1974 – MORAES TINTO faz a dobradinha Rio/São Paulo
O argentino Moraes Tinto, que vinha de vencer o Derby argentino e o GP São Paulo, confirmou o favoritismo vencendo com facilidade. O tordilho nacional Orpheus, que vinha de ganhar o GP Dezesseis de Julho, formou a dupla. Good Bloke, Menguante e Snow Puppet formaram o restante do marcador. Moraes Tinto rateou apenas 1,50 por cada 1,00 apostado. A seguir chegaram Naniño, Obelion, Columbus II, Uleanto, Sobrero, Uivador, Revolution, Eylay, Orfeão, Everton e Manacor. Não correram Zeco e Afinité.
(em 4 de agosto de 1974)
1º Moraes Tinto (ARG) . R. Rutti ………………………. 58
2º Orpheus ……………….. P. Alves ……………………….. 61
3º Good Bloke ……………. J. T. Benitez …………………. 58
4º Menguante…………….. E. Jara ………………………… 58
5º Snow Puppet …………. A. Barroso ……………………. 61
6º Naniño ………………… R. Espinosa …………………… 58
7º Obelion ……………….. G. Meneses …………………… 61
8º Columbus II ………….. G. Alves ……………………….. 61
9º Uleanto ………………… J. Borja ……………………….. 58
10º Sombrero ……………… J. Pedro ……………………….. 61
11º Uivador ………………… G. Massoli …………………….. 61
12º Revolution …………….. J. Pinto ………………………… 58
13º Eylau …………………… F. Maia …………………………. 61
14º Orfeão …………………. A. Morales …………………….. 58
15º Everton ………………… E. Sampaio ……………………. 61
16º Manacor………………… J. Machado ……………………. 58
MORAES TINTO, masc., castanho, 4 anos, Argentina, Aleli e Bas de Laine –Proprietário: Caballeriza dos Griegos – Criador: Haras El Pelado – Treinador: J. M.
Boquim – 2.400m – 145s2 (GL) – Diferença do primeiro para o segundo: 5 corpos.
1975 – Orpheus, a sexta do ‘mago’ Ernani de Freitas
O tordilho Orpheus, que havia formado a dupla para Moraes Tinto no ano anterior, estava sentido e praticamente fora da disputa do GP Brasil. Depois de muita preparação, a inscrição foi confirmada e o pilotado de Paulo Alves dominou com autoridade, na sexta vitória da família Paula Machado e na sexta (e última) do treinador Ernani de Freitas, até hoje o maior ganhador da prova. O argentino Keats, invicto em seu país de origem, foi o grande favorito, mas estranhou a pista de grama e terminou num apagado oitavo lugar entre 18 competidores. Gadahar vencera o GP São Paulo; Freddy Boy, a primeira Taça de Ouro; Frizli, o Dezesseis de Julho; e Arnaldo, o Derby Paulista. Snow Body foi o segundo colocado, a três corpos do ganhador, com Frizli, Gran Secreto e Satanaz no complemento do marcador. A seguir, pela ordem, chegaram: Blue Train, Manacor, Keats, Arnaldo, Orfeão, Freddy Boy, Extremo, Gadahar, Piduco, Calau, La Ranche, Proteisa e Hawk. Não correram Stravin e Sábio. O sexto colocado, Blue Train, foi a primeira montaria de Juvenal Machado da Silva na história do GP Brasil.
(em 3 de agosto de 1975)
1º Orpheus (BR)……. P. Alves ………………………. 61
2º Snow Body ………… H. C. Silva ……………………. 58
3º Frizli ………………… F. Esteves ……………………. 58
4º Gran Secreto ……… C. Pezoa ………………………. 61
5º Satanás ……………. A. Barroso ……………………. 56
6º Blue Train ………….. J. M. Silva ……………………. 61
7º Manacor…………….. E. Ferreira ……………………. 61
8º Keats ……………….. J. H. Figueroa. ………………. 58
9º Arnaldo …………….. J. Fagundes ………………….. 58
10º Orfeão ……………… G. F. Almeida ………………… 61
11º Freddy Boy …………. J. Pinto ……………………….. 55
12º Extremo ……………. A. Pineyro ……………………. 58
13º Gadahar…………….. L. Cavalheiro ………………… 61
14º Piduco……………….. P. Ulloa ………………………. 55
15º Calau ……………….. S. Azócar …………………….. 55
16º La Ranchera ……….. J. C. Avila ……………………. 59
17º Proteisa …………….. J. B. Paulielo ………………… 56
18º Hawk………………… A. Ricardo ……………………. 58
ORPHEUS, masc., tordilho, 6 anos, São Paulo, Alípio e Emmet – Proprietário e Criador: Haras São José e Expedictus – Treinador: E. Freitas – 2.400m – 147s1 (GL) – Diferença do primeiro para o segundo: 3 corpos.
1976 – JANUS II marca o primeiro ponto para da Fazenda Mondesir
Os Peixoto de Castro custaram a vencer a prova máxima do turfe brasileiro, mas o fizeram em grande estilo: com o argentino Janus II igualando o recorde da distância – 145s1/5 –, que fora batido por Lohengrin em 1959. Janus II marcou, também, o primeiro êxito do jóquei Gonçalino Feijó de Almeida, Goncinha, que mais tarde se transferiu para o turfe americano. Telefônico, Max, Obelion e Frizli formaram o placar. A parelha uruguaia – Max e Chasqueado – era a favorita. Em seguida chegaram: El Djen, Contraventor, Envite, Sang Chaud, Casadera, Orff, Snow Boot, Golden Peacock, Ximando, Fighting Indian, Yanbarberik, Manacor e Chasqueado. Não correram Waladon e Alferes.
(em 1 de agosto de 1976)
1º Janus II (ARG)…… G. F. Almeida ……………….. 58
2º Telefônico …………… O. A. Cosenza ………………… 61
3º Max ………………….. W. Baez ……………………….. 58
4º Obelion ……………… G. Meneses ……………………. 61
5º Frizli …………………. F. Esteves ……………………… 61
6º El Djem ……………… J. Pedro Fº…………………….. 58
7º Contraventora ……… O. Domingues…………………. 59
8º Envite ……………….. C. Pezoa ……………………….. 61
9º Sang Chaud ………… J. Amestely ……………………. 58
10º Casadera ……………. C. Leighton …………………….. 59
11º Orff …………………… J. Machado …………………….. 58
12º Snow Boot …………… J. M. Silva ……………………… 58
13º Golden Peacock ……. G. A. Feijó ………………………. 58
14º Ximando …………….. E. Ferreira ……………………… 58
15º Flighting Indian …….. V. Centeno …………………….. 58
16º Yanbarberik …………. P. Alves ………………………… 61
17º Manacor………………. E. R. Ferreira ………………….. 61
18º Chasqueado …………. L. Gonzales ……………………. 58
JANUS II, masc., alazão, 4 anos, Argentina, Pardallo e Caliope – Proprietário: Stud Mondesir – Criador: Haras Ojo de Agua – Treinador: D. Pascoal – 2.400m – 145s1 (GL) – recorde – Diferença do primeiro para o segundo: vários corpos.
