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Abril | 2010

Manejo das éguas, por Milton Lodi
08/04/2010 - 12h00min

De quando em quando gosto de citar e republicar artigos de caráter técnico e geral, de autores que pelo menos ilustram o saber dos criadores e dos turfistas em geral. Um dos meus preferidos é o veterinário bageense Walter Nunes Flores, que além dos seus profundos conhecimentos de veterinária tem grande prática no setor de administração geral de haras e responsável direto pelo enorme sucesso na criação do vitorioso Haras Santa Ana do Rio Grande. Os muitos anos de experiência aliados a uma soma de muito conhecimento resultam em um grande respeito do turfe brasileiro. Com o título “Criação depende do manejo das éguas”, apresento a seguir um dos importantes artigos de autoria daquele conceituado “Homem de cavalo”. Iniciando o artigo dizendo que a boa produção do haras começa com o correto manejo das éguas, Walter Nunes Flores nele dá uma aula de saber:

O destaque e a projeção de um haras são conhecidos pelos resultados nas pistas. Para consegui–los, é necessário bom suporte na criação, sob dois aspectos: manejo de éguas e potros. A produção, em números de