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Boa tarde. Voltando da viagem ao Rio de Janeiro para falar um pouco da abençoada festa que tive o privilégio de participar no centenário hipódromo da Gávea com abertura das provas da coroa e a participação internacional do magnífico Lanfranco Dettori.
Em primeiro lugar tenho que citar meu companheiro de live e amigo, Edson Alexandre, que assim que soube que o italiano encerraria a carreira no Chile, montando no El Derby, botou a boca no trombone e afirmou: “Dettori tem que vir encerrar a carreira no Brasil”. E ele estava certíssimo. Ponto para o presidente Raul Lima e sua equipe que se mexeram a tempo e tomaram do Chile o direito de ter a experiência maravilhosa para todos do mundo do turfe que foi a passagem do Frankie pelo Rio de Janeiro.
Durante a semana, vivo preocupado com o clima e buscando informações sobre a previsão meteorológica em todos os canais possíveis. Até com minha irmã que trabalha em Santa Catarina e é doutora em meteorologia fiz consultas. Inicialmente havia muitas nuvens e tempestades previstas para o fim de semana na Gávea, mas com o Cristo Redentor abençoando e o Deus brasileiríssimo ajudando, tivemos um domingo esplendoroso.
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Como uma mensagem divina, tivemos um temporal que nos pegou pouco antes da largada do último páreo. Dettori, o herói da tarde, desceu de sua montaria e fez uma celebração com os demais jóqueis e partiu para sua nova fase da vida. Para os mortais, sobrou se abrigar e ficar esperando mais de 20 minutos para conseguir sair do hipódromo.

Hipódromo com ótimo público
Aqui mais um ponto para a gestão do JCB. Hipódromo cheio, fila de crianças para o passeio de pônei e muitos turistas estrangeiros. Casa cheia como a gente gosta. Foi um prazer e um privilégio compartilhar todos esses momentos com amigos e poder ver a arquibancada da Gávea vindo abaixo com a primeira vitória do Dettori. Ali foi o primeiro momento para os que ainda não tinham noção do que ele é sobre um selim ficarem boquiabertos com a maestria e vigor do italiano de 55 anos.

Frankie Dettori e Bet You Can, um filho de Can The Man e Bar Rouge, por Pounced, de criação e propriedade do Haras Estrela Nova
A magia foi completa com a vitória de G1 com a farda do Haras Estrela Nova do Mário Barbosa que teve a honra e competência de ter o animal certo, pro jóquei certo, na hora da verdade. Nota 1000 por evento.
E para aqueles que ainda tinham alguma dúvida sobre a diferença que o Frankie faz, segundo momento de cair o queixo. Um dos meus compromissos aqui é não tornar nossa conversa muita extensa e não a deixar enfadonha, logo vamos para a reta final.

Reprodutor Can the Man
No quesito reprodução só posso dizer: “CAN THE MAN, CAN THE MAN e CAN THE MAN”. Não é todo dia que um garanhão vence duas provas de G1, abrindo as coroas e ainda fecha o dia com mais uma prova de grupo entre os velocistas. O filho de Into Mischief deixou 4 gerações no Brasil, sem dúvida a de melhor desempenho ponderado foi a nascida em 2020 e voltou a dar muita alegria a quem apostou nele com a geração nascida em 2022. Ainda há uma geração estreando este ano e só. Ele morreu cedo demais. Era isso por hoje. Quem viveu a tarde de domingo na Gávea terá memórias inesquecíveis.