Vagner Borges garante voltar a tempo de montar Bal a Bali 02/07/2014 - 09h19min
Gerson Martins

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Vagner Borges nem teve tempo para comemorar a conquista da segunda estatística de sua curta carreira. O acidente da semana passada, no qual perdeu a ponta do dedo mínimo da mão direita, decepada por um coice do cavalo Jovem D’Alessandro, mereceu prioridade do jovem piloto. Borges fez consulta médica e teve boas notícias. O ferimento está praticamente cicatrizado, o curativo no local lesionado foi trocado e a expectativa é das melhores. O jóquei contratado do Stud Alvarenga garante estar de volta ao trabalho uma semana antes do retorno às pistas de Bal a Bali, o grande craque da coudelaria. “Graças a Deus está tudo bem. Não passa pela minha cabeça deixar de montar o cavalo em agosto. O médico acredita que no máximo em três semanas poderei participar dos treinos”, esclareceu.
Com relação ao triunfo na estatística de jóqueis do turfe carioca, Borges mostrou–se feliz. Segundo ele, derrotar um adversário da qualidade de Dalto Duarte valoriza muito sua conquista. Ficou impressionado com o desempenho do rival na última semana, quando obteve 13 vitórias. A contusão no dedo, segundo ele, impediu que colocasse em ação o seu planejamento que era de pular na frente da estatística e fugir o maior número de vitórias possível. “O Dalto é tinhoso, não desiste nunca. Ganhou com montarias dele e até com algumas minhas, nos páreos que me substituiu. Não quero viver essa tensão outra vez. Minha estratégia era tentar ficar fora do alcance dos rivais desde logo. Depois do que aconteceu, não será possível. Vou ter de correr atrás e atropelar pois a turma vai aproveitar a minha ausência nas primeiras semanas”, brincou.
Vagner Borges tem plena consciência da responsabilidade de montar Bal a Bali, o melhor puro–sangue de corridas da América do Sul. Por isso, garante que não vai bobear com a balança e muito menos com a forma atlética. O problema no dedo não vai alterar muito a sua rotina. “Poderia ter sido pior, mas a vida é assim. Nem tudo são flores. Depois de uma temporada cheia de alegrias na vida profissional e na pessoal, com o nascimento da minha filha, tenho que aceitar a vontade de Deus. O cavalo me tirou um pedacinho do dedo, mas continuo em condições de fazer tudo normalmente. Afinal, ninguém precisa do dedo mindinho para coisas importantes. Ele não é fundamental para o manejo das rédeas, nem para o uso do chicote. Estou resignado e pronto para lutar por coisas boas no próximo ano hípico”, promete.
por Paulo Gama |