Em 1984, o consagrado Festival da Breeder’s Cup, foi criado nos Estados Unidos, e deu um novo rumo ao turfe norte–americano. Inspirados neste modelo, alguns dirigentes do turfe argentino se organizaram, e, 5 anos depois, em 1989, criaram o seu próprio festival, que foi batizado de "Las Carreras de las Estrellas".
A exemplo do que aconteceu, nos Estados Unidos, o festival deu belo impulso ao turfe portenho, e, anualmente, este evento é disputado, de forma revezada, em Buenos Aires, nos dois principais hipódromos da capital, San Isidro e Palermo. Hoje, esta festa do turfe argentino completa 35 anos.
E, os " burreros", como são chamados os turfistas argentinos, comemoram a ocasião, em Palermo, com a disputa de 19 páreos, das 12h25, até às 21h25, da noite, com autêntica maratona de 9 horas de corridas, que incluem 9 provas de Grupo 1 .
As provas de grupo, Estrellas Dirty Junior, Estrellas Junior Sprint, Estrellas Juvenile Fillies, Estrellas Juvenile, Estrellas Mile, Estrellas Distaff, Estrelas Classic, Sprint e Estrellas Dirty, se revezam com páreos de turma, e com a chancela das máquinas de caça–níqueis, que embalam o prado portenho num ritmo frenético 24 horas, diariamente, e fazem o barco navegar.
Para se ter uma ideia deste embalo, o jóquei brasileiro, Francisco Leandro, campeão da estatística local desde 2018, assinou compromissos de montaria em 17, dos 19 páreos que vão ser disputados. Para um país que navega em grave crise econômica, nada mal conseguir organizar reunião tão robusta, e, impulsionada com um rebanho de cerca de 8 mil puros–sangues, fruto de enorme paixão nacional.
Da Redação