1977 – DAIÃO, afinal um êxito da criação fluminense
O cavalo Daião, por Sabinus e Dársena, nascido no Haras Serra dos Órgãos (de Bertrand Joachim Kauffmann e Amilcar Turner de Freitas), localizado em Teresópolis, foi o primeiro da criação fluminense a vencer a importante carreira. Marcou, também, o primeiro êxito do jóquei gaúcho Edson Ferreira e do treinador paraibano Wilson Pereira Lavor.
Daião vinha de vencer o GP Dezesseis de Julho e deixou Don Quixote, o segundo colocado, a mais de três corpos. A decadência do turfe uruguaio, hoje revitalizado, ficou patente no segundo último lugar consecutivo do cavalo Chasqueado. Mogambo, Tibetano e Agente completaram o placar. Até aquele momento, a campanha de Daião registrava 11 apresentações, com cinco vitórias e quatro colocações no marcador. Em seguida, pela ordem, chegaram: Serxens, Janus II, El Muñeco, Donética, Zabro, Arnaldo, Toreador, Sheraton, Triunfador II, Marrakesh, Escondido, Tuyuflex e Chasqueado. Não correram: Cigallium e Golden Peacock.
(em 7 de agosto de 1977)
1º Daião (BR) ……….. E. Ferreira …………………… 58
2º Don Quixote ……….. F. Esteves …………………….. 58
3º Mogambo…………… A. Oliveira …………………….. 58
4º Tibetano ……………. J. M. Silva …………………….. 58
5º Agente ……………… R. Penachio …………………… 58
6º Serxens …………….. E. Jara …………………………. 58
7º Janus II …………….. G. F. Almeida …………………. 61
8º El Muñeco…………… J. A. Figueroa …………………. 58
9º Donética ……………. A. Bolino ………………………. 59
10º Zabro ……………….. L. A. Pereira …………………… 58
11º Arnaldo ……………… J. Fagundes …………………… 61
12º Toreador ……………. G. Meneses ……………………. 58
13º Sheraton ……………. O. Cosenza ……………………. 61
14º Triunfador II ……….. J. Garcia (SP) …………………. 61
15º Marrakesh…………… H. Libré ………………………… 61
16º Escondido …………… U. Meireles ……………………. 61
17º Tuiuflex ……………… G. Alves ……………………….. 61
18º Chasqueado ………… W. Baez ………………………… 61
DAIÃO, masc., castanho, 4 anos, Rio de Janeiro, Sabinus e Dársena – Proprietário e Criador: Haras Serra dos Órgãos –Treinador: W. P. Lavor – 2.400m – Tempo: 146s (GL) – Diferença do primeiro para o segundo: 3 corpos.
1978 – SUNSET, mais uma do Goncinha, mais uma em recorde
O nacional Sunset conseguiu o bicampeonato para o Mondesir e para o jóquei Gonçalino Feijó de Almeida, Goncinha. A exemplo de Janus II, na mesma marca recorde de 145s1/5. O segundo colocado foi Earp, montaria de Juvenal Machado da Silva, que vinha de vencer o GP Dezesseis de Julho. Em terceiro chegou Big Lark, com Daião em quarto e Tibetano em quinto. A seguir, na ordem, chegaram: Topo, Kopá, Tout Joli, Mogambo, Donética, El Enólogo, Braseante, Laringolo, Big Poker, Vagabond King, Blessed Garden, Zabro, Dwell, Lendário, Demi–Tour e o alazão uruguaio Chasqueado, que fracassou pela terceira vez no GP Brasil: caiu e não completou o percurso.
(em 6 de agosto de 1978)
1º Sunset (BR) ………. G. F. Almeida ……………….. 58
2º Earp ………………….. J. M. Silva ……………………. 58
3º Big Lark ……………… E. Amorim ……………………. 58
4º Daião ………………… E. Ferreira …………………….. 61
5º Tibetano …………….. G. Meneses …………………… 61
6º Topo ………………….. W. Baez ………………………. 58
7º Kopá ………………….. J. Garcia (SP) ……………….. 58
8º Tout Joli ……………… J. Escobar …………………….. 61
9º Mogambo…………….. A. Oliveira …………………….. 59
10º Donética ……………… A. Bolino ………………………. 59
11º El Enólogo ……………. J. Pinto ………………………… 58
12º Braseante ……………. O. Mansilha …………………… 58
13º Laringolo ……………… D. V. Lima ……………………. 58
14º Big Poker …………….. J. M. Amorim ………………….. 61
15º Vagabond King ……….. F. Esteves ……………………. 58
16º Blessed Garden ………. L. A. Pereira ………………….. 58
17º Zabro …………………. E. Sampaio ……………………. 61
18º Dwell ………………….. F. Pereira Fº ………………….. 61
19º Lendário ……………… R. Penachio ……………………. 61
20º Demi Tour ……………. S. Silva ………………………… 61
21º Chasqueado(*) ……… A. Piñeyro ……………………… 61
(*) caiu
SUNSET, masc., castanho, 4 anos, São Paulo, Waldmeister e Lá – Criador e Proprietário: Fazenda Mondesir S/A. – Treinador: A. Miranda – 2.400m – 145s1 (GL) – igual ao recorde – Diferença do primeiro para o segundo: vários corpos.
1979 – APORÉ abre os caminhos de Juvenal
O bridão alagoano Juvenal Machado da Silva ainda não tinha vencido o GP Brasil, mas terminara em segundo no ano anterior e foi à forra de Sunset, vencendo de ponta a ponta com Aporé, na sétima vitória da família Paula Machado. Foi o primeiro êxito do treinador Francisco Saraiva, que substituiu Ernani de Freitas, que falecera em maio de 1978. Sunset terminou em segundo, a dois corpos, com Big Lark mais uma vez na terceira colocação. Calden e Amazon completaram o placar.
Uma tática inteligente dos Paula Machado, pois Amazon, ganhador do GP Dezesseis de Julho, era o preferido do jóquei principal da coudelaria, Gabriel Meneses, e os rivais correram por ele. Quando perceberam que o real inimigo vinha na frente, já era tarde. Cap Ferrat, penúltimo colocado, foi a primeira montaria de Jorge Ricardo na tradicional carreira. A seguir chegaram: Mauser, Bac, Riadhis, Topo, Anhembi, Maleval, Pestaneo, Artung, Buvant, Boton, Cap Ferrat e Fautless. Não correram: African Boy, Tibetano, Anglicano e Señor Lopez.
