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Junho | 2011

Shao–Lin, o filho turfista de Gil Moniz Viana, por Paulo Gama
09/06/2011 - 13h48min

Depois de muitos anos tive o privilégio de rever, na semana passada, Guilherme Moniz Viana, o único filho turfista do saudoso jornalista Gil Moniz Viana, mais conhecido em sua época como o relógio de ouro. Recebeu este apelido por sua incrível precisão na marcação de trabalhos e aprontos. Foi um dos maiores cronometristas de todos os tempos, ao lado do não menos fantástico, Oscar Griffthis. Os dois comandavam o espetáculo do alto da Tribuna dos Profissionais e foram lidos durante longos anos por uma legião de turfistas. Ninguém apostava sem antes consultar nos jornais os exercícios matinais dos cavalos que tinham passado pelas frenéticas agulhas dos seus cronômetros. A glamorosa e exótica atividade, que marcou inúmeras gerações, hoje está extinta nas tribunas do Hipódromo da Gávea.

Ao conversar com Guilherme viajei no tempo e recordei com emoção a pessoa que mais me incentivou no início da minha caminhada, em 1982, como repórter de turfe do Jornal do Brasil. Seu Gil não era apenas cronometrista. Era um redator brilhante, escolhido para trabalhar na Agência Nacional num concurso em que participaram mais de 100 jornalistas. Era também repórter incansável na busca na notícia. Brilhou nas páginas do Correio da Manhã e da Última Hora. Irreverente, Gil Moniz Viana era contador de histórias, tinha memória privilegiada e mais parecia enciclopédia ambulante do turfe nacional. Ao seu lado pude dar meu primeiro passo neste complicado universo turfístico em que a cobiça, a ingratidão e o egoísmo muitas vezes atingem velocidade maior do que as patas dos puros–sangues.

Gil Moniz Viana foi protagonista de muitas histórias interessantes e folclóricas no prado carioca. Numa madrugada dos anos 80, por exemplo, dois cavalos trabalharam para correr o Handicap de Inverno, a ser realizado na semana seguinte. Iuk’s, do Haras João Jabour fez 1m40s para os 1.600 metros, e Ingratz, do Stud Rincão Sul, aumentou para 1m47s. No dia seguinte, os jornais destacaram o treino de Iuk’s, com exceção da Última Hora, aonde Gil Moniz Viana preferiu salientar no título o floreio de Ingratz. À noite, no bar da tribuna social, perguntei ao Seu Gil. “Mestre, não entendi por que o senhor destacou o exercício do Ingratz, que foi sete segundos inferiores ao do Iuk’s?”, questionei.

“Vou te explicar garoto. Os dois trabalhos foram ótimos. Não há dúvida que o treino de Iuk’s em 1m40s para a milha foi fora de série. Ele corre com chance certa. Mas foi um trabalho com tudo. Ele não baixaria nem um décimo de segundo. O trabalho do Ingratz foi bem suave, mas ele diminuiria uns sete segundos, talvez até mais um pouquinho. Nem sempre o tempo melhor é o que importa e sim como ele foi feito”, afirmou.

Eu era macaca de auditório do Seu Gil. Ele me havia ensinado a cronometrar e também tinha me apresentado a todos os profissionais do turfe carioca. Mas daquela vez fiquei na dúvida. No domingo, Iuk’s tomou a ponta e foi embora. Ingratz ficou no fundo do lote até a reta final. Nos últimos 200 metros, Iuk’s ainda tinha uns quatro corpos de vantagem, mas começou a diminuir. Ingratz veio do último posto numa atropelada fulminante e depois de passar um a um os rivais livrou pescoço sobre Iuk’s em cima do disco. Gil Moniz me olhou e limitou–se a sorrir.

Guilherme Moniz Viana não seguiu os passos do pai na profissão, mas manteve o interesse pelo esporte e acompanha sempre as corridas. Shao–Lin, como é carinhosamente chamado pelos colegas, tem participado  do Programa Rede Turfe na TV, na TV Comunitária da Net/RJ, todas as quartas–feiras, às 18h30m. Ao seu lado, na bancada, o jornalista João Carlos Faro e os turfistas de escol, Fernando Lopes, Thiago Guedes e Joemil de Souza.



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