Noturna de segunda–feira vende mais apostas do que quinta e sexta
A exemplo do que acontece durante toda a temporada turfística, a reunião de ontem à noite na Gávea, com Movimento Geral de Apostas (MGA), de R$ 833.607, 65, foi superior as reuniões do feriado da última quinta–feira, e, da sexta. As delegações turfísticas de outros estados voltaram para suas casas, seus trabalhos, e a rotina de suas vidas. Não havia Nuit de Longchamp, como nos bons tempos, com mulheres elegantes e homens de fraque. Nenhuma prova do calendário clássico. E, em termos de qualidade na raia, nem pensar. Mas, então, por que vendeu mais jogo do que os outros dias, com exceção de sábado e domingo, dias dos principais Grandes Prêmios? A resposta é simples. O GP Brasil de 2025 ficou a margem da sociedade. E toda segunda–feira acontece a mesma coisa. Vende mais apostas do que os demais dias da semana. Este fato só muda quando as pessoas do esporte organizam os grandes eventos. Derby, GP Brasil, etc. Para quem gosta de turfe o evento desta semana foi um sucesso. Porém, para o restante da sociedade, nenhum indivíduo sabe que houve um GP Brasil.
Nenhum canal de televisão transmitiu o páreo. Até o Fantástico nos abandonou. Era comum ouvir a voz do saudoso Ernani Pires Ferreira, naqueles antigos domingos, ecoar os detalhes da prova todo ano. Eram 2m24s40 de emoção. Este ano nenhuma linha sequer nos meios de comunicação de massa. Até a Sociedade Hípica Brasileira teve espaço no Esporte Espetacular. Um torneio internacional conquistado, pela primeira vez, por uma mulher. Não foi difícil reconhecer que estamos sozinhos na cidade maravilhosa. Nenhuma pessoa que não faça parte do nosso universo soube que houve um GP Brasil. Meu porteiro, que todo ano pede uma barbada, pela primeira vez não perguntou quem era o cavalo ganhador do GP Brasil. Ele nem ter consciência da sua existência. Em outubro teremos um Latino–americano. Já participei da cobertura de vários em outros países da América do Sul. Vamos torcer para que as pessoas que não fazem parte do mundo também compareçam ao evento. Será preciso um contato íntimo com a mídia, escrita, televisada e falada, como se dizia nos bons tempos. O nosso hipódromo é tão lindo. E a sua volta temos tantas belezas da cidade. Vamos dividir com os demais seguimentos da sociedade o privilégio de ver, e, de sentir, a emoção e a euforia de uma corrida de cavalos.
Puro–sangue Melhor Apresentado
Sinsel, de criação e propriedade do Stud Red Rafa, foi apresentado em forma exuberante por Luiz Esteves, um treinador da mais absoluta exceção. Ganhou 15 páreos em 3 dias, 9 deles da esfera clássica, mais 6 de turma. O filho de Alpha e Golden Land, por Nedawi, foi a cereja do bolo desta inacreditável façanha.
Joqueada da semana
No dorso de Mandrake, do Stud H&R, Valdinei Gil conquistou o tricampeonato do GP Major Suckow com direção histórica e sensacional. O defensor do Stud H&R nasceu para conquistar a prova. A gente fica com a sensação de que se ele for apresentado mais uma vez, em 2026, será tetra. E aí será preciso convidar o Galvão Bueno para narrar a prova
Personagem
Leandro Henrique entrou para história por ganhar o GP Brasil na fotografia, por diferença mínima, sem ver o rival, Valparaíso, ao seu lado. Uma pena para ele o fato inusitado provocado pela euforia ter recebido maior destaque do que o seu talento para dar joqueada contra o colega, José Aparecido, piloto de Ethereum, a terceira colocada, e a sua malícia e talento quase não terem sido exaltados.
900 vezes Roberto Morgado Neto
Brilhantes as apresentações de Roberto Morgado Neto com Us Sobral, do Stud Rancho Flash, e, do potro Oderich, da parceria, Stud Cariri Pe, e Stud Sampaio. Jovem, dinâmico e detalhista, Betinho apresenta sem bem os seus pensionistas e, a cada dia evolui ainda mais numa profissão que exige muito abnegação.
Duas reuniões
Depois de tantos puros–sangues inscritos, a Secretaria da Comissão de Corridas ainda conseguiu formar duas reuniões nos dias 29 e 30 de junho, domingo e segunda–feira, ponto final do ano hípico de 2024/2025.