É sabido que o JCSP está devagar quase parando, na iminência de empacar de vez.
Os recados já começaram a se tornar explícitos. São funcionários indignados com atrasos nos salários/benefícios; profissionais da lida com animais–treinadores/jóqueis/gerentes/cavalariços – perdendo empregos, e aqueles que ainda permanecem, sentindo–se revoltados e absolutamente inseguros; proprietários e criadores – verdadeiros heróis –, abandonando o turfe paulista; frequentadores/apostadores diminuindo a olhos vistos, mal tratados e humilhados.
Estamos convictos que a direção da Entidade trabalha com boas intenções, mas temos sérias dúvidas quanto ao caminho escolhido para enfrentar e combater a crise, tendo como carro chefe as iniciativas, a nosso ver precipitadas até agora, tomadas para pagamento das dívidas junto à Prefeitura/Federação, onde se inclui a opção para adesão, também precipitada, ao REFIS, que historicamente todo ano bate à porta, mas que mensalmente obriga o Clube a amortizar algo em torno de 400 mil/mês. A geração de recursos para fazer frente às necessidades do dia a dia foi esquecida, ou não vem sendo tratada com a relevância que merece.
O JCSP, que salvo melhor juízo, ainda tem como finalidade o Turfe, ou seja, a promoção de corridas de cavalos, tem como seus “clientes” os apostadores. Por que maltratá–los desta maneira? Deveria sim tratar de fidelizá–los e prospectá–los! São muitas as formas, todas passando minimamente por um melhor atendimento, por espaços agradáveis e limpos, onde se incluem sanitários, bares e restaurantes.
Como deixar acontecer a paralisação por um dia sequer do atendimento do restaurante da Social, e agora igualmente no Cânter Bar? Se foi com pretensão de melhorar, teria que existir um prévio comunicado, e ainda que provisoriamente, viabilizar alternativas. A noticia que corre é que, entre outros, não teriam chegado a um acordo a respeito dos valores de aluguel com as empresas que até então exploravam os espaços! Grande engano, o correto e inteligente seria subsidiar estes estabelecimentos para que pudessem cobrar um preço acessível, oferecendo qualidade no produto e nos serviços. Falta trabalho de marketing, de relação com o seu mercado, estão matando um canal fundamental para movimentar, dar vida à casa, atrair novos turfistas.
Fica nossa sugestão à Diretoria de se abrirem para um constante diálogo, submetendo democraticamente e previamente seus projetos a uma comissão de interessados pelo Turfe Paulistano.
A HORA É DE DIVIDIR RESPONSABILIDADES!
Claudio Miragaia
Empresário da área de logística
Proprietário de cavalos PSI desde 1980
Titular do Stud Nova República
Ganhador das Estatísticas de Proprietários por vitórias de: 2005/2006 e 2010/2011.
Transcrito do site APFT