(em 5 de agosto de 1979)
1º Aporé (BR) ……….. J. M. Silva …………………… 58
2º Sunset ………………. G. F. Almeida ………………… 61
3º Big Lark ……………… A. Bolino ……………………… 61
4º Calden ……………….. J. Barrios …………………….. 58
5º Amazon ……………… G. Meneses ………………….. 58
6º Mauser ………………. J. Escobar ……………………. 61
7º Bac …………………… F. Pereira Fº …………………. 58
8º Riadhis ………………. J. Garcia ……………………… 58
9º Topo …………………. W. Baez ………………………. 61
10º Anhembi …………….. E. Le Mener ………………….. 58
11º Maleval ………………. P. Ulloa ……………………….. 58
12º Pestaneo ……………. S. Vasquez…………………….. 58
13º Artung ……………….. J. Machado …………………… 58
14º Buvant ……………….. L. Cavalheiro ………………… 58
15º Boton …………………. A. Etchart …………………….. 58
16º Cap Ferrat ……………. J. Ricardo ……………………. 58
17º Faultless ………………. L. A. Pereira …………………. 61
APORÉ, masc., castanho, 4 anos, São Paulo, Egoísmo e Luzon – Criador e Proprietário: Haras São José e Expedictus – Treinador: F. Saraiva – 2.400m – 146s4 (GL) – Diferença do primeiro para o segundo: 3 corpos.
1980 – BIG LARK, no final mais polêmico da prova
Depois de dois terceiros lugares, o alazão Big Lark conseguiu colocar seu número no topo do placar. O resultado, porém, gerou muitas controvérsias, pois o segundo colocado, Baronius, com o chileno Gabriel Meneses, foi nitidamente prejudicado, tanto por Dark Brown, que defendia os mesmos interesses do vencedor, quanto pelo ganhador. O jóquei José Queiroz, de Dark Brown, procurava obstar a avançada de Baronius, inclusive segurando sua manta, enquanto o piloto de Big Lark, Antonio Bolino, batia aberto, chegando a acertar o olho de Baronius.
A diferença do primeiro para o segundo colocado foi de meio corpo e a confirmação do resultado acabou sendo a mais estranha e demorada da história da carreira. Dark Brown terminou em terceiro, com Exótico e Maleval no restante do marcador. Em seguida chegaram: Leão do Norte, Sunset, Cão p Ferrat, Ornarello, African Boy, Quemante, Amarko, Nagami e Selestat. Não correram: Xmas Box, Barnum e Reichmark.
(em 3 de agosto de 1980)
1º Big Lark (BR)…….. A. Bolino …………………….. 61
2º Baronius ……………. G. Meneses …………………… 58
3º Dark Brown ………… J. Queiroz …………………….. 61
4º Exótico ………………. J. Fagundes ………………….. 58
5º Maleval ……………… J. Ricardo ……………………… 61
6º Leão do Norte ……… J. Escobar …………………….. 58
7º Sunset ………………. G. F. Almeida …………………. 61
8º Cap Ferrat …………… F. Esteves ……………………. 61
9º Ornarello …………….. A. Oliveira ……………………. 61
10º African Boy ………….. E. Ferreira ……………………. 61
11º Quemante ……………. M. Rodrigues ………………… 58
12º Amarko ……………….. J. Perez ………………………. 58
13º Nagami ……………….. J. Pinto ……………………….. 58
14º Selestat ……………….. H. Libré ………………………. 58
BIG LARK, masc., alazão, 6 anos, São Paulo, Tumble Lark e Snow England – Proprietário: Carmem Thereza Machline – Criador: Haras Rosa do Sul – Treinador: A.Cabreira – 2.400m – 150s3 (GP) – Diferença do primeiro para o segundo: ½ corpo.
1981 – CAMPAL, por desclassificação de Denee
O cavalo Denee, dirigido por Francisco Pereira Filho foi o primeiro a cruzar a meta no GP Brasil de 1981, mas não teve a mesma sorte de Big Lark: a Comissão de Corridas decidiu desclassificá–lo da primeira para a segunda colocação em favor de Campal, que terminara em segundo, mas muito prejudicado pelo ganhador.
O já saudoso jóquei Ivan Quintana, um dos melhores do turfe brasileiro de todos os tempos, nem foi à raia comemorar e ficou marcado pelos turfistas do Rio após afirmar que “o que importava era a grana e não a foto”. Rasputin II terminou em terceiro, com Leonino em quarto e Latino na quinta colocação. Em seguida chegaram: Serradilho, Nagami, Biriatou, Mirandole, Ateu, Laughing Boy, Gipardo, Maleval, Big Chief, Clackson, Novis, Exótico, Lucrativo, Pofino e Verdagon. Não correram: Leão do Norte, Gaiato e Baleal.
(em 2 de agosto de 1981)
1º Campal (BR) ……… I. Quintana ………………….. 58
2º Denee(*) ……………. F. Pereira Fº ………………….. 58
3º Rasputin II …………. S. Vasquez…………………….. 58
4º Leonino ……………… J. Ricardo …………………….. 58
5º Latino ………………… J. Queiroz ……………………. 58
6º Serradilho …………… E. Ferreira ……………………. 58
7º Nagami ……………… J. Pinto ………………………… 61
8º Biriatou ……………… J. M. Silva …………………….. 61
9º Mirandole …………… W. Gonçalves …………………. 61
10º Ateu ………………….. L. Yanez ………………………. 58
11º Laughing Boy ……….. J. Garcia (SP) ………………… 61
12º Gipardo ……………… G. Assis ……………………….. 61
13º Maleval ………………. J. Dacosta ……………………. 61
14º Big Chief …………….. G.Meneses ……………………. 61
15º Clackson …………….. L. C. Silva …………………….. 61
16º Nóvis …………………. A. Barroso ……………………. 58
17º Exótico ……………….. E. Le Mener ………………….. 61
18º Lucrativo …………….. A. Oliveira ……………………. 58
19º Pofino ………………… J. Firpo ………………………… 61
20º Verdagon ……………. J. Pedro Fº ……………………. 61
(*) desclassificado de 1º para 2º
CAMPAL, masc., castanho, 4 anos, São Paulo, Figuron e Varanda – Proprietário e Criador: Haras Rio das Pedras – Treinador: P. Nickel – 2.400m – 146s (GL) – Diferença do primeiro para o segundo: pescoço.
