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Novembro | 2009

Criação Boussac, por Milton Lodi
26/11/2009 - 10h01min

Com o título de “Criação Boussac deixou sua influência”, em 1995, a revista Puro Sangue Inglês, da então Associação Brasileira dos Criadores do Cavalo de Corrida, publicou um brilhante artigo do não menos brilhante Nestor Cavalcanti de Magalhães. Além de suas especialíssimas qualidades como pessoa, Nestor foi por muitos e muitos anos o homem do setor técnico do turfe gaúcho, era o ponto de apoio da administração do Jockey Club do Rio Grande do Sul, era sempre a palavra de equilíbrio e bom senso, na criação e nas corridas, mesmo tímido e manso era o ponto de apoio pelas suas competência e confiabilidade. Em decorrência de seus conhecimentos, escrevia artigos para publicações especializadas e ainda era o assessor técnico do então melhor Haras gaúcho, o Arado, do inesquecível Breno Caldas. Nestor orientava, Breno Caldas acreditava, e o sucesso foi espetacular. O Haras do Arado foi líder como criador e como proprietário durante muitos anos.

No citado artigo publicado em 1995, o saudoso Nestor discorre sobre uma das melhores influências que a criação brasileira recebeu através de importantes importações de garanhões da nobre origem. Com a palavra, Nestor Cavalcanti de Magalhães.

“A temporada turfística européia de 1950, que vai longe, constituiu uma das mais afortunadas para a então já consagrada criação francesa de Marcel Boussac, que abraçava teorias próprias e se afastava das tradicionais no trato com o PSI. Basta recordar que, naquele ano, produtos de seus haras transpuseram o canal da Mancha e levantaram nada mais, nada menos, do que duas dentre as mais importantes provas do turfe inglês destinadas à nova geração: o Derby e o Oaks, disputados no hipódromo de Epsom. O até então reconhecido como bom milheiro Galcador (Djebel), triunfou na primeira, num desfecho difícil; e Asmena (Goya), impôs–se às potrancas, sobrepondo–se a visíveis problemas físicos. Asmena integra a progênie da famosa Astronomie (Astreus), cuja campanha de pista registra também um quarto lugar no Oaks, mas que se supera no haras, transformando–se numa das mais notáveis broodmares do turfe mundial. Lançou 12 descendentes, dos quais apenas dois não chegaram a correr. Senão, vejamos quais foram eles, em ordem, cronológica:

Marsyas (Trimdon) – 17 vitórias em hipódromos da França e Inglaterra, incluindo a Doncaster Cup, o Prix Du Cadran e a Goodwood Cup.

Astrab (Tourbillon) – 2 vitórias na Bélgica e desaparecido prematuramente.

Caracalla (Tourbillon) – 8 vitórias, com inclusão do Grand Prix de Paris, Prix de l’Arc de Triomphe e Ascot Gold Cup.

Arbar (Djebel) – 7 vitórias, inclusive no King George VI Stakes, Prix Du Cadran e a Ascot Gold Cup; 2° no St. Leger Stakes.

White Rose (Goya) – Colocações, incluindo o 4° no Prix Vermeille.

Asmena (Goya) – Disputou apenas quatro provas.

Pharas (Pharis) – 2 vitórias, incluindo o Prix du Lys.

Arbele (Djebel) – 4 vitórias, com inclusão do Prix Penelope, Prix d’Ispahan e Prix Jacques de Marois.

Estremadur (Djebel) – 2 vitórias; 3° no St. Leger Stakes.

Floriados (Djebel) – 1 vitória; 2° no Grand Prix de Paris.

O enfoque especial que se dá a Asmena e sua mãe Astronomie vêm muito a propósito do pedigree apresentado pelo reprodutor europeu Baynoun, importado pelo Haras J.B.Barros. Nascido em 1991, um Sassafrás de recomendável ficha de performances na Inglaterra, aos dois e três anos, o pai de Sandpit e Much Better conquistou cinco vitórias através de nove exibições, entre as quais podemos citar o Queen’s Vase (G.3), em Ascot, e o Geoffrey Freer Stakes (G.2), em Newbury, além do 2° lugar no Holstein Pils St. Leger (G.1), em Doncaster. Astronomie vem a ser a quinta mãe, pelo lado materno, de Bayoun, hoje consagrado pelas campanhas de seus dois principais filhos no Brasil e no exterior.

