1) Mais dois: Aos quatro nomes já enunciados
anteriormente como sérios competidores no Grande Prêmio Brasil (Quatro Mares, Quick Road, Pototó e Top Hat), e com
a já anunciada não participação de Ivoire, mais dois apresentam credenciais convincentes. Na Gávea, no Grande
Prêmio preparatório em 2.400 metros, despontou o nome de HIS FRIEND, da Coudelaria Jéssica, que, vindo de sete
meses de parado, reapareceu com um brilhante segundo lugar, quase ganhando. HIS FRIEND pode ser um forte
concorrente. O outro nome que se apresentou foi o do ganhador do Derby Paulista de criação do Haras Santa
Verônica, o CORE BUSINESS, que ganhou a prova preparatória em Cidade jardim. O lote não era especial, mas CORE
BUSINESS ganhou com muita autoridade, correndo em penúltimo e atropelando por dentro na reta, modo incomum nas
vitórias dos filhos de NEDAWI, que costumam correr perto desde os primeiros metros. Penso que vai ser um páreo
bonito, com predominância de QUATRO MARES. Em tese, é isso.
2) Ay
Caramba: Esse filho de ROI NORMAND, de criação e propriedade do Haras Doce Vale, vai iniciar–se na
presente temporada de monta de 2007 em seu próprio haras, em Bagé. Ganhador clássico de provas de grupo no Brasil
e nos Estados Unidos, AY CARAMBA é uma boa promessa, pois além do mais tem uma respeitável e bem–sucedida linha
feminina.
3) Dotações: Foi fixada a dotação para o Grande Prêmio
Brasil em 200 mil reais para o proprietário do cavalo vencedor. Nas condições precárias atuais do turfe
brasileiro, não se pode fazer restrições, é uma boa dotação. A esses 200 mil vão se agregar o resultado do
detestável "added", que é uma aposta entre os proprietários, sai dos bolsos deles, e não da entidade
promotora de corridas, que tem essa obrigação especial para exploração de apostas. A dotação de 200 mil
corresponde a cerca de 40 páreos eliminatórios para os 3 anos na Gávea, que é de 5.280,00. Para as outras 3 provas
de grupo 1 (2.000 Éguas, 1.000 e 1.600 metros para produtos de 3anos e mais), foram fixados os também razoáveis,
pelo atual momento, 50 mil para o vencedor de cada prova, que é o equivalente a 10 dotações dos 3 anos, além
naturalmente, do abominável "added".
4) Alceu José Athayde:
O Jockey Club de São Paulo reformou o Centro Cirúrgico do Hospital Veterinário. Foi nesse Centro que o veterinário
Alceu José Athayde, durante muitos anos, exerceu com habitual maestria a sua especial técnica cirúrgica. Nos bons
tempos do turfe paulista, com grande contingente de animais nas vilas hípicas, o movimento era muito grande, havia
filas para cirurgias que tinham que ser marcadas com boa antecedência. O Dr. Alceu era o cirurgião mais procurado,
e pelas hábeis mãos dele passaram muitas centenas de animais. O novo centro cirúrgico recebeu o nome daquele
profissional, que continua atuando como veterinário clínico e também cirurgião em Cidade Jardim. Além do aspecto
veterinário, Alceu José Athayde é um criador de sucesso, com o seu Haras Novo Mossoró. Os inúmeros admiradores do
veterinário, do criador e do amigo, aplaudem com entusiasmo e louvor essa simpática e muito justa homenagem do
Jockey Club de São Paulo ao brilhante Dr. Alceu.
5) Latino–Americano: O Clássico, que
estava previsto para ser disputado no Hipódromo de Monterrico, no Peru, foi tema de uma surpreendente reviravolta.
O Hipódromo de Gulfstream, em Miami, apresentou uma proposta revolucionária. Embora na prova não haja entrada de
cavalos norte–americanos, pois não são latinos, a proposta foi no sentido da promoção do páreo em Gulfstream, com
bolsa de 300 mil dólares (100 mil pela Associação e 200 mil pelo Hipódromo), viagens, estadias, tudo pago. Era uma
proposta visando basicamente ganhar dinheiro com a venda de apostas e também transformar a prova em balcão de
vendas. Com a corrida lá, ficaria mais fácil a eventual comercialização. A proposta norte–americana foi aprovada
por unanimidade na tal reunião, e detalhes iriam ser discutidos e sacramentados na reunião da Associação
Latino–Americana, quando do Grande Prêmio Brasil. Uma das propostas seria a tentativa de ampliar o prazo de
estadia dos concorrentes por mais dois ou três meses, aumentando o tempo para eventuais negócios. Mas tudo voltou
ao ritmo inicial, próxima realização em Monterrico, no Peru, já que as autoridades sanitárias norte–americanas
exigiram um tratamento diferenciado ao que é dado a animais vindos da Europa. Em lugar da entrada direta para
centros de treinamento e sob observação por dois dias, foi exigida uma quarentena da ordem de uma semana ou dez
dias com os cavalos encocheirados nas dependências do aeroporto. Essa determinação liquidou com a idéia. Depois do
Peru será no Brasil, em 2009, em Cidade Jardim ou na Gávea.
por Milton
Lodi