Essa agressiva frase é a única forma para descrever a real situação dos interessados no futuro do turfe do JCB, diante da falta de senso comum, humildade e inteligência.
Na última sexta–feira, dia 30 de maio de 2014, portanto a menos de uma semana do início da semana máxima do turfe brasileiro, uma sexta–feira sem corridas pela dificuldade que a Comissão de Corridas possui em formar páreos em razão da péssima chamada que divulga todos os meses. A Rede Globo de Televisão, maior emissora de TV do Brasil, dedicou seu programa do horário nobre aos cavalos. O Globo Repórter da última sexta–feira começou falando dos cavalos da Mongólia, passou por uma raça muito encontrada em Portugal – que era usada nas grandes navegações –, mostrou os Mustangs nos EUA para, enfim, chegar ao Brasil falando do cavalo nordestino, do cavalo pantaneiro e por último, do cavalo crioulo. Nem uma menção, nem mesmo um registro da existência dos PSIs foi feito. Comentar a existência das corridas de cavalo então, nem passou pela cabeça do produtor do programa, apesar do c omentário sobre várias atividades com os animais.
Enquanto isso, enquanto o turfe era deixado no ostracismo, estávamos todos nós preocupados em falsificar assinaturas, em descobrir quem falsificou assinaturas, em brigar por aprovação e reprovação de contas que não traduzem de maneira nenhuma a realidade do turfe. Aliás, contas estas apresentadas sempre no mesmo formato, assumindo as mesmas premissas e que o grupo que agora tenta aprovar, vociferava a favor da reprovação há dois ou três anos, enquanto o grupo que agora vocifera visando à reprovação, defendia com unhas e dentes a aprovação em outras ocasiões, transformando tudo em um grande “samba do crioulo doido”.
Ainda praticamente simultaneamente, Bal a Bali, um verdadeiro craque, um tríplice coroado, também enfrenta o absoluto abandono da mídia externa a uma semana do Grande Prêmio Brasil no qual é o franco favorito. No entanto, seu companheiro norte–americano, ainda candidato, tem cada excremento e flatulência analisada pela mídia, seja ela especializada ou não. Essa disparidade de tratamento é culpa dos tais interessados no futuro do turfe? Não, mas certamente estes não fazem absolutamente nada para modificar o panorama.
Arthur Stern