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Junho | 2011
Janus II, vitória argentina no GP Brasil de 1976, por Paulo Gama 07/06/2011 - 13h07min
Em 1976, eu estava com apenas 18 anos. O Fluminense tinha um time que era chamado de máquina. E por este motivo, o futebol estava sempre na ordem do dia. Além disso, há dois anos namorava a Karen, uma loura de olhos bem azuis, gaúcha, e que tomava todo o meu tempo quando não estava vendo o Rivelino e o Paulo César Caju darem aula no Maracanã. Mas e o turfe? Bem, o turfe vinha em terceiro lugar, mas acompanhava os dois favoritos de galope.
Como a vida era boa em 1976... Juvenal Machado da Silva ganhou sua primeira estatística de jóqueis. Jorge Ricardo fazia sua estréia como aprendiz no dorso de Taim, de Israel Poyastro, treinado por seu pai, Antônio Ricardo. Nenhum jóquei tinha a velocidade de Francisco Esteves para largar. Nenhuma tocada era mais eficiente e vistosa do que a do chileno Gabriel Meneses. E havia o Goncinha. Gonçalino Feijó de Almeida, um freio de magnífica técnica com a farda gloriosa da Fazenda Mondesir, da tradicional família Peixoto de Castro.
Nossa turma de Copacabana tinha alguns turfistas. A maioria escondia da família a sua paixão. Afinal, tínhamos que barganhar as mesadas e não parecia bom argumento dizer que era para apostar nas corridas. As melhores desculpas eram levar a namorada ao cinema ou assistir o clássico no Maracanã. Lanny sempre foi o mais inteligente. Recebeu logo cedo o apelido de Lampadinha. O futuro trataria de provar que este foi o melhor de todos os apelidos. Passou em 14º lugar no vestibular da Cesgranrio, num concurso com milhares de candidatos. Depois virou doutor. E hoje é um dos mais brilhantes advogados do país. Washington Morbeck era chamado de Kabuk, aquele camelo bem mais simpático do que o tal gênio, Shazan. Ele era fã do desenho animado e parava tudo para vê–lo. Em vez de bom dia. A gente ao avistá–lo gritava: Kabuk! E ele de imediato respondia: “Uh uh !, igualzinho o da TV”.
Outras figuras interessantes eram os irmãos Bode Atômico e Galo Cego. Os dois eram bem diferentes. Em comum apenas o fato de serem estabanados. O Paulo Galo Cego era um perigo nas peladas. Corria que nem um louco e dava botinada para todo lado. O Bode era atrapalhado com as meninas. Tímido e retraído, quando queria conquistar uma garota fazia um mapa detalhado com todos os lugares por onde ela iria passar, os horários prováveis de sair da escola, de estar acompanhada dos pais, enfim, um louco varrido, que ainda usava uma corrente na cabeça para segurar os seus enormes cabelos. Mas não se pode negar que ele nos ajudou muito nos tempos do craque Grão de Bico, da Coudelaria Fan, imbatível na sua época. Por idéia do Alexandre Bode, quando Grão de Bico estava no programa , a garotada se reunia para apostar toda a mesada e aumentar os rendimentos. Foi à primeira agiotagem das nossas vidas.
Completava o time o Dylmar Filho, chamado de Banana. O apelido vinha do seu jeito meio molenga de andar e correr e também da moleza que ele sempre deu para as namoradas. O apelido só confirmou no segundo ato. Dylmar continua um doce com suas conquistas amorosas. Mas o cara desandou a correr pelo mundo a fora, virou maratonista e hoje em dia qualquer um de nós que correr com ele, perde o rumo de casa. Doutor Dylmar, grande figura, turfista que sempre preocupou os pais com as apostas, mas um bem sucedido procurador federal.
O outro time de amigos era formado por apenas dois argentinos. E por coincidência, os dois moravam no meu prédio. Vitor Biglione, hoje em dia um dos melhores guitarristas do Brasil, e Roberto Macuca, o melhor jogador de futebol de botão do edifício. Tudo sempre correu bem até o ano de 1976. A cobertura jornalística do GP Brasil era intensa naquela época. Os jornais, televisões e rádios só falavam da importante prova do turfe. Estávamos no auge da paixão turfística. Era um mundo novo. Misterioso e às vezes rentável. Acompanhávamos os páreos no ponto de bicho do Arizão, na Rua Sá Ferreira, esquina com a Rua Saint Roman. Arizão era enorme, branquela, com alguns poucos cabelos louros. Ele não era nada simpático a bagunça que a gente fazia na sua loja. Jogávamos pouco, mas perturbávamos demais os outros clientes.
As manchetes só falavam de Janus II, o famoso cavalo argentino que a Fazenda Mondesir havia trazido para levar de vencida o páreo mais importante do país. Vitor e Macuca se uniram para empilhar a rapaziada. Diziam que os cavalos argentinos eram mais bem criados e coisa e tal. Os brasileiros pegaram pilha de imediato. Bode Atômico, o mais alterado, mas com mania de agiotar pediu o resto. Macuca não pensou duas vezes e mandou–o ele escolher apenas três cavalos brasileiros. Galo foi junto, de sócio com o irmão. Biglione preferia a música ao jogo, mas também desafiou Kabuk para não perder a pose. Decidimos pegar o ônibus 583, Cosme – Velho/Leblon e assistir ao desafio de perto, no Hipódromo da Gávea. O resultado, para nós brasileiros, foi o pior possível. Um vareio de Janus II, com Gonçalino Feijó de Almeida violinando à moda Rigoni. Gritaria dos argentinos Biglione e Macuca. Sotaque castelhano em toda a viagem de volta. E ainda por cima o lanche no Bob”s para os dois, tudo por conta dos turfistas brasileiros. |

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