(*) Os Melhores de 1985
Bem recebida a relação dos “Melhores de 1985”, publicada na semana passada. Faltaram dois itens, que agora vamos acertar. O melhor potro foi o Queribus e o melhor stud, o Santa Ana do Rio Grande, que ganhou 192 carreiras como criador e 112 como proprietário. É um stud francamente ganhador e que fez jus ao prêmio obtido. E o item novo é referente a Amaranda. Não se pode deixar de dar um prêmio a égua de 3 anos que obteve seis vitórias na primeira campanha nas pistas. Não merece?
Outro que será festejado no dia da entrega dos troféus é o Albênzio Barroso, pela série enorme de estatísticas ganhas, passando sempre por cima de várias quedas com fraturas. É um lutador. Começou em nossa Escola de Aprendizes, onde foi aluno exemplar. Barrosinho prometeu que, no dia marcado, estará no Rio para receber seu prêmio.
É ideia inicial só fazer a festa depois do carnaval, provavelmente no dia 19 de fevereiro, uma quarta–feira. Nessa época, já estarão no Rio todos os que se ausentaram em férias. Isso é o que estou propenso a realizar.
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Talvez fosse necessário o Jockey Club pagar, em jornais, uma nota esclarecedora sobre os episódios desabonadores que se relacionam com declarações violentas de pessoas que não conhecem a realidade dos fatos e a repetição, pelos jornais, das palavras por eles emitidas, também sem conhecer a realidade. Grita uma autoridade do Governo Estadual que vai fechar o Jockey porque, sem obedecer às ordens, está poluindo a Lagoa e a Praia do Leblon com o estrume dos cavalos.
Eles não sabem que em cada cocheira existe uma estrumeira e que todos os dias os caminhões vão apanhar o “material” que é vendido – e bem vendido. O mal é muita gente ficar falando sem saber e muita gente ouvindo e repetindo, também sem conhecer o assunto. Em todos os setores, de todos os serviços. Demagogos, irresponsáveis, falsos mandões. O nosso Rio parece um forró, compostos de Sinhozinhos Malta, em todos os setores. Até quando isso, meu Deus?
Por isso, acho que deveria ser colocada aos cariocas, matéria paga explicando que o Jockey Club não polui de estrume, nem a Lagoa, nem o Leblon. O que vai para o Rio dos Macacos são as águas que lavam o chão das cocheiras e que estão sendo desviadas, num trabalho cuidadoso, por uma firma especializada. Essa é a verdade.
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O Cateto e Cabisbaixo foram comprados pela Agência Brasileira do Cavalo para o Angelical. O Maraco foi indicado ao Stud Bardaylou. O potro ganhador domingo em Porto Alegre foi comprado pelo Abelardo Acceta por nosso intermédio. Será sorte somente?
(*) Texto publicado originalmente na Revista JCB, na década de 1980, por Heitor de Lima e Silva, o Bolonha.
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Stud Azul e Branco