinador Guignoni e tudo mais de errado e ruim que se possa imaginar.
O absurdo é de tal ordem que no final do segundo mandato do Sr Taunay os Srs comissários permitiram a apregoação errada do resultado de uma determinada carreira causando severo prejuízo aos cofres do clube, obrigado a pagar as modalidades de apostas tanto do resultado apregoado quanto do resultado correto do páreo.
Erraram até páreo corrido!
Ninguém possui nada de pessoal contra os Srs comissários.
Muito ao contrário. Com raríssimas exceções – Dna Marlene Serrador deve ser pontuada e identificada neste aspecto – os mandarins do turfe carioca são rigorosas nulidades turfísticas que não causariam reação a qualquer criador, proprietário, profissional ou apostador, não fosse a natureza e a relevância do cargo que ocupam.
Dentro deste panorama e já afastado o Sr Adalberto Ribeiro do comando das carreiras, aguarda–se de seus ex liderados um mínimo de dignidade e a renúncia aos postos que há anos vêm ocupando de modo opaco e sob vaias gerais.
A porta da frente ainda está aberta para estes senhores.
Que eles a utilizem em benefício da indispensável e inexorável mudança que virá mais cedo ou mais tarde.
Repete–se para frisar: aguarda–se dignidade.
Diretoria da ACPCPSI |