Jorge Ricardo voltou com dedicação aos treinos matinais nos Hipódromos de Palermo e San Isidro, em Buenos Aires. O grande ídolo do turfe brasileiro, entretanto, admitiu ontem à noite, em entrevista ao site Raia Leve, a decisão de adiar para o próximo mês, a sua presença nas competições. Maior crítico de si mesmo, Ricardinho reconhece estar longe de sua forma atlética ideal e, por isso, o desejo de retornar no dia do seu aniversário, 30 de setembro, no dorso do craque Don Inc., está praticamente adiado. Experiente, Ricardo explica a sua opção:
“Tenho aumentado o ritmo de trabalho gradativamente. Na primeira semana comecei a exercitar no máximo dois cavalos por dia. Hoje de manhã(ontem), por exemplo, fui em cinco sem forçar demais. Na verdade me sinto longe da forma física ideal ainda. Preciso de mais ritmo e força, sobretudo na perna que esteve lesionada. É difícil prever com exatidão o tempo necessário para me sentir confiante e competir. Mas, com certeza, ainda no mês de outubro volto as carreiras”, garante.
Ricardinho tem acompanhado de fora das pistas o que acontece dentro delas. Sugeriu aos turfistas brasileiros acompanhar pela internet o desempenho de William Pereira, segundo ele um aprendiz bastante promissor, que tem faturado muitas carreiras. Falou também da volta de Francisco Leandro as pistas, depois de ter feito fisioterapia no dedo fraturado na mesma academia que ele frequenta em Buenos Aires. Explica ter sido um tipo de contusão que dificulta o manejo das rédeas, porém sem tanto dano para a manutenção da forma atlética.
“No caso dele foi mais fácil entrar em forma. A lesão não impediu que continuasse a exercitar o resto do corpo e fazer exercícios aeróbicos durante o tempo de recuperação do dedo. No meu caso, bem mais grave, fiquei muito tempo parado, sem poder movimentar a perna e por isso ganhei peso. Devo estar com uns 58 quilos, ou seja, uns quatro quilos acima do meu peso ideal de 54. Entretanto, o pior já passou. Agora é só questão de tempo para bater este recorde mundial de vitórias”, assegura.
por Paulo Gama