Uma data que não passa em branco para muitos sócios do Jockey Club Brasileiro 30/07/2015 - 09h20min
Hoje uma parte do Quadro Social do JCB “comemora”, com profundo pesar, o segundo aniversário do encerramento da tradicional Sede do clube no centro da cidade, um ato ditatorial de extremo voluntarismo levado a efeito pela atual diretoria, que ao colocar um cadeado na entrada de acesso ao prédio, inibindo a entrada dos sócios na sua própria casa, dava os primeiros passos para realização de um plano mirabolante que culminaria na alienação do principal patrimônio do clube para que um agente intermediário fizesse a festa.
Nem mesmo a promessa estampada no enganoso “Plano de Investimentos 2012–2016”, criado para tentar justificar outro ato monocrático dos atuais mandatários (aquele que aumentou em 42% a Taxa de Manutenção) e que previa investimentos na ordem de R$ 14.749.211,00 (quatorze milhões setecentos e quarenta e nove mil duzentos e onze reais) para modernizar os andares de uso exclusivo dos associados, foi capaz de frear a tentativa de realizar o que viria a ser um dos maiores escândalos da era moderna.
Realmente os motivos que se escondiam pelos bastidores da atual administração, naquele 30 de julho de 2013, e que motivaram a realização de uma AGE na “calada da noite” para consumar a estratégia (descoberta e denunciada pelo Raia Leve) devem ter sido espetaculares, já que não fazia sentido interromper várias atividades sociais no momento em que se construía uma generosa pista de concreto na sede da Lagoa, uma obra que foi batizada pelos engenheiros que compõe o quadro social do clube de “Pasadena Skate Ramp”.
Com tudo isso, mesmo após terem sido frustradas as tentativas de alienação, o fato é que hoje os sócios do JCB que possuíam uma cobertura com piscina de frente para o mar, um projeto do lendário Lucio Costa, guarnecida com os incomparáveis jardins do mestre Burle Marx (fora o suntuoso mobiliário que datava do século XVIII) hoje são obrigados a se contentar com uma quitinete no número 200 da Rua Barata Ribeiro, que atende também pelo nome de “Sala Oswaldo Cochrane Filho”, um empreendimento que leva o “Padrão Palermo” de qualidade.
Diretoria da ACPCPSI |