Cadastre-se e receba novidades:

Nome


E-mail

Valparaiso - Stud Blue Mountain

Like It Hot - Stud Verde

Núcleo Terrestre - Stud H & R

Oviedo - Stud H & R

Night Street - Stud Dona Cecília

Tenuta Poggione - Haras do Morro

Off the Curve - Stud H & R

Sonho Bom - Stud H & R

Online - Stud Verde

Olympic Maurren - Stud H & R

Oteque - Stud H & R

Kempes Love - Stud Verde

The Lord - Stud H & R

Submarino - Haras Figueira do Lago

Ronigol - Stud Verde

Sargent Pepper - Stud H & R

Spartan Lius - Coudelaria Atafona

No More Trick - Stud H & R

Spartan Lius - Coudelaria Atafona

Dreamer Winner - Haras Iposeiras

Ronigol - Stud Verde

Maryland - Stud Verde

Jeep do Jaguarete - Coudelaria Jéssica

Meu Amor Maior - Stud 13 de Recife

Le Gonfalon - Stud Verde

Minuxa - Haras Depiguá

Olympic Orkut - Stud H & R

Só Te Peço Amor - Stud Verde

Ronigol - Stud Verde

Papa-Léguas - Stud H & R










Agosto | 2020

Jockey de SP renegocia dívida, sem glamour
12/08/2020 - 12h43min

Débitos somam cerca de R$ 400 milhões e o déficit operacional acumulado é de R$ 508 milhões

No Brasil, corridas de cavalos foram quase sempre vistas como um esporte de elite, mas o Jockey Club de São Paulo, um dos principais hipódromos do país, perdeu o glamour que marcou seu passado depois de afundar–se em dívidas. Há três anos, o presidente da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), Benjamin Steinbruch, um dos maiores empresários do país, perdeu o glamour que marcou seu passado depois de afundar–se em dívidas. Há três anos, o presidente da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), Benjamin Steinbruch, um dos maiores empresários do país, assumiu o comando do clube disposto a colocar as contas em ordem e criar um Jockey adaptado aos novos tempos. A ideia é manter o turfe vivo e, ao mesmo tempo, transformar parte do clube num parque público.

O primeiro mandato foi insuficiente para sanar as dívidas ou mesmo começar a traçar o projeto do parque público. Havia muito a ser feito. "Os primeiros três anos foram complicados", diz Steinbruch. Serviram só para a parte operacional retomar a normalidade. Este ano ele iniciou o segundo mandatato e quer que seus planos de reerguer o Jockey comecem a ser percebidos em outubro, com a inauguração da primeira fase do restauro do edifício, um dos maiores complexos de art déco do Brasil.

Ao invés de pagar as dívidas Steinbruch decidiu questioná–las. Seu principal argumento é que o Jockey tem sido cobrado por IPTU desde 1954, ao contrário de outros clubes esportivos, como o Pinheiro ou Hebraica, em São Paulo, ou mesmo jóqueis clubes de outros Estados, isentos desse imposto municipal. Além disso, o clube não teria recebido por alguns terrenos desapropriados.

O empresário pretende provar que o valor dos créditos supera o de débitos. Ele calcula em R$ 30 milhões o saldo positivo entre o que o clube deve e o que tem a receber. Tudo está em fase de negociação, principalmente com a prefeitura e, por isso, o empresário não gosta de detalhar a dívida. Segundo o mais recente balanço apresentado, em 30 de junho de 2019, o clube apresentou capital circulante negativo de R$ 142,7 milhões, dívidas de aproximadamente R$ 400 milhões (obrigações totais de curto e longo prazos somam R$ 481,5 milhões) e déficit operacional acumulado de R$ 508 milhões.

"Fui eleito conhecendo todas as dificuldades", afirma. Segundo ele, o desafio no primeiro mandato não era melhorar; mas ao menos manter o clube. "Estava tão deteriorado que era quase impossível sequer mantê–lo".

Fundado em 14 de março de 1875 com o nome de "Club de Corridas Paulistano", no bairro da Mooca, o Jockey Club de São Paulo mudou para as margens do Rio Pinheiros em 25 janeiro de 1941, dia do aniversário de São Paulo. A associação sem fins lucrativos tem 180 funcionários diretos. Os cerca de 400 sócios pagam mensalidade de R$ 560.

A pandemia interrompeu a entrada de dinheiro com o aluguel de espaço para eventos. Os três restaurantes reabriram há poucos dias. As corridas de cavalo continuaram durante a pandemia, mas sem público e as apostas têm sido realizadas apenas de forma on–line.

O projeto do Jockey é do brasileiro Elisário Bahiana, mesmo autor do Viaduto do Chá. Mas, as linhas atuais são da década de 50, resultado de uma intervenção do arquiteto francês Henri Sajous. Dos 650 mil metros quadrados de área, 130 mil foram tombados, em 2010 pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico (Condephaat), do governo paulista, e em 2013 pelo Conpresp, da Prefeitura de São Paulo. Ambas as resoluções apontam o valor histórico, arquitetônico, cultural e simbólico do local. Para Steinbruch, recuperar o Jockey é um desafio necessário "pelo que seu passado já representou para a sociedade de São Paulo, do ponto de vista social, cultural e esportivo".

