Com a experiência dos seus 64 anos de vida, e mais de 50, no dorso dos puros–sangues de corrida, o recordista mundial, Jorge Ricardo, com13.349, admite estar entusiasmado com o convite para participar do Torneio Challenger de Jóqueis, que será realizado, em Madri, no próximo dia 3 de julho, semana que vem. Ricardinho conhece bem alguns dos 9 concorrentes inscritos na competição. Das duas joquetas, teve a satisfação de montar durante alguns anos no turfe argentino, com Lucrécia Carabajal. E disse se tratar de excelente profissional.
"Além de experiente, Lucrécia é profissional dedicada e muito técnica. E bastante conceituada lá na Argentina. A joqueta italiana, a Carola Guecciardo, é uma das participantes mais jovens. Tenho boas informações sobre ela, mais não a conheço pessoalmente. Na verdade, neste modelo de torneio, o mais importante e ter sorte no sorteio das montarias. São apenas cinco provas, e, você pode descartar uma delas, com pior colocação e ficar com quatro", explica o campeão.
Experiente, depois de observar os nomes dos futuros rivais, Ricardinho reconheceu vários, e já montou com alguns deles. Com relação as idades admitiu ter certeza que é o mais velho do lote. Mas considerou o nível técnico bem elevado. "Vaclav Janacek, o techeco, Alberto Sanna, o italiano, e, Ricardo Souza, de Portugal, são todos pilotos experientes. Camilo Ospina, da Colombia, é participante habitual destes torneios. Tecnicamente é um dos melhores. Pers Anders Grasberg, da Suécia, faz parte de uma geração mais nova. Jaime Galabert, jóquei espanhol deve ter uns 40 anos, e conhece a raia melhor do que qualquer um por ser jóquei local. Mas, na verdade, todos nós dependemos do sorteio das montarias. Quem tirar os melhores cavalos, com certeza vai fazer maior pontuação", explicou.
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JCB encomendou estátua em tamanho natural de J. Ricardo, recordista mundial de vitórias
Jorge Ricardo explica sua empolgação com o evento por causa do momento profissional que vive." Passar uma semana na Europa, numa cidade maravilhosa como Madri, num ambiente cheio de profissionais que têm cultura diferente da minha, mas em comum, o amor pela mesma profissão, trata–se de passar por momentos gratificantes", fala o homem que mais ganhou corridas da face da Terra.
"Aqui no Brasil o meu ciclo está chegando ao fim. Então, quem sabe quando tirarem as bolinhas, não saem algumas boas montarias. Escrevi belas histórias aqui nos hipódromos brasileiros. Mas alguns proprietários se afastaram de mim, e, muitos treinadores, também. Participei durante a minha longa carreira por oportunidades como esta. Coisas boas sempre acontecem.

Entrada da reta com 24 animais do GP. Pellegrini, em 2003, vencido com Gorilla, montado por J. Ricardo.
Sempre tive estrela para ganhar corridas. Quando sai do Brasil para montar Gorilla, poucos acreditavam nele. Só eu, e os seus proprietários. Ganhei o GP Carlos Pellegrini. Também ganhei a mesma prova, com Much Better, que só eu e o João Maciel sabíamos a barbada que ele era. Esse não precisava de sorteio para ganhar corridas", finalizou.