Desde Six Avril, em 1939, quando a prova ainda era disputada em 3.000 metros, até Orpheus, em 1975, no percurso nobre dos 2.400 metros, Ernani de Fritas escreveu a história mais vitoriosa entre os treinadores com cavalos inscritos no Grande Prêmio Brasil. Com os puros–sangues da família Paula Machado, Ernani alcançou algumas das maiores glórias do turfe no Brasil. Considerado um gênio da arte de preparar puros–sangues de corrida, em 1943 e 1944 conquistou o bicampeonato com Albatroz. Três anos depois, com Helíaco, repetiria o mesmo feito, e faturou as versões de 1947 e 1948. O hexacampeonato da mais importante prova do turfe nacional seria completado, em 1975, com Orpheus, dos Haras São José e Expedictus.
Nos tempos mais recentes, Dulcino Guignoni é o treinador mais próximo da lenda. O atual líder da estatística carioca obteve cinco triunfos na história da prova. O primeiro foi no ano 2.000, com Straight Flush, montado por Luiz Duarte. No ano seguinte, 2.001, foi bicampeão com argentino Potri Road, conduzido por Marcelo Cardoso. O mesmo piloto que o levaria ao tri, com Queen Desejada, em 2.002. Em 2.011, com o azarão Belo Acteon, com Henderson Fernandes no dorso, obteve a sua quarta vitória. Bal A Bali, o craque tríplice–coroado, em 2.014, marcou a quinta vitória de Guignoni no Grande Prêmio Brasil, pilotado por Vagner Borges.
O único treinador tetracampeão do Grande Prêmio Brasil é Venâncio Nahid. O popular Neném ganhou a prova pela primeira vez em 1990, com Flying Finn, no pentacampeonato do lendário Juvenal Machado da Silva. Em 2.005, com Velódrome, montado por Marcelo Almeida, Venâncio conquistou o bicampeonato. Em 2.009 foi a vez de Jeune–Turc, com Marcos Mazini, proporcionar a ele o tricampeonato. No ano passado, Barolo, com direção do Waldomiro Blandi, marcou a quarta vitória para Nahid na história do Grande Prêmio Brasil. Este ano, mais uma vez, Dulcino Guignoni e Venâncio Nahid tem pensionistas no campo da prova. Guignoni pode alcançar Ernani de Freitas, e Venâncio tem a possibilidade de se aproximar de uma das maiores lendas do turfe brasileiro de todos os tempos.
por Paulo Gama