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Assumido os cargos do conselho, os sócios do clube eleitos desta vez de forma democrática, terão um árduo trabalho. Caixa zerado, dívida de milhões, dezenas ou centenas de processos na justiça e muitos outros problemas.
Só resta um caminho, começar de novo, tal qual em 1941, quando o Jockey Club de São Paulo inaugurou o atual hipódromo de Cidade Jardim, saindo assim do hipódromo da Mooca onde o clube foi fundado.
Caberá aos eleitos, pessoas da mais alta credibilidade e tradição no turfe, igualmente aos idealizadores do Hipódromo de Cidade Jardim, todo o apoio do turfe e a necessária paciência, pois milagre não se faz de uma hora para outra.
Segue abaixo, publicação do livro 100 anos do Grande Prêmio São Paulo, sobre a Inauguração do Hipódromo de Cidade Jardim em 1941:
Concebido por Luiz Nazareno Teixeira de Assumpção, o Hipódromo de Cidade Jardim foi inaugurado em 25 de janeiro de 1941. Nesse mesmo ano, ele foi sucedido por Fábio da Silva Prado, ex–prefeito de São Paulo. Notórios, Fabio e sua esposa, Renata Crespi Prado, tinham um grande interesse por questões culturais, aproximaram–se de artistas e intelectuais que realizaram a Semana de Arte Moderna de 1922. Moravam próximos ao novo Hipódromo, na Rua Iguatemi, atual Avenida Brigadeiro Faria Lima, em um belíssimo imóvel com 8.000m2 que em 1968 foi doado para a Fundação Padre Anchieta.
O projeto de construção do novo hipódromo foi de responsabilidade do arquiteto Elisário Bahiana (1891–1980), também o autor de outras obras relevantes como da remodelação do Viaduto do Chá, em 1938; o edifício João Bricola, mais conhecido como o “prédio do Mappin”, na esquina da Rua Xavier de Toledo, em 1939; e o edifício Saldanha Marinho, na Rua Líbero Badaró, no centro, em 1930, atualmente em uso pela Secretaria de Segurança Pública de São Paulo. Esta obra, executada pela Sociedade Comercial e Construtora Ltda, foi concluída pelo arquiteto Dácio Aguiar de Moraes.

Vicente Chieregatti, narrador das corridas entre os anos de 1940 a 1970
Nessa mesma época, em meio à Segunda Grande Guerra, posicionaram–se os sócios do Jockey firmemente pela pressão de que o Governo Vargas promovesse a entrada do Brasil no conflito, ao lado das Forças Aliadas. Consta que, em 2 de setembro de 1945, no dia em que foi anunciado o final da guerra, houve uma estrondosa comemoração pelo numeroso público presente ao hipódromo assim que o locutor oficial, o conhecido radialista Vicente Chieregatti, fez esse anúncio pelos alto–falantes.
Na década de 1950 o arquiteto francês Henri Sajous promoveu uma grande reforma no hipódromo, remodelando sua linha arquitetônica art–decô para o clássico, como compõe o desenho atual. Além de arquiteto, ele também era designer de móveis, tendo desenhado boa parte do mobiliário como as poltronas que ainda podem ser vistas nos atuais recintos do hipódromo.
Da Redação