1982 – GOURMET, de ponta a ponta, com Juvenal
Depois de dois anos complicados, o castanho Gourmet, do Haras Ipiranga, foi lançado para frente por Juvenal Machado da Silva logo depois da largada e ensinou o caminho do disco aos rivais. O argentino New Dandy, num mau percurso, ficou com a dupla, enquanto Clackson, Zool e o peruano Claríssimo completavam o placar. Foi a segunda vitória de Juvenal na carreira e Gourmet era filho do também nacional Negroni, criado pelo mesmo Haras Ipiranga. Durante o percurso caíram Del Garbo, Nice Boy e Latino. Da sexta colocação em diante, chegaram, pela ordem: Delphicus, Zirkel, Pinganilha, Le Roi, Demócrates, Zirbo, Fervor, Marquis, El Santarém (que ganhara o GP Dezesseis de Julho), além de Del Garbo, Nice Boy e Latino, que não completaram o percurso.
(em 1 de agosto de 1982)
1º Gourmet (BR)……. J. M. Silva …………………… 58
2º New Dandy ………… J. A. Maciel …………………… 58
3º Clackson ……………. A. Bolino ……………………… 61
4º Zool …………………. G. F. Almeida ………………… 58
5º Claríssimo ………….. A. Moraes …………………….. 60
6º Delphicus …………… J. Queiroz …………………….. 58
7º Zirkel ………………… J. Pinto ……………………….. 58
8º Pinganilha …………… S. Vasquez……………………. 61
9º Le Roi ………………… L. Yanez ……………………… 58
10º Demócrates …………. G. Meneses ………………….. 58
11º Zirbo …………………. W. Gonçalves ………………… 58
12º Fervor ………………… J. Amaral …………………….. 61
13º Marquis ………………. E. Ferreira …………………… 58
14º El Santarém …………. J. Machado ………………….. 58
15º Del Garbo ……………. A. Oliveira(*) ……………….. 58
16º Nice Boy ……………… J. Escobar(*) ……………….. 61
17º Latino …………………. J. Ricardo(*) ……………….. 61
(*) caíram
GOURMET, masc., alazão, 4 anos, São Paulo, Negroni e St. Tropez – Criador e Proprietário: Haras Ipiranga – Treinador: J. S. Souza – 2.400m – 148s (GP) – Diferença do primeiro para o segundo: vários corpos.
1983 – OFF THE WAY, enfim uma égua nacional campeã

Campeão de várias estatísticas em São Paulo, o bridão Albênzio Barroso conduziu Off the Way, do Haras Faxina, de forma magistral, no seu primeiro êxito e também de uma égua nacional no GP Brasil. O chileno Plástico terminou em segundo, com Anjou, Alpino e Zool no restante do marcador. A seguir: O Maior, Kigrandi, El Santarém, Nice Boy, Cabálio, Estol, Piantón, Von Jurai, Kenético, Shat–El–Arab, Key–Man, Danny Lê Rouge, Zembro e Especulante II. Washing, Demócrates e Primo Rico caíram e não completaram o percurso. Off the Way foi a terceira égua campeã – as duas primeiras eram as argentinas Tirolesa e Fizz – e marcou a primeira vitória do treinador Amasílio Magalhães. Zembro, mesmo manco, derrotou Especulante II.
(em 7 de agosto de 1983)
1º Off The Way (BR).. A. Barroso ………………….. 59
2º Plástico ……………… G. Barrera ……………………. 61
3º Anjou ………………… J. C. Castillo …………………. 61
4º Alpino ……………….. G. F. Almeida ………………… 58
5º Zool ………………….. G. Meneses ………………….. 61
6º O Maior ………………. R. Freire ……………………… 61
7º Kigrandi ……………… J. Garcia (SP) ……………….. 58
8º El Santarém …………. J. Queiroz ……………………. 61
9º Nice Boy ……………… J. Esteves ……………………. 61
10º Cabálio ……………….. A. Oliveira ……………………. 61
11º Estol …………………… E. R. Ferreira ……………….. 61
12º Pianton ……………….. A. Piñeyro ……………………. 61
13º Von Juraí ……………… J. Escobar ……………………. 58
14º Kenético ………………. J. Pinto ……………………….. 58
15º Shat–El–Arab …………. F. Pereira Fº …………………. 61
16º Key–Man ………………. A. Machado Fº ……………….. 58
17º Danny Le Rouge …….. E. Ferreira …………………….. 61
18º Zembro ……………….. J. M. Silva …………………….. 61
19º Especulante II ……….. L. Maia ………………………… 61
20º Washing ………………. W. Gonçalves (*) ……………. 58
21º Demócrates …………… P. Cardoso (*) ……………….. 61
22º Primo Rico …………….. R. Ribeiro(*) …………………. 58
(*) caíram
OFF THE WAY, fêmea, castanho, 5 anos, São Paulo, Tratteggio e Fifi La Joli – Criador e Proprietário: Haras Faxina – Treinador: A. Magalhães – 2.400m – 149s2 (GM) – Diferença do primeiro para o segundo: meio corpo.
1984 – ANILITÉ, num ano de domínio das éguas
Pela primeira vez na história três éguas finalizaram no marcador do GP Brasil. A tordilha Anilité, filha de St.Chad e Menga, de propriedade do Haras Santa Ana do Rio Grande e criada por Fazenda Mondesir, conseguiu a quarta vitória das fêmeas na história do GP Brasil, com Fantaisie e Bretagne na terceira e na quarta colocação, respectivamente.
O tríplice coroado Old Master, dirigido por Francisco Pereira Filho, terminou em quarto, mas foi desclassificado para a quinta posição. Foi a única vitória do jóquei Adail Oliveira, além de primeira do treinador Alcides Morales e do Haras Santa Ana do Rio Grande como proprietário. Da sexta posição em diante, chegaram: Petisero, Pearson, Apollo Flight, Ás de Pique, Vetorial, Sumayak, Galeón, Aroldo, Coryntho, El Canchero, Primo Rico, Oak Tree e Zaibo. Não correram: Never Be Bad, Pedregal II e New Style, este último retirado.
