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Pouco se fala no turfe Italiano, talvez por estar renegado à quarta posição de importância na Europa, atrás da Inglaterra, França e Alemanha.
Excepcionalmente em 2026, devido a reformas no Hipódromo de Capannelle em Roma, o evento está sediado no Hipódromo de San Siro, em Milão. A prova principal está programada para as 12:50 (horário local do Brasil) e conta com um forte páreo de 18 competidores de nível internacional, incluindo a única égua participante, Arkansas, além de competidores britânicos, franceses e alemães, com destaque nas apostas para cavalos como Pashang e Archers Bay.
A corrida possui uma premiação superior a 640.000 euros. O dia também é preenchido com outras corridas de prestígio, como o Premio Presidente della Repubblica e o Carlo D’Alessio. A festividade em San Siro foi estruturada como um grande museu a céu aberto, com atrações para toda a família
Independente da situação italiana no mundo do turfe, os cavalos italianos já fizeram muita história no mundo do turfe, e não só os cavalos, mas o mundo conheceu a magia do italiano Frederico Tésio, o mago dos cruzamentos.
Federico Tesio (17 de janeiro de 1869 – 1 de maio de 1954) foi um criador italiano de cavalos Puro–Sangue Inglês. Ele foi chamado de "o único gênio a operar no mundo da criação de cavalos" e "a maior figura individual na história das corridas italianas”
Mas sobre Tésio, falaremos outro dia. Hoje é dia do Derby Italiano. O turfe italiano, já nos deu grandes craques, alguns oriundos das mãos de Tésio, como Ribot e Nearco.
Ribot, O Cavalo do Século. Considerado por muitos especialistas como um dos três maiores cavalos de corrida do século XX (ao lado de Secretariat e Phar Lap), Ribot foi uma obra–prima de Federico Tesio. Ele correu entre 1954 e 1956 e alcançou o status de lenda viva. Obteve 16 vitórias em 16 corridas, terminando invicto nas pistas.
Nearco, outra joia da criação de Federico Tesio, Nearco correu na década de 1930 e é o "pai" do turfe moderno. Sem Nearco, o cavalo puro–sangue inglês de corrida atual simplesmente não existiria da forma como o conhecemos. Também saiu invicto das pistas, com 14 vitórias em 14 corridas.
Molvedo, filho de Ribot, Molvedo provou que o sangue de campeão corria forte em suas veias e foi o grande nome do turfe europeu no início da década de 1960. Campanha: 11 vitórias em 13 apresentações.
Tony Bin, dando um salto para o final dos anos 1980, Tony Bin foi um cavalo de ferro que reacendeu o orgulho do turfe italiano nas pistas internacionais, treinado por Luigi Camici. Campanha: 15 vitórias em 31 corridas.
Falbrav, um craque moderno (início dos anos 2000), Falbrav nasceu na Itália e começou sua campanha sob o treinamento de Luciano d’Auria, transformando–se em um verdadeiro "cidadão do mundo" devido à sua incrível versatilidade e resistência a viagens. Campanha: 13 vitórias em 26 corridas.
Portanto, apesar do turfe Italiano não ser mais a vitrine da europa, marcou época com a sua criação e poderosos cavalos.
Da Redação