Os recursos para a obra de restauro serão obtidos por meio de doações de empresas que utilizarão a lei Rouanet. Somente a primeira parte – que recuperará a entrada do edifício – vai consumir cerca de R$ 2 milhões, cedidos, na maior parte, pela CSN. A restauração total levará de três a quatro anos, segundo prevê o empresário, a um custo ainda não calado.

A ideia de fazer o trabalho de restauro por etapas foi do engenheiro, Wolney Unes, diretor da Elysium Sociedade Cultural, vencedora do processo de concorrência. Muita coisa mudou desde a inauguração do Jockey, há quase 80 anos. O índice pluviométrico em São Paulo, por exemplo. O dimensionamento de calhas é insuficiente para suportar o nível de chuvas de hoje e já fez muitos dirigentes do clube passarem vexame ao ver convidados de eventos de gala desviando de goteiras.

O restauro envolve, ainda, um cuidadoso trabalho de identificação de materiais de pisos, elaborados com diferentes tipos de pedras importadas. "Percebemos que algumas reformas, substituições e intervenções feitas no passado trataram um patrimônio importante como se fosse uma velharia", destaca Unes.

Além de restaurar o conjunto arquitetônico do hipódromo paulista, Steinbruch pretende dar destino mais nobre à grande quantidade de peças de mobília, livros, louças, prataria e outros objetos de época que encontrou praticamente encostados no clube. A ideia é montar um museu e uma biblioteca e transformá–los também em atrações para paulistanos e turistas. A ideia do parque – que terá entre 110 mil e 130 mil metros quadrados – surgiu quando o governador João Doria era prefeito de São Paulo, no início da primeira gestão de Steinbruch, e segue em discussão, segundo o empresário.

A meta de Steinbruch é inaugurar a primeira etapa do projeto de restauro durante o Grande Prêmio de São Paulo, competição anual que leva para o hipódromo paulista o que há de mais refinado em cavalos puro–sangue do país e, em situações normais, uma plateia em trajes de gala. Mas a falta de perspectiva em relação à duração da pandemia poderá obrigar a uma mudança de planos. O Grande Prêmio foi adiado de maio para outubro com a perspectiva de arquibancadas lotadas. Mas tudo indica que a corrida será sem público.

O sonho de Steinbruch é ver o turfe voltar a atrair um grande público, como se viu entre as décadas de 1960 a 1980. "É uma atividade que na Europa e na Ásia atrai multidões; mas, no Brasil eu não sei por que perdeu a tradição".

O empresário sempre gostou de animais. Mas a paixão por cavalos aconteceu quase que por acaso há 45 anos. Foi com a venda de tecidos da empresa da família, o grupo Vicunha, que ele começou a trabalhar, aos 18 anos. Aos 24, estava em busca de uma fazenda para comprar. Ao visitar uma que estava à venda, chamou sua atenção uma potranca machucada. O jovem Benjamin não ficou com a fazenda, mas levou a potranca que estava com o osso da escápula fora do lugar depois de um acidente. Brusquense, nome da potranca, recuperou–se, cresceu, atingiu a idade reprodutora e seu primeiro filhote fez Steinbruch lançar–se no mundo do turfe.

Por Marli Olmos
Transcrito site Valor



<< Anterior Próxima >>








13.369

12.844















Coudelaria Atafona

Coudelaria FBL

Coudelaria Intimate Friends

Coudelaria Jessica

Coudelaria Pelotense

Haras Clark Leite

Haras Iposeiras

Haras Depigua

Haras Figueira do Lago

Haras do Morro

Haras Old Friends

Haras Planície
(In memoriam)

Haras Vale do Stucky
(In memoriam)

Jorge Olympio
Teixeira dos Santos

Ronaldo Cramer
Moraes Veiga
(In memoriam)

Stud Brocoió

Stud Cajuli

Stud Capitão
(In memoriam)

Stud Cariri do Recife

Stud Cezzane
(In memoriam)

Stud Elle Et Moi
(In memoriam)

Stud Embalagem

Stud Everest
(In memoriam)

Stud Gold Black

Stud H & R

Stud Hulk

Stud Ilse

Stud La Nave Va

Stud Palura

Stud Quando Será?

Stud Recanto do Derby

Stud Rotterdam

Stud Spumao

Stud Terceira Margem

Stud Turfe

Stud Verde

Stud Wall Street

Oscar Colombo
(In memoriam)

Stud Novo Muriqui
(In memoriam)

Haras The Best
(In memoriam)
  Associação Carioca dos Proprietários do Cavalo Puro-Sangue Inglês