Deixaram o regador da raia ligado, transformando uma pista horrível em pista péssima.
Concederam às vilas, ao caminho do prado e à veterinária aparência de superfície lunar.
Formulam, meu Deus do céu!, as piores tabelas de distâncias que o turfe já conheceu.
Não inibiram, de forma eficaz, a volta dos "bookmakers", de modo que o hipódromo e suas cercanias se transformaram numa espécie de filial da Febraban.
Não ofereceram sequer um bolo com guaraná para nossa maior estrela, Jorge Ricardo, quando da partida para a vizinha Argentina. Ele que sempre emprestou, de graça, sua imagem vitoriosa ao clube. Que ingratidão!
Liquidaram com uma raia auxiliar, transformando–a em estacionamento e área de descarga.
Conseguiram perder o direito de explorar os 2 "sweepstakes" que a Caixa Econômica manteve tradicionalmente por décadas.
Estabeleceram, após anos de obscura e enrolada negociação, uma parceria com empresa estrangeira a qual, até o momento, concedeu uma esmola e pretende abrir um bar de nome esquisito e pretensioso.
Atormentam os proprietários com absurda taxa, inibindo – na verdade, punindo – inscrições.
Erraram e seguem errando na manutenção da pista de areia, cuja parte externa, na reta oposta, praticamente cancela as chances de quem por ali ousar galopar.
Alugaram espaço em frente à pista, impedindo a visão da reta ante a colocação de uma tela de cinema. O prado transformado em um quase "drive in".
Hostilizam o jogo páreo a páreo com um certo Vintão, modalidade de aposta que mantém ativo o turfista a semana inteira, mediante ridícula quantia empregada.
"Quo usque tandem abutere, Catilina, patientia nostra?"
por Antonio Landim Meirelles Quintella