(em 5 de agosto de 1984)
1º Anilité (BR) ………. A. Oliveira …………………… 59
2º Full Love ……………. I. Quintana …………………… 58
3º Fantaisie ……………. J. Ricardo …………………….. 56
4º Bretagne ……………. G. F. Almeida ………………… 56
5º Old Master ………….. F. Pereira Fº …………………. 58
6º Petisero …………….. G. Barrera ……………………. 61
7º Pearson …………….. A. Bolino ……………………… 58
8º Apollo Flight ……….. H. Freitas …………………….. 61
9º Ás de Pique ………… G. Meneses …………………… 61
10º Vetorial………………. J. M. Silva ……………………. 58
11º Sumayak…………….. A. Barroso ……………………. 61
12º Galeón ……………….. J. W. Garcia …………………. 58
13º Aroldo ………………… J. Aurélio …………………….. 58
14º Coryntho …………….. J. Pinto ……………………….. 58
15º El Canchero …………. L. C. Silva ……………………. 61
16º Primo Rico …………… J. C. Castillo …………………. 61
17º Oak Tree …………….. J. Valdivieso …………………. 58
18º Zaibo………………….. Juarez Garcia ……………….. 61
ANILITÉ, fêmea, tordilha, 5 anos, Rio Grande do Sul, St. Chad e Menga – Proprietário: Haras Santa Ana do Rio Grande – Criador: Fazenda Mondesir – Treinador: Alcides Morales – 2.400m – 146s (GL) – Diferença do primeiro para o segundo: 1 ½ corpo.
1985 – GRISON leva Albênzio Barroso ao pódio pela segunda vez
O cavalo Grison largou na frente, perseguido de perto por Blessed Nest. E, nesta ordem, os dois chegaram, com vantagem de pescoço para o filho de Falkland e Liselotte, oitavo da família Paula Machado a vencer e segundo sob a direção de Albênzio Barroso. Nesse ano, primeiro em que o GP Brasil foi disputado em setembro, o Stud Topázio, que ganhara com Cambrinus em 1984, sagrou–se bicampeão do GP Presidente da República ao também ganhá–lo com Kew Gardens. Cisplatine, Gilroy e Paris Queen completaram o marcador. Em seguida chegaram: Bretagne, Vetorial, Prontuário, Vamos Bién, Aracatu, Ingratz, Life Boat, Maro–Road, Attorney General, Guascaço, Imprudent Lark, Vibrador, Atlantic City, Clever Joe, Vivaz e El Gaúcho.
(em 1 de setembro de 1985)
1º Grison (BR) …….. A. Barroso ………………….. 59
2º Blessed Nest ……… E. Amorim …………………… 59
3º Cisplatine …………. G. Meneses ………………….. 57
4º Gilroy ………………. E. Ferreira …………………… 59
5º Paris Queen ……….. F. Pereira Fº ………………… 57
6º Bretagne …………… G. F. Almeida ……………….. 59
7º Vetorial……………… J. Ricardo ……………………. 61
8º Prontuário ………….. E. Silva ………………………. 59
9º Vamos Bien ………… C. Leighton ………………….. 61
10º Aracatú ……………… A. Oliveira …………………… 59
11º Ingratz ………………. A. Machado Fº………………. 59
12º Life Boat …………….. M. Latorre ……………………. 61
13º Maro–Road ………….. G. Assis ………………………. 59
14º Attorney General …… A. Vale ………………………… 61
15º Guascaço ……………. L. Duarte ……………………… 59
16º Imprudent Lark …….. I. Quintana …………………… 59
17º Vibrador ……………… C. A. Martins …………………. 61
18º Atlantic City ………….. J. Aurélio …………………….. 59
19º Clever Joe ……………. M. Andrade …………………… 59
20º Vivaz ………………….. N. Gasparino …………………. 59
21º El Gaucho …………….. F. Lopes ………………………. 61
GRISON, masc., castanho, 4 anos, São Paulo, Falkland e Liselotte – Criador e Proprietário: Haras São José e Expedictus – Treinador: J. S. Silva. 2.400m – 150s (GP) – Diferença do primeiro para o segundo: pescoço.
1986 – GRIMALDI vence tudo no Rio e em São Paulo
Jorge Ricardo já tinha suplantado Juvenal na estatística de jóqueis algumas vezes, mas não conseguia vencer o GP Brasil. Em 1986, conduzindo o tordilho Bowling, do Haras Santa Ana do Rio Grande, Ricardo chegou a sentir o gostinho da vitória, mas num de seus muitos lampejos de gênio, Juvenal passou o chicote para a canhota nos instantes decisivos e Grimaldi reagiu, junto à cerca interna, para sacar pescoço sobre o pilotado de Ricardo, no terceiro êxito do alagoano na carreira. O filho de Executioner II e Greves, criação do Haras Morumbi e propriedade de Delmar Biazzoli Martins, ganhou os quatro páreos mais importantes do turfe nacional: os GPs Brasil e São Paulo, o Derby Paulista e o Derby carioca (GP Cruzeiro do Sul). Quip Mask, Carrara Marble e chileno Poalco completaram o placar. Terminaram a seguir: Anseio, Breitner, Caesar’s Palace, Adjutor, Hiper Gênio, Gianpietro, Belo Bernardo, Queribus, Grison, Zorro Moro, Ashabit, Great Winner, On Time e Beau Mirage. Não correram: Cisplatine, Bucareli e Yameverás.
(em 3 de agosto de 1986)
1º Grimaldi (BR)…….. J. M. Silva …………………… 58
2º Bowling ……………… J. Ricardo …………………….. 58
3º Quip Mask ………….. F. Pereira Fº ………………….. 56
4º Carrara Marble …….. J. F. Reis ………………………. 58
5º Poalco………………… C. Leighton ……………………. 61
6º Anseio………………… J. Queiroz ……………………… 61
7º Breitner ……………… A. Oliveira …………………….. 58
8º Caesar’s Palace …….. G. Meneses …………………… 58
9º Adjutor ………………. L. C. Silva …………………….. 61
10º Hiper Gênio …………. M. Latorre …………………….. 58
11º Gianpietro …………… J. Pessanha …………………… 61
12º Belo Bernardo ………. J. Pinto ………………………… 58
13º Queribus …………….. J. Valdivieso ………………….. 58
14º Grison ……………….. A. Barroso ……………………… 61
15º Zorro Moro ………….. E. Ferreira …………………….. 58
16º Ashabit ………………. C. Canuto ……………………… 61
17º Great Winner ……….. C.M. Costa …………………….. 58
18º On Time ……………… N. Tachera …………………….. 58
19º Beau Mirage …………. L. Duarte ………………………. 61
GRIMALDI, masc., castanho, 4 anos, São Paulo, Executioner II e Greves – Proprietário: Delmar Biazolli Martins – Criador: Haras Morumbi – Treinador: J. B. Nogueira – 2.400m – 148s2 (GU) – Diferença do primeiro para o segundo: pescoço.
