O casal María Emília e Edgard Franco de Sá teve dois filhos: Maria Eugênia e Roberto Franco de Sá. Maria Emília era uma tímida poetisa, fervorosa sócia e torcedora–símbolo do Sport Club de Recife. Em dias de jogos, soltava o grito de cazá, cazá das cadeiras da Iha do Retiro, para vibração dos demais torcedores.
Dr. Roberto, falecido em agosto de 1998, aos 71 anos, era advogado trabalhista e criminalista, além de turfista de coração. Apaixonado pelas corridas de cavalos, há 16 anos é homenageado pela família e pelo Jockey Club de Pernambuco com a realização do Clássico Roberto Sá, competição nacionalmente reconhecida e que faz parte do calendário turfístico do Nordeste.
Sua irmã mais velha, Maria Eugênia, inquieta e extrovertida filha do casal Franco de Sá, passou a ser conhecida como Geninha da Rosa Borges, após o casamento com o irmão de Dinah de Oliveira, Baby (Otávio Nazareno) da Rosa Borges, múltiplo atleta do Náutico.
Geninha é uma legítima representante do teatro pernambucano. Bonita e inteligente foi também grande educadora e introdutora da Tele Educação em Pernambuco (fez curso para tal em Tóquio, no início dos anos 60). Era formada em línguas anglo–germânicas e versada na língua de Baudelaire. Dedicada, sempre buscou a perfeição em tudo o que faz e é uma das fundadoras do Teatro de Amadores de Pernambuco (TAP), juntamente com o cunhado e amigo Valdemar de Oliveira.
Aos 91 anos de idade, mãe de quatro filhos, avó de 16 netos e bisavó de nove bisnetos, tem orgulho de acompanhar – com lucidez e saúde – a ampliação da família, hoje espalhada entre o Alasca, o Canadá e os Emirados Árabes Unidos. A bisneta canadense chama–se Emília, como a matriarca poetisa que iniciou a família.
Dessa maneira, por questão de reconhecimento e por iniciativa do radialista Francisco Mendonça, pelo segundo ano consecutivo a prova de pôneis – que faz parte da programação do Clássico Roberto Sá (irmão único de Geninha) – homenageará Geninha da Rosa Borges, que estará presente ao Hipódromo da Madalena para entregar o troféu ao vencedor da prova.
Texto de Paulo Pereira (Stud 13 do Recife) e Ronice Franco de Sá (filha do homenageado).
OBS: Na primeira edição, em 2012, Maçã, do Haras Pernambuco/Haras Moura foi a vencedora.