José Sabino Diniz, 70 anos, nasceu em João Pessoa, na Paraíba. Casado, tem três filhos, todos formados, e quatro netos. Decorador e pintor eram suas profissões, tendo trabalhado nessas atividades numa firma italiana.
Certo dia, domingo à tarde, na década de 50, entrou no Hipódromo da Gávea pela primeira vez, época em que as tribunas ficavam superlotadas e os turfistas vibravam com as disputas envolvendo os jóqueis mais famosos, entre eles Luiz Rigoni e os chilenos.
Na ocasião, os turfistas passavam pelo túnel por baixo das pistas e podiam desfrutar do espaço do pião do prado. Diniz sentiu que aquilo era o que queria e, no dia seguinte, já estava tentando entrar para o mundo do turfe.
Mais tarde, convidado por Arthur Cardoso Filho, então presidente do Jockey Club de Campos, começou a exercer a profissão de jóquei, naquele hipódromo. Em virtude de um acidente passou cinco meses sem montar. Na volta recebeu matrícula de treinador, continuando, também, como jóquei.
Em 63, com a paralisação das corridas em Campos, trouxe seus cinco animais para a Gávea e, como não tinha matrícula no JCB, os mesmos corriam em nome de Manoel de Oliveira, avô do treinador Victor Paim. Em 69, com a reabertura do prado campista, retornou para aquela cidade, onde se casou e passou a morar e trabalhar. Os melhores animais que treinou foram Seu Becão, Plebiscito e Gutierrez. Na maioria das vezes em que traz seus pensionistas à Gávea, costuma obter bons resultados. Ke Garbosa, por exemplo, ganhadora na semana passada, veio preparada de Campos por Diniz. Porém, como a égua iria permanecer no Rio, atuou sob a responsabilidade de A.R.Silva.
Diniz, atualmente, tem 15 animais aos seus cuidados. Além de treinador, é proprietário e, no próximo ano, vai figurar como criador, já que tem dois produtos da geração de 2004 para estrear.
por Sérgio Rezende