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Fevereiro | 2014

Marchant volta ao Rio pronto para voltar a brilhar como treinador
12/02/2014 - 07h40min

Gerson Martins

Marchant na tribuna do hipódromo da Gávea

Juan Francisco Marchant Canales, 56 anos, brasileiro do Rio de Janeiro, de uma importante família de profissionais do turfe, ainda menino já andava pelas cocheiras. Tinha o sonho de ser jóquei e, se possível, tão bom quanto seu pai, o chileno Juan Marchant, que brilhou no turfe brasileiro. O peso, porém, não colaborou.

“Comecei em São Paulo, frequentando as cocheiras dos treinadores Mario de Almeida, Amasilio Magalhães, André Molina, Osvaldo Ulloa e outros. Quando me mudei para o Rio de Janeiro, andei nas cocheiras de Gonçalino Feijó, de Guillermo Ulloa, de Geraldo Morgado, de Carlos Ribeiro. Comecei a cuidar de cavalos de corrida muito novo. Não tinha nem matrícula e os cavalos eram apresentados em nome de meu pai. Minha primeira vitória, extraoficialmente, aconteceu com o cavalo Cannobie, de propriedade de um amigo. Em 1978, tirei matrícula de treinador em Belo Horizonte, um lugar maravilhoso para o cavalo de corrida. Quem me levou para lá foi meu amigo, o antigo jóquei S. P. Dias. Fiquei por lá durante dez meses e vim para o Rio de Janeiro, chamado pelo proprietário Renato Homsy, titular do Haras Gabriel Homsy, através de meu pai. Como ainda era muito jovem, não foi fácil conseguir a matrícula de treinador na Gávea, o que só acabou acontecendo em outubro de 1980. Minha primeira vitória – oficial – foi com o cavalo Rei da Noite. Um triunfo inesquecível”, exalta Marchant.

Na Gávea, sempre cordato e muito habilidoso no trato com as pessoas e com os animais, Marchant trabalhou para diversos proprietários:“Treinei cavalos do Haras Gabriel Honsy, do Haras Santa Bárbara dos Trovões,do Stud Catundé e do Stud Neocal, entre alguns outros, até me transferir para o Haras Anderson, onde fiquei durante quatro anos, três na Gávea e um ano no centro de treinamento. Depois, fui para o Haras das Estrelas, onde trabalhei por mais de dez anos. Em 2004, passei a treinar em Teresópolis, mas de forma avulsa, para diversos proprietários, tais como os Studs Pocotinha, Amigos da Barra, Alvarenga, Nossa Senhora Auxiliadora de Santa Rosa e muitos outros, até junho de 2013”, relacionou Marchant.

Dono de ótimo caráter, Marchant diz que suas maiores glórias são o pai, Juan Marchant, e os filhos Juan e Raphael Marchant. “Em termos de turfe, acredito que minhas maiores glórias ainda estão por vir”, filosofa.

Dentre os cavalos que treinou, e com os quais conseguiu muitas vitórias, Marchant seleciona alguns:“Treinei vários animais acima da média, tais como Ramirito, Emmy Slew, Mocita Missionera, Flano, Kentucky Duchess, Mineral Star, Dream of Sinless, Great Arena, Present the Gold, além de outros que me fogem da memória” diz, esforçando–se para lembrar de mais nomes.

Marchant deixou o Rio e foi para Santa Catarina, onde não existe turfe e depois para Goiás, mas está de volta. Chegou ao Rio no último sábado e pretende voltar a fazer o que mais sabe:“Vim para o Rio cuidar de minha mãe, no momento com a saúde debilitada. E já que estou por aqui, nada mais razoável do que fazer o que sei e gosto, ou seja, treinar cavalos de corridas. Estou começando tudo do ponto zero e espero que os amigos me ajudem. Pretendo recuperar meu espaço”, concluiu Juan Francisco Marchant, o J. F. Marchant nos programas de turfe.

da Redação



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