Roberto Tripodi está de volta. Com 67 anos de idade, é casado, tem 2 filhos e 3 netos. Seu pai, Luiz Tripodi foi treinador de sucesso, de 1939 até 1970, ano em que faleceu. Roberto começou a treinar em 1959 e sua primeira vitória foi obtida com o cavalo El Valiente, de propriedade de Marlene Serrador e montado pelo antigo jóquei Haroldo Vasconcellos. Pelas suas mãos passaram bons animais, mas o melhor foi Kew Gardens, que pertencia ao Stud Topázio. Sob seu treinamento esse cavalo venceu a COPA ANPC e foi quarto na milha do Pellegrini, em Buenos Aires, corrida na qual, segundo o treinador, sofreu muitos prejuízos no percurso.
Betinho, além de trabalhar para os Studs de Marlene Serrador e Topázio, treinou, durante algum tempo, para os Rocha Faria, Haras das Estrelas, Santa Rita da Serra, Pelajo, além dos Studs Vert–Blanc–Rouge, Bardalou e outros.
Em 98, resolveu se aposentar e viajar pelo Brasil e América do Sul. Fixou residência em Cabo Frio e no ano passado voltou para o Rio. A saudade dos cavalos apertou e sentiu que a chama do turfe ainda estava acesa. Passados quase 9 anos, solicitou renovação de matrícula e nessa semana está reaparecendo nos programas.
– O antigo cronista Haroldo Barbosa, na sua inesquecível coluna “O Pangaré”, sempre fazia a pergunta para seu pai: seu nome é TRÍPODI ou TRIPODI?
– Respondo como meu pai: em São Paulo, era proparoxítono, com acento no “i”. No Rio, virou paroxítono, sem acento.
por Sérgio Rezende