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As letras maiúsculas do título representam a importância deste evento turfístico nos meus 66 anos de vida, e mais de 40 deles, escrevendo sobre corridas de cavalos, ou, talvez seja mais elegante dizer, puros–sangues de corrida.
O GP Brasil possui carisma muito pessoal para todo aquele que ama o esporte. É o dia de se vestir melhor. De tirar o paletó do armário. De escolher a gravata preferida, que traz sorte nas apostas. De ficar ao lado da boa companhia dos melhores amigos. E de desfrutar desta emoção tão peculiar de apostar nos cavalos que conquistaram os nossos corações. Temos um Grande Prêmio Brasil de 2025. No campo da prova estão 20 puros–sangues inscritos. São 18 cavalos, e apenas duas éguas. Ethereum, de Carlos dos Santos, emérito e apaixonado criador e proprietário, e Bourgogne, da Fazenda Mondesir, da abnegada família Peixoto de Castro.
Não sei se Ethereum vai ganhar. Mas posso afirmar que há muito tempo não vejo um puro–sangue acelerar como ela o faz. Num dos seus triunfos, a filha de Courtier e Etapa Vencida, me fez lembrar a atropelada do inesquecível Baronius, dos Haras São José e Expedictus. Vou torcer por ela.
Quanto a Bourgogne, os Peixoto de Castro optaram por correr a maior prova do turfe nacional do que atuar ontem, contra as éguas, no GP Roberto e Nelson Seabra. Não poderia esperar outra decisão deles depois da atuação da filha de Agnes Gold no último GP São Paulo, quando só perdeu para o companheiro de farda, Dream Alliance.
Nudini, do Stud Araré, Sparco, do Stud Duplo Ouro, Sinsel, do Stud Red Rafa, Obataye, do Haras Rio Iguassu, Mc Arrocha, do Haras Estrela Nova, Valparaíso, do Stud Blue Mountain, entrem tantos outros inscritos, possuem chance e merecimento de ganhar a mais apaixonante carreira do turfe nacional. Todos são pessoas que o coração bate mais forte, como o meu, num dia de Grande Prêmio Brasil...
Paulo Gama