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Setembro | 2009
Palestra em 1983, por Milton Lodi 03/09/2009 - 13h14min
Em março de 1983, o turfe brasileiro viveu um momento muito especial. Promovido pela injustamente falecida Sociedade de Criadores e Proprietários de Cavalos de Corrida de São Paulo, com o apoio da Associação Brasileira, realizou–se o 1° Congresso Nacional do turfe, abordando temas variados e fundamentais, através de palestras de destacadas figuras. Foi um grande sucesso nacional, e foram escolhidas duas especiais autoridades para início e para encerramento do evento. Para iniciar o veterinário gaúcho Walter Nunes Flores, de Bagé, RS, com grande conhecimento e através “slides”, apresentou detalhes técnicos da criação gaúcha do puro–sangue de corridas. Para a grande maioria, inclusive para mim, foi o descobrimento de detalhes enfocados à luz da técnica, do saber aproveitar as benesses da natureza. A palestra final ficou por conta do argentino Edoardo Bloossom, autoridade internacional, homem forte da OSAF, com publicações importantes nos campos da criação e das corridas. O sucesso do 1° Congresso foi de tal ordem que nos dois anos seguintes, sempre sob o amparo da Associação Brasileira, seguiram–se o segundo congresso, em Curitiba e sob os auspícios da Associação Paranaense, e no ano seguinte o 3° em Porto Alegre, no mesmo sentido e com a promoção da Associação gaúcha. Gente de todos os Estados, criadores, proprietários, técnicos, turfistas de um modo geral, lotaram os auditórios, aprendendo o que havia de melhor no mundo do turfe. Até mesmo da Argentina e do Uruguai vieram interessados. O 4° congresso estava previsto para o Rio de Janeiro, mas a Associação local declarou–se inabilitada a promoção.
Ao final do 1° congresso, o saudoso Edoardo Bloossom terminou a sua apresentação e parabenizando o evento, que, segundo ele, havia congregado gente de todos os lugares, mostrando uma união invejável, impossível de ocorrer em seu país, onde divergências pessoais mantinham o turfe em constante estado de animosidade.
Em Abril de 1983, um mês após a realização do 1° congresso, o jornal Zero Hora, de Porto Alegre, RS, publicou um resumo da palestra de Walter Nunes Flores. A seguir vem o texto publicado no jornal.
“O veterinário Walter Nunes Flores, do Posto de Fomento do Jockey Club, foi o palestrante gaúcho no 1° Congresso Nacional de Criadores, realizado na semana passada em São Paulo, no Maksoud Plaza. Agora, de volta a Porto Alegre, ele fala sobre o trabalho que apresentou. Walter falou sobre as condições do Rio Grande do Sul para a criação do Puro Sangue Inglês, dividindo o assunto nos itens terra, clima, homem e manejo, sem entrar em detalhes técnicos.
Sobre o tema, o veterinário diz que o Rio Grande do Sul– especialmente nas fronteiras sul e oeste– caracteriza–se por uma topografia plana e com leves coxilhas, permitindo que os cavalos sejam dotados de “boa conformação de esqueletos e ótima cobertura muscular”. Além disso, as condições estruturais do solo influenciam diretamente no “excelente desenvolvimento dos cascos”. Especialmente na região de Bagé, a composição mineral do solo é propícia ao desenvolvimento da estrutura óssea dos potros, pois a relação cálcio/ fósforo –1,5; 1 a 2; 1– é quase ideal.
Também as pastagens gaúchas são favoráveis à criação do Puro Sangue Inglês. As pastagens naturais– como azevém, trevo e cornichão (muito semelhante à alfafa, que permite um pastoreio constante)– são facilmente encontradas na região da fronteira, além de outras culturas de implantação mais recentes– rhodes, pensacola, festuca e pangola – e culturas anuais –aveia e centeio, por exemplo.
O clima do Rio Grande do Sul– caracterizado por duas estações bem definidas– também é ideal para a criação de cavalos de corrida. O inverno é chuvoso e frio; e o verão é quente e com chuvas moderadas.
Walter Flores tem informações de que o índice pluviométrico anual do Estado tem média de 1.500 mm, com maior intensidade no inverno. O frio não chega a influenciar no desenvolvimento do potro e assim os animais podem ser mantidos no campo, desde que haja ricas pastagens e abrigos contra ventos e chuvas. O inverno gaúcho tem uma média de 14 graus dificilmente baixando de zero grau, enquanto a média do verão é 28 graus, com máxima de 32 graus.
Homem e manejo
O estudo de Walter Flores divide o item homem em criador (industrial e pecuarista) e empregado. Na opinião dele, “o criador industrial não participa da vida diária do haras e tem um gerente administrativo para substituí–lo”. O criador pecuarista “geralmente origina–se do meio rural e além da criação de cavalos tem outras atividades agro–pecuárias”. No Rio Grande do Sul os empregados – mão–de–obra experiente e barata – são acostumados no trato com o cavalo.
A parte mais extensa do trabalho apresentado pelo veterinário em São Paulo é o manejo, separado em éguas (vazias, cheias e com potro ao pé), garanhões e potros (desmamados e de 15 meses até o hipódromo). As éguas vazias devem ser mantidas a campo; sem alimentação suplementar, mas superalimentadas (à noite, com iluminação artificial), pouco antes da época de cobertura. Na estação da monta elas são rufiadas para controle do ciclo e feito o controle da ovulação por toque retal.
As éguas são mantidas sempre no campo, nas melhores pastagens e em ambientes mais sossegados. No terço final de gestação (últimos três meses) há uma suplementação alimentar rica em proteínas, pois nesse período o feto desenvolve 70%. Elas devem ser mantidas em piquetes maternidade pouco antes dos 330 dias de gestação. Com potro ao pé, as éguas são suplementadas com grãos e feno e levadas ao campo (para proteiros maiores). Após o sétimo dia de parto, as reprodutoras são rufiadas diariamente.
Os potros são desmamados entre os cinco e seis meses de vida. Depois eles são mantidos no campo, com suplementação alimentar de grãos e feno duas vezes por dia, até os 15 meses de idade. A partir dos 15 meses os potros são exercitados na guia, nadam e são puxados por um punga, trotando ou simplesmente passeando. Também é neste período que eles são domados.
Para os garanhões são necessários piquetes (separados, pois eles brigam) de boas pastagens, onde ficam soltos durante o dia e mantidos em cocheiras à noite. Os reprodutores são exercitados, montados por guias ou correndo soltos nos piquetes.” |

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