IMPORTAÇÕES

Os feitos alcançados pela criação Boussac adquiriram, muito cedo, expressão internacional, à qual os equinocultores brasileiros não ficaram alheios. É o caso, por exemplo, do saudoso fundador do Haras Ipiranga (SP), Euvaldo Lodi, que certa feita importou um lote de ventres com a famosa etiqueta para alicerçar o plantel em formação de seu estabelecimento. Quatro criadores já o haviam precedido. Assim ganhamos Tourbillon, Djebel etc, que na atualidade ainda estão bem assinalados nas linhagens nativas. O apanhado apresentado em seguida focaliza exclusivamente os portadores do selo Boussac como criador que mais influenciaram os efetivos dos haras nacionais.

Dernah (Djebel), em 1949; Cadir (Tourbillon), em 50; Iror (Jock) e Nyangal (Djebel), em 51 – este posteriormente exportado para Argentina – integraram o primeiro grupo de produtos Boussac a tomarem o rumo do Brasil, destinados aos Haras Valente (PR), Vargem Grande (RJ), São Bento (SP) e Jahú (SP), respectivamente. Seguiu–se, após, a importação de Cyrmo (Pharis), em 52, que, depois de atuar na Gávea, tomou o rumo da criação paranaense – Haras Belmont. No ano imediato, aportou no País um quarteto poderoso: Sandjar (Goya), para o Haras Faxina (SP); Estoc (Jock), para o Haras do Arado (RS); Flamboyant de Fresnay (Pharis), para o Haras Ipiranga (SP); e Amphis (Pharis), para o Haras Vale da Boa Esperança (RJ). Em 54, o número de egressos dos centros de Boussac cresceu para cinco, entre eles o notável Coaraze (Tourbillon), comprado pelo Jockey Club de São Paulo. Prevaleceram no lote filhos do invicto Pharis, por sinal também presente em grande parte nos pedigrees dos sementais vindos para o Brasil: Pharas, para o Haras Bela Esperança (SP), Pharsale e Faublas, para o Haras São João e Graça (SP).

O quinto desse elenco foi Pharel (Djebel), arrematado pelo Haras São Quirino (SP). Aram, outro Pharis, chegou em 55 diretamente para o Haras Santa Ana do Rio Grande (RS), transacionado mais tarde pelo Posto de Fomento do Jockey Club de São Paulo. Dois anos mais tarde, o Haras do Arado (RS) conclui a compra de Elpenor (Owen Tudor), à qual se seguiu, em 60, a de Estremadur (Djebel), que ingressou no Haras Cinamomo (RS). Quatro anos depois, chegou o stayer Macip (Marsyas), novo reforço para a criação gaúcha, incorporado que foi ao Haras Itapuí, que o cedeu, por empréstimo de curto prazo, ao Haras São José & Expedictus (SP). Os dois restantes “made in” Boussac adquiridos para o Brasil para servirem como garanhões foram Locris (Venture VII), em 71; e Ecletic (Abdos), em 75. O primeiro pelo Guanabara (SP) e o último pelo Haras Santa Maria de Araras (RJ), ambos transferidos mais tarde para outros núcleos criatórios do Rio Grande do Sul.

Já lá vão muitos anos desde que o Aga Khan assumiu a propriedade plena dos cavalos de Marcel Boussac, então com 89 anos.

Despedia–se o velho e festejado empresário da criação do cavalo PSI, que marcou época com as glórias e satisfações de muitas vitórias. Atingia–se o final da década de 70, e caia um império. Contudo, as linhagens tão decantadas e forjadas em Fresnay–le–Buffard, Jardy e La Verrerie mantiveram–se bem assinaladas no plantel nacional do puro–sangue inglês, graças às importações que lhe injetaram nobreza e categoria. O simples manuseio das páginas do Stud Book permite corroborar a assertiva.”



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