1987 – BOWLING, mais uma do alagoano Juvenal
O craque invicto Itajara encantava os turfistas e seria, sem dúvida, a grande força do GP Brasil de 1987. Entretanto, em virtude de uma lesão teve a campanha encerrada e acabou nem sendo inscrito na prova. Bicampeão do GP Dezesseis de Julho, o tordilho Bowling foi preterido por Jorge Ricardo em favor do veloz Bat Masterson. No final, o defensor do Haras Santa Ana do Rio Grande, corrido na última colocação por Juvenal Machado da Silva, apareceu como um foguete para dominar – por menos de um corpo – o argentino Larabee, dirigido por Goncinha, marcando a segunda vitória do treinador Alcides Morales. Breitner chegou na terceira posição, com Corto Maltese e a égua Classista em quarto e em quinto, respectivamente. A seguir, pela ordem, chegaram: Grimaldi, Radnage, Bat Masterson, Jive, Itapé, Brown Tiger, Tiago, Keagravo, Explorador, Cabinas, Brullemail, e Anseio. Não correram: Monroe, Festival, Curriculum Vitae e Carrara Marble.
(em 2 de agosto de 1987)
1º Bowling (BR)……… J. M. Silva …………………… 61
2º Larabee …………….. G. F. Almeida ………………… 58
3º Breitner ……………… J. F. Reis ……………………… 61
4º Corto Maltese ………. C. Canuto …………………….. 58
5º Classista …………….. P. Cardoso ……………………. 56
6º Grimaldi ……………… I. Quintana …………………… 61
7º Radnage ……………… F. Pereira Fº …………………. 56
8º Bat Masterson ………. J. Ricardo …………………….. 61
9º Jive …………………… E. R. Ferreira …………………. 58
10º Itapé ………………….. J. Pessanha …………………… 58
11º Brown Tiger …………. G. Meneses ……………………. 61
12º Tiago ………………….. A. Barroso …………………….. 58
13º Keagravo …………….. G. Assis ………………………… 58
14º Explorador …………… A. Morales Fº…………………… 60
15º Cabinas ……………….. J. Herrera ……………………… 59
16º Brullemail ……………. O. Taramasco ………………….. 61
17º Anseio…………………. L. A. Pereira ……………………. 61
BOWLING, masc., tordilho, 5 anos, RS, Crying To Run e Tangência – Criador e Proprietário: Haras Santa Ana do Rio Grande – Treinador: Alcides Morales – 2.400m – 146s (GM) – Diferença do primeiro para o segundo: ¾ de corpo.
1988 – CARTEZIANO, festa dos Fragoso Pires
Ter um cavalo em condição de correr o GP Brasil com chance de vitória já é um feito apreciável. O Haras Santa Ana do Rio Grande tinha três em 1988 e, como apenas dois podiam defender as mesmas cores, a saída foi inscrever um deles em nome de José Carlos Fragoso Pires Junior. E foi exatamente este, o castanho Carteziano, que cruzou o disco vitorioso, igualando o recorde de Lohengrin, Janus II e Sunset (145s1/5).
Segunda vitória de Edson Ferreira, o filho de Waldmeister e Scold era preparado pelo jovem João Luiz Maciel, que se revelou um gênio na arte de treinar cavalos de corrida. Corto Maltese foi o segundo, furando a dupla dos Fragoso Pires, já que Bat Masterson, com Juvenal, terminou em terceiro e Bowling (com Ricardo) em quarto. Jack Bob completou o placar. A seguir: Satyr, Ken Graf, Japan Air, Scalloway, Jouble Say, Gaillardet, Curriculum Vitae, Tilden, Once in Ottawa, Slew in Mask, Radnage, Emperor Julian, Fiore Chiaro, Depositante e Kahah. Não correu Larabee, único estrangeiro inscrito.
(em 7 de agosto de 1988)
1º Carteziano (BR) .. E. Ferreira …………………… 61
2º Corto Maltese ……. A. Bolino ……………………….. 61
3º Bat Masterson ……. J. M. Silva …………………….. 61
4º Bowling ……………. J. Ricardo ……………………… 61
5º Jack Bob …………… L. Duarte ……………………… 58
6º Satyr ……………….. C. Lavor ………………………. 58
7º Ken Graf …………… J. Garcia (SP) ………………… 61
8º Japan Air ……… ….. A. Machado Fº ………………. 58
9º Scalloway ………….. F. Pereira Fº …………………. 58
10º Jouble Say ……….. . I. F. Ribeiro ………………….. 61
11º Gaillardet ……… …. C. Canuto …………………….. 61
12º Curriculum Vitae …. H. Freitas …………………….. 61
13º Tilden ………………. J. Escobar …………………….. 61
14º Once In Ottawa …… A. Chaffin …………………….. 61
15º Slew In Mask ……… J. Valdivieso ………………….. 56
16º Radnage ……………. J. F. Reis ……………………… 59
17º Emperor Julian …….. G. Meneses ………………….. 58
18º Fiore Chiaro ……….. R. Macedo ……………………. 58
19º Depositante ……….. J. Pinto ………………………… 58
20º Kahah ……………….. E. S. Gomes …………………. 61
CARTEZIANO, masc., castanho, 5 anos, Rio Grande do Sul, Waldmeister e Scold – Proprietário: José Carlos Fragoso Pires Jr. – Criador: Haras Santa Ana do Rio Grande – Treinador: J. L. Maciel – 2.400m – 145s1 (GL) – igual ao recorde –
Diferença do primeiro para o segundo: 2 corpos.
1989 – TROYANOS, uma pule que devolveu o capital apostado
A única pule de devolução da história do GP Brasil (até os dias atuais) foi a de Troyanos, um dos expoentes da criação de Julio Bozano. O filho de Vacilante II e Lady Pat ganhou dez dos 12 páreos que disputou (foi terceiro na estreia e segundo para Ego Trip no GP Linneo de Paula Machado). Invicto em duas apresentações em São Paulo, onde venceu os GPs Derby Paulista e São Paulo. Recordista de prêmios, tinha vencido a Trump Cup, com alta dotação.
Mesmo numa semana desfavorável, na qual aprontara apenas regularmente e rejeitara ração, Troyanos encontrou forças para dominar Laurus nos metros finais, no primeiro ponto do jóquei Carlos Lavor, do Haras Santa Maria de Araras e o segundo do pai do jóquei, o treinador Wilson Pereira Lavor. Carteziano terminou em terceiro, com Jack Bob em quarto e Gay Charm na quinta posição. A seguir terminaram: Levron, Ken Graf, Don Nova e Japan Air. Não correram: Ego Trip e Tipsy Task.
