Com 134 vitórias, Dulcino Guignoni mais uma vez foi o campeão da estatística, entre os treinadores cariocas. A sua mudança para o Centro de Treinamento do Haras Vale da Boa Esperança, em Itaipava, há alguns anos, lhe foi bastante benéfica. Adaptou–se com rapidez a nova raia, uma pista bem diferente do seu ótimo trabalho anterior, realizado em Pedro do Rio, na Fazenda Mondesir. Craque é craque em qualquer circunstância. O que me surpreende no trato pessoal de toda semana com Guignoni é a sua motivação no dia a dia, como se fosse um jovem principiante, preocupado com todos os detalhes importantes. É o primeiro a me ligar, toda a semana, para saber quais os páreos que foram dados ou não. Quer saber de tudo antes de todos. Procura se manter sempre informado das coisas do turfe. Vive a profissão 24 horas. E nos páreos de distância, realmente, ele desequilibra.
Jairo Borges tem estilo diferente. É intuitivo e perseverante. E a sua maneira bem particular somou 130 vitórias com os seus pensionistas alojados no hipódromo carioca. “Seu Jairo”, o popular Guri, deu um tremendo calor no campeão. Os seus admiradores vão argumentar que foi o campeão moral devido as vitórias em nome do seu segundo–gerente, J.C.Coelho. Mas, prefiro dizer que as regras do jogo são iguais para todos. Júlio César Sampaio, eficiente, talentoso e trabalhador, foi o terceiro colocado com 88 vitórias, algumas delas, fruto de possuir equipe bastante afinada, com ótimos segundos–gerentes, redeadores e cavalariços. Roberto Solanês foi o quarto do ranking, com 69 pontos, e um número significativo de vitórias em páreos nobres, objetivo maior dos seus proprietários. Muito jovem, Beto tem carreira brilhante pela frente por muitos e muitos anos.
Venâncio Nahid amargou a quinta colocação, com 49 vitórias, derrotado para ele mesmo, em quarto, com 50, e os seus pensionistas em nome do segundo–gerente, M.Paulo. A cada dia melhor na profissão, o incansável Venâncio teve o ponto alto da temporada no Grande Prêmio Brasil, em que, além de vencer a prova central pela quinta vez, faturou outros clássicos. Adélcio Menegolo somou 46 vitórias e demonstrou mais uma vez média de aproveitamento de inscrições dos mais positivos. É a sua marca registrada desde que chegou ao turfe carioca. Os seus cavalos sempre conhecem bem o caminho do disco de chegada. Daniel Lopes, Ronaldo Lima, Cristina Resende, Luís Esteves, Jaime Aragão, José Ferreira Reis, Leonardo José Reis e Marcos Ferreira completaram a relação dos 15 melhores pontuados com ótimo rendimento de seus pensionistas. Todos tiveram luta titânica pelo melhor dos seus proprietários.
por Paulo Gama