O campo do Grande Prêmio João Borges Filho, em 2.400 metros, na grama, principal atração da semana no Hipódromo da Gávea, no domingo à tarde, pode ter o futuro vencedor da maior prova do turfe nacional deste ano. Embora tenham sido inscritos apenas oito competidores, a qualidade da prova, e a presença de três fortíssimos candidatos, nos permite dizer que dificilmente um deles não será o favorito do GP Brasil, no dia 27 de setembro. A exibição de Pimper’s Paradise, do Haras Doce Vale, na Copa ABCPCC Clássica Matias Machline, em Cidade Jardim, deixou claro a sua condição de melhor puro–sangue em atividade nas pistas brasileiras. Sem dúvida, um grande corredor! Venâncio Nahid atravessa momento espetacular em sua carreira e Wesley Silva Cardoso é um jóquei competente, e com tranquilidade suficiente para ter sucesso no dorso do excepcional corredor.
George Washington, do Stud Happy Again, ganhou a prova magna na temporada passada. Nos seus dias de correr é um leão. Entretanto, a sua fama de cavalo irregular não é injusta. Em algumas oportunidades, ele cisma de não apresentar todo o seu potencial e fracassa sem maiores explicações. Tanto é assim, que no seu último triunfo pagou rateio elevado para um ganhador de GP Brasil. Luís Esteves nunca perdeu a prova máxima do turfe. Isso ajuda para quem é supersticioso. Correu três vezes a competição e venceu todas, com Voador Magee, Quarteto de Cordas e o próprio George Washington. Marcelo Gonçalves é quem melhor conduz o corredor.
Abu Dhabi, do Haras das Estrelas, é um potro consistente e confirmador. O pensionista de Ronaldo Lima está em fase de franca evolução e já demonstrou classe para incomodar os rivais mais amadurecidos. No seu cartel, há o triunfo no Grande Prêmio Cruzeiro do Sul, o Derby, um carimbo de confirmação de categoria na campanha de qualquer puro–sangue de três anos. Agora virou a idade e a cada corrida melhora mais. Um páreo de ritmo forte, na frente, sempre lhe favorece. Wilkley Xavier, jovem, talentoso e calmo parece bom nome para substituir Valdinei Gil, em recuperação de cirurgia, no dorso do competidor. Um páreo espetacular, saboroso aperitivo para as emoções de setembro. Cuidado com alguns bons coadjuvantes no campo desta competição das mais interessantes.
Por Paulo Gama