(em 6 e agosto de 1989)
1º Troyanos (BR) …… C. Lavor ……………………… 58
2º Laurus……………….. G. Meneses …………………… 58
3º Carteziano ………….. E. Ferreira ……………………. 61
4º Jack Bob …………….. F. Pereira Fº …………………. 61
5º Gay Charm …………. G. F. Almeida ………………… 56
6º Levron……………….. L. Duarte ……………………… 58
7º Ken Graf ……………. J. Garcia (SP) …………………. 61
8º Don Nova……………. J. Pinto …………………………. 61
9º Japan Air ……………. A. Machado Fº…………………. 61
TROYANOS, masc., castanho, 4 anos, Paraná, Vacilante II e Lady Pat – Criador e Proprietário: Haras Santa Maria de Araras – Treinador: W. P. Lavor – 2.400m – 150s (GP) – Diferença do primeiro para o segundo: ½ corpo.
1990 – FLYING FINN, o ‘lourinho’, dá o inédito penta a Juvenal
O alazão Flying Finn, filho de Clackson e Life Work, mostrara sua força ao levantar o Derby carioca. No GP Brasil, adiado para 16 de setembro em razão de uma ameaça de greve dos funcionários, a maioria dos apostadores acreditava na reação de Falcon Jet, que ainda por cima teria a ajuda de um faixa, Bat Masterson, para minar as energias de Flying Finn. No entanto, dirigido com maestria por Juvenal, o alazão do Stud Numy foi para a vanguarda na altura dos 1.200 metros e resistiu as ataques de Falcon Jet, com Juvenal cruzando o disco com a mão direita aberta, mostrando os cinco dedos que simbolizavam sua quinta vitória, a primeira do treinador Venâncio Nahid. Uneasy Plum terminou em terceiro, com o argentino Alververás (único estrangeiro, mas de proprietário brasileiro no campo da prova) em quarto e o nacional Caddyno em quinto. A seguir: Duffel, Jex, Gay Charm, Bat Masterson, High Marshal, Similar, Jaromir, El Astral e Ad Usundelphini. Não correram: Freud Explica e Golden News.
(em 16 de setembro de 1990)
1º Flying Finn (BR) … J. M. Silva …………………… 59
2º Falcon Jet …………… J. Ricardo …………………….. 59
3º Uneasy Plum ……….. C. Lavor ………………………. 57
4º Alververás ………….. G. Meneses …………………… 61
5º Caddyno …………….. J. Aurélio ……………………… 61
6º Duffell ………………… F. Pereira Fº …………………. 61
7º Jex ……………………. A. Barroso ……………………. 61
8º Gay Charm ………….. G. F. Almeida ………………… 59
9º Bat Masterson ……….. E. S. Gomes …………………. 61
10º High Marshal ………… A. Queiroz ……………………. 59
11º Similar…………………. L. A. Alves …………………… 59
12º Jaromir………………… M. Silva ……………………….. 61
13º El Astral ………………. L. Rosa ……………………….. 59
14º Ad Usundelphini …….. E. Ferreira ……………………. 59
FLYING FINN, masc., alazão, 4 anos, Rio Grande do Sul, Clackson e Life Work – Proprietário: Stud Numy – Criador: Haras Nacional – Treinador: V. Nahid – 2.400m – 148s (GP) – Diferença do primeiro para o segundo: ½ corpo.
1991 – VILLACH KING, com a ‘griffe’ Araras
O Haras Santa Maria de Araras ganhara a prova apenas com Troyanos e surpreendeu ao repetir o feito com o alazão Villach King. Em atropelada avassaladora, o filho de Present the Colors e Paris Queen dominou, deixando a tríplice coroada Indian Chris e o veloz Veissman a três corpos, empatados na segunda colocação. Falcon Jet, o favorito, chegou em quarto, decepcionando, com Ling no complemento do marcador.
Flying Finn teve a cilha arrebentada pouco depois da largada e ainda assim correu 2.000 metros na frente, arrematando na sétima colocação entre 14 concorrentes, num show à parte de Juvenal Machado da Silva. Implausible, do Stud Las Brisas, vinha de bater o recorde da distância ao vencer o Derby carioca (144s3/5) e foi o sexto colocado. Nord foi o oitavo, chegando a seguir: Mystic Man, Jomalat, High Desert, Man Ray, Kinacore Czar Grandi. Não correram: Danilo Príncipe e Luzibal.
Villach King foi apresentado por Ildefonso Coelho Souza, substituto de Wilson Pereira Lavor, vítima de ataque cardíaco fatal cerca de um mês antes da prova.
(em 4 de agosto de 1991)
1º Villach King (BR…. C. Lavor ……………………… 58
2º Indian Chris (*) ……. G. F. Almeida ………………… 56
2º Veissman (*) ………. F. Pereira Fº …………………. 58
4º Falcon Jet ………….. J. Ricardo ………………………. 61
5º Ling …………………. L. Saldanha …………………… 61
6º Implausible ………… E. Ferreira …………………….. 58
7º Flying Finn …………. J. M. Silva ……………………… 61
8º Nord ………………… E. Pacheco …………………….. 58
9º Mystic Man …………. J. Queiroz ……………………… 58
10º Jomalat ……………… J. Aurélio ………………………. 58
11º High Desert …………. H. Freitas ……………………… 58
12º Man Ray ……………… I. Gonçalves ………………….. 58
13º Kinacor ……………….. I. Quintana …………………… 61
14º Czar Grandi ………….. J.B.Paulielo …………………… 61
(*) empate na segunda colocação
VILLACH KING, masc., castanho, 4 anos, Rio Grande do Sul, Present The Colors e Paris Queen – Criador e Proprietário: Haras Santa Maria de Araras – Treinador: I.C. Souza – 2.400m – 149s1 (GP) – Diferença do primeiro para o segundo: 3 corpos.
1992 – FALCON JET ‘desencabula’ Jorge Ricardo
Com as palavras do pai, Antonio Ricardo ecoando em sua cabeça: “Jóquei que se preza tem de ganhar o Grande Prêmio Brasil”, Jorge Ricardo acabou com o jejum na prova e se desforrou do arquirrival Flying Finn. Mais uma vitória do Haras Santa Ana do Rio Grande e do treinador João Luiz Maciel, num páreo em que Implausible foi fechado no meio da reta pela atropelada de Falcon Jet e Flying Finn, que vinha de vencer o GP Dezesseis de Julho, ficou imprensado na cerca, chegando em segundo, a meio corpo do ganhador. O páreo, porém, foi confirmado e coroou a excepcional campanha do filho de Ghadeer e Victress de 24 apresentações, com 14 vitórias e nove colocações.
A única vez em que Falcon Jet terminou fora do marcador foi no GP Carlos Pellegrini de 1990. Pour Henri, April Trip e Ozanan completaram o placar. A seguir chegaram: Implausible, Stirling, My Speed Horse, Man Ray, Villach King, Above the Sky e Tigipió. Foi a sexta vitória do veterinário José Roberto Taranto (Janus II, Sunset, Anilité, Carteziano, Bowling e Falcon Jet).
