Segundo relato do presidente da Comissão Eleitoral, o Sr. Rafael Augusto Guedes, declaro o seguinte: sob a responsabilidade que lhe fora atribuída como Presidente da Junta de Impugnação, pela Magistrada Carolina Maia Almeida, nos autos de nº 0002236–79.2015.8.16.0194, em trâmite perante a 22ª Vara Cível e Curitiba–PR, solicitou presença policial no local de votação, ao presenciar discussões, atos de vandalismo, brigas e até mesmo manifestações de racismo perante associados que se dirigiam para votar, por parte de membros da chapa "Reconstruir", os quais abordaram e rasgaram títulos de alguns associados, comprometendo o regular prosseguimento das votações.
Destacou o Presidente da Junta de Impugnação a ação determinante do Sr.
José Cid Campelo Filho, candidato a diretor jurídico da chapa “Reconstruir”, que desde o início dos trabalhos no sentido de desrespeitar os componentes da Junta de Impugnação e de convocar os correligionários de sua chapa a não permitirem que associados portadores de legítimos títulos de sócios pudessem exercer o seu direito de voto.
O cancelamento da eleição ao pleito no Jockey Club do Paraná, no último sábado (14/03) decorre de pedido expresso do Presidente da Comissão Eleitoral e da Junta de Impugnação, formulado em virtude de tumulto promovido no local de votação, de forma a comprometer a segurança dos associados eleitores a seus familiares.
A eleição do Jockey Club do Paraná já havia iniciado com atraso em razões de diversos questionamentos e solicitações que chegaram ao conhecimento da Comissão Eleitoral, as quais ocasionaram dúvidas perante a secretaria, notadamente com impressão de listas separadas de sócios inadimplentes perante o clube e tentativa de averiguação de tais informações por parte de integrantes da chapa "Reconstruir", com a finalidade de aferir quais seriam os sócios inadimplentes.
Na sequência, membros da chapa “Reconstruir” subtraíram o título de legítima associada do clube que simplesmente fora impedida de votar e, assim sucessivamente foram impedindo que sócios com seus respectivos títulos em mãos pudessem votar.
O presidente da Comissão Eleitoral e da Junta de Impugnação, ao presenciar atos contrários à determinação da Magistrada Carolina Maia Almeida, e ciente da responsabilidade que lhe fora atribuída e da sanção pecuniária imposta tanto para o Clube como para o Presidente da Junta para o caso de descumprimento de ordem judicial, resolveu encerrar o pleito eleitoral, ordenando que as urnas fossem fechadas, lacradas e encaminhadas ao cofre do clube.
Neste momento, instigados pelo Sr. Cid Campelo e outros correligionários da chapa "Reconstruir", alguns membros exaltados atacaram os mesários e tentaram retirar à força as urnas que seriam encaminhadas ao cofre do clube. Diante da tentativa de furto por parte da chapa "Reconstruir" os seguranças do Jockey, que tentavam proteger os componentes das mesas, bem como as urnas e os materiais de votação, também foram atacados pelos integrantes da chapa "Reconstruir".
Neste momento instalou–se uma grande confusão no local da votação, razão pela qual o pleito fora cancelado. A diretoria do Jockey Club do Paraná está providenciando a adoção de medidas administrativas e judiciais cabíveis a fim de assegurar que nova data da eleição seja definida.
ARROMBAMENTO DA SEDE
Na madrugada de domingo, a sede do Clube foi arrombada. Foram levados do local computadores e documentos, além do patrimônio do Clube ter sido depredado. A polícia foi acionada e está investigando o caso.
A diretoria do Jockey Club do Paraná sente muito pelo ocorrido, pois previa uma eleição pacífica sem expor a imagem desta entidade e de seus associados.
Cresus A. W. Camargo
Presidente do Jockey Club do Paraná