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Abril | 2010

Compras de Garanhões (Parte 4), por Milton Lodi
15/04/2010 - 09h13min

Sabinus era um castanho ótimo corredor nacional, filho do também excelente nacional Hyperio, ambos de criação e propriedade de Julio Cápua, o “descobridor” dos centros de treinamento na região fluminense da Serra do Mar (Vale da Boa Esperança, Itaipava, Petrópolis). Em função de gravíssima doença, foi realizado um leilão de liquidação, e Sabinus foi comprado pelo Haras Santa Maria de Araras, então sediado em terras fluminenses. No fim de sua vida reprodutiva, Sabinus foi negociado com o Haras Santa Ana do Rio Grande para uma estação de monta (lá produziu Byzantine), e depois foi negociado pelo Araras para um haras menor. Os melhores filhos de Sabinus foram Old Master e Daião.

O Haras Santa Maria de Araras, que tem no momento como garanhão chefe o extraordinário Wild Event, há muitos anos e dentre outros o castanho norte–americano Present The Colors um descendente em linha alta do invicto fenômeno nas pistas Ribot, através de Hoist The Flag e Tom Rolfe, possivelmente a melhor e mais produtiva linha de descendentes do grande campeão italiano criado pelo gênio de Federico Tesio. Ribot foi imbatível e sempre correu contra os melhores de sua época na Europa, e sempre em distâncias nobres, clássicas, e a sua descendência norte–americana, embora de alto padrão, deixou um pouco a desejar, em função da realidade do turfe norte–americano, início de campanha antecipada ao máximo, distâncias médias muito curtas, etc. Essas práticas estavam em contraste com as excepcionais qualidades do filho de Tenerani. Present The Colors foi um dos melhores reprodutores do Araras, e veio para o Brasil pela orientação do hipólogo Bertrand Joachim Kauffmann.

Vacilante era um cavalo argentino, filho de Practicante, que o Araras trouxe como um “refresco”, como um elemento diferente, para ainda mais internacionalizar o plantel. Era um cavalo forte, vigoroso, de boa qualidade, e que cumpriu muito bem o seu papel, foi pai clássico, dando até um ganhador do GP Brasil, Troyanos.

Um grupo de criadores paulistas entendeu de importar da Inglaterra um filho de Aureole, que ganhara o Derby de Epsom defendendo as cores da Rainha. O escolhido foi o alazão Millenium, que foi muito prestigiado pelos criadores e até um certo momento produziu muito bem, tendo tido como melhor filho o ótimo milheiro Pallazzi.

Com o sucesso de Millenium, os haras Maringá e o Morro Grande entenderam de importar um irmão materno dele, de nome Golden Swan, um alazão (como Aureole, Millenium e Pallazzi) com quatro patas brancas e frente aberta. Ele tinha sido um “2 anos” de padrão razoável. Golden Swan foi um rotundo fracasso.

O Posto de Monta do Jockey Club de São Paulo foi um dos mais importantes fatores de excelência na época áurea do turfe paulista, que tinha a absoluta hegemonia do turfe brasileiro.

A melhor tecnologia da época e os melhores padrões criacionais eram aproveitados pelos criadores paulistas e pelos de fora que tinham interesse em melhorar, veterinários do Rio Grande do Sul e do Paraná lá iam refinar os seus conhecimentos. No setor das importações de garanhões, além do extraordinário Coaraze, o Posto de Monta trouxe entre outros bons nomes o inglês Al Mabsoot, bom cavalo da criação Aga Khan. Era um cavalo castanho escuro, de pedigree salpicado de elementos clássicos. O pai Mat de Cocagne foi um dos líderes de forma, consistente, de gênio difícil, de preferência para as distâncias nobres, maiores. A mãe de Al Mabsoot era de grande fertilidade clássica, chamava–se Rose O’Lynn, que já havia produzido os ganhadores clássicos e depois reprodutores Buisson Ardent e Buisson D’Or, ambos por Relic (linha alta Man O’War), e ainda a excelente Fascinante. A linha feminina de Rose O’Lynn era fantástica. Os proprietários de filhos de Al Mabsoot que não foram apressados, que aguardaram os momentos convenientes para estrear, deram–se bem. Al Mabsoot, como o pai Mat de Cocagne, tinha gênio complicado, e um dia, quando estavam tomando uma ducha após uma cobertura, de repente empinou violentamente, bateu com a cabeça em um muro e já caiu morto.

O criador Roberto Grimaldi Seabra e o seu irmão Nelson, além de importantes importações como dentre outras Felicitacion e Hunter’s Moon (irmão materno de Hyperion) que haviam sido vendidos da Inglaterra para a Argentina e lá comprados para o Haras Guanabara, comprou o francês Locris (lê–se Ló Cris, região da Grécia antiga). Esse Locris era de criação de Marcel Boussac, e foi ótimo ganhador clássico na França. O pai dele era Venture (Relic–War Relic–Man O’War). A mãe de Locris tinha um fortíssimo imbreeding de 2x2 sobre Tourbillon. No Haras Guanabara, Locris deu a líder de turma Emerald Hill, tríplice coroada paulista, e no Haras Sideral os clássicos Tonka, Land Force, Boticão de Ouro e Court Lady, essa ainda especialíssima reprodutora, de uma das melhores linhas femininas do Brasil.

O Dr. Antonio Joaquim Peixoto de Castro Junior, fundador e titular dos Haras Mondesir e Itaiassú, certa vez importou da França um bom filho de Tourbillon chamado Cadir, e o deixou estacionado no Haras Vargem Alegre, do amigo Oswaldo Aranha. Esse Cadir produziu, e dentre os seus filhos, que eram muito disputados nos leilões de potros na Gávea, saiu Cadi, primeiro líder de sua geração.

No mesmo Haras Vargem Alegre foi criado o italiano tordilho ganhador clássico e posteriormente pai clássico (Faustina, Fiorellina) Four Hills. Esse cavalo foi importado da Itália com menos de um ano de idade pelo fundador do Haras Ipiranga, que à época ainda não tinha pronto o seu próprio haras. Da Itália para foi para o Haras Vargem Alegre e de lá para o hipódromo da Gávea, onde foi um ótimo corredor e um milheiro clássico, e de lá para o Haras Ipiranga, então já pronto.



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