(em 2 de agosto de 1992)
1º Falcon Jet (BR)….. J. Ricardo …………………… 61
2º Flying Finn …………. J. M. Silva ……………………. 61
3º Pour Henri …………. E. Ferreira ……………………. 58
4º April Trip ……………. L. Duarte …………………….. 58
5º Ozanam …………….. L. Esteves ……………………. 58
6º Implausible ………… C. G. Neto ……………………. 61
7º Stirling ……………… G. Meneses …………………… 58
8º My Speed Horse ….. C. Canuto ……………………… 58
9º Man Ray ……………. A. Matias ………………………. 61
10º Villach King ………… A. L. Sampaio ………………… 61
11º Above The Sky ……. C. Lavor ……………………….. 58
12º Tigipió ………………. J. Aurélio ………………………. 58
FALCON JET, masc., alazão, 6 anos, Rio Grande do Sul, Ghadeer e Victress – Criador e Proprietário: Haras Santa Ana do Rio Grande – Treinador: J. L. Maciel – 2.400m – 154s1 (GP) – Diferença do primeiro para o segundo: ½ corpo.
1993 – VILLACH KING, o primeiro bicampeão em 2.400 metros
Albatroz, Helíaco, Gualicho e Zenabre já haviam conquistado o bicampeonato da prova, mas desde que o GP Brasil passou para os 2.400 metros atuais nenhum corredor conseguira o bicampeonato. O primeiro a fazê–lo foi Villach King, que sacou diferença mínima sobre Much Better, dando a terceira vitória ao jóquei Carlos Lavor e ao Haras Santa Maria de Araras. Sandpit, que depois cumpriria campanha nos Estados Unidos tornando–se um dos “embaixadores” do turfe brasileiro no exterior, foi o terceiro, com Stirling e Above the Sky completando o marcador. Chegaram a seguir: Ojotabe, Play For, Drum and Dran, Vomage, Indian Hope, April Trip, Vekrezo, Vailafré, St.Cloud, Ofuscador, Implausible e Pindara
(em 1 de agosto de 1993)
1º Villach King (BR).. C. Lavor ……………………… 61
2º Much Better ……….. J. Ricardo …………………….. 59
3º Sandpit …………….. E. Ferreira ……………………. 59
4º Stirling ……………… J. Leme ……………………….. 61
5º Above The Sky …….. J. F. Reis ……………………… 61
6º Ojotabe …………….. A. Barroso ……………………. 59
7º Play For …………….. C. G. Netto …………………… 59
8º Drum Und Dran ……. L. Duarte …………………….. 59
9º Vomage …………….. N. Cunha ……………………… 59
10º Indian Hope …………. J. M. Silva ……………………. 58
11º April Trip ……………. M. Cardoso ……………………. 61
12º Vekrezo ……………… R. Penachio …………………… 59
13º Vailafré ………………. M. Lourenço ………………….. 59
14º St. Cloud …………….. F. Pereira Fº …………………. 61
15º Ofuscador …………… G. Meneses …………………… 59
16º Implausible ………….. L. A. Alves ……………………. 61
17º Pindara ………………. G. Guimarães ………………… 59
VILLACH KING, masc., castanho, 6 anos, Rio Grande do Sul, Present The Colors e Paris Queen – Criador e Proprietário: Haras Santa Maria de Araras – Treinador: I. C. Souza – 2.400m – 147s1/10 (GP) – Diferença do primeiro para o segundo: minima.
1994 – MUCH BETTER confirma favoritismo

Depois de um segundo lugar a diferença mínima do ganhador, Much Better, por Baynoun e Charming Doll, era apontado como virtual vencedor da prova em 1994. E não decepcionou. Confirmou o favoritismo e venceu por dois corpos, no segundo ponto de Jorge Ricardo e terceiro do treinador João Luiz Maciel, este em trajetória espetacular: venceu na primeira inscrição, em 1988, com Carteziano; no ano seguinte, com o mesmo cavalo, foi terceiro; em 1990, segundo com Falcon Jet; em 91, novamente com Falcon Jet, foi quarto; para vencer em 92, com Falcon Jet. Em 93, terminou em segundo, com Much Better, que venceu em 94. O ganhador, criado pelo Haras J.B.Barros e de propriedade do Stud TNT, era o melhor cavalo brasileiro da época, vencendo tudo no continente sul–americano: GPs Brasil, São Paulo, Pellegrini e o Clássico Associação Latino–Americana de Jockey Clubs. Chegou a correr na França, em sentido contrário ao das corridas no Brasil, e voltou para perder por pouco para Fantastic Dancer a Copa ABCCC–Clássica em marca recorde.
Vomage, montaria de Evandro Pacheco, formou a dupla, com Fantastic Dancer, Tallon e Xiko Leigo no restante do marcador. Chegaram em seguida: Country Baby, Kijolighadeer, Lavaggio, Flotow, City Lights, Sheik David, Villach King, Lob Street, Drum and Dran, Malandro da Toca, Bear Toss, Fast Friend, Monetenegro e Le Garçon D’Or. Não correram: St.Cloud e Ortyner.
(em 7 de agosto de 1994)
1º Much Better (BR) … J. Ricardo …………………… 61
2º Vomage ……………… E. Pacheco ……………………. 61
3º Fantastic Dancer …….. L. Duarte ……………………… 59
4º Tallon ………………… G. Meneses ……………………. 59
5º Xiko Leigo …………… G. Assis ……………………….. 59
6º Country Baby ………. G. Guimarães …………………. 57
7º Kijolighadeer ……….. J. Aurélio ………………………. 61
8º Lavaggio …………….. J. M. Silva …………………….. 59
9º Flotow ……………….. J. Leme ………………………… 59
10º City Lights …………… J. F. Reis ………………………. 59
11º Sheik David …………. E. S. Rodrigues ……………….. 59
12º Villach King ………….. C. Lavor ………………………… 61
13º Lob Street ……………. H. Freitas ……………………… 59
14º Drum Und Dran ……… J. Pinto ………………………… 61
15º Malandro Da Toca …….M. Cardoso ……………………. 61
16º Beer Toss ………………C. G. Netto ……………………. 61
17º Fast Friend ……………. N. Souza ………………………. 59
18º Montenegro …………… N. Cunha ………………………. 59
19º Le Garçon D’Or ………. M. Almeida …………………….. 59
MUCH BETTER, masc., castanho, 5 anos, Paraná, Baynoun e Charming Doll – Proprietário: Stud T.N.T. – Criador: Haras J. B. Barros –Treinador: J. L. Maciel – 2.400m – 146s4/10 (GM) – Diferença do primeiro para o segundo: 2 ¼ corpos.