É redundante dizer que o Grande Prêmio Brasil é a festa mais importante e mais charmosa do turfe brasileiro, mas dizer que todo turfista que não conhece, tem o desejo de conhecer o Hipódromo da Gávea, isso não é redundância, é uma verdade. Convidado pelos titulares do Stud Asa Branca do Recife, conheci o renomado hipódromo justamente na semana da maior festa do turfe brasileiro, em 2013, e assisti à consagrada vitória de Aerosol no GP Brasil, de ponta a ponta, com o extraordinário jóquei A. Domingos. Foi o meu GP Brasil inesquecível e vou guardá–lo na memória até os meus últimos dias.
Outros GPs Brasil também ficaram marcados na minha memória, mesmo apenas acompanhando–os à distância. O de 1981, em que o cavalo Denee foi desclassificado em favor de Campal, gerou matérias nas principais redes de TV do Brasil e foi assunto até no Jornal Nacional do dia seguinte; o GP Brasil de 1987, com vitória do tordilho Bowling, em espetacular condução do mestre das rédeas, Juvenal Machado da Silva. Que atropelada! O GP Brasil de Flying Finn, também com Juvenal e narração brilhante de Ernani Pires Ferreira – “O lourinho vai levar o Brasil!” – locutor que dava vida às sensacionais disputas da maior prova do turfe brasileiro.
Uma chegada acirrada foi a de 1995. Hipódromo lotado, muita chuva e um final inesquecível entre El Sembrador e Talloires, no intervalo de uma transmissão de futebol, com um fothochart aguardado por milhões de turfistas e o narrador da TV Globo, Galvão Bueno, comentando o final do páreo e repetindo por várias vezes a sensacional chegada. Para finalizar, o de 1998, com vitória de Quari Bravo, marcado pela narração do mestre Ernani: “Um furacão de prata”. Mesmo de longe, acompanhando a festa pela TV ou pelos jornais e sites, ficou tudo marcado na minha memória. Imagine estando no hipódromo. Vai ser difícil ter apenas um GP inesquecível.
Francisco Mendonça, radialista e locutor do Jockey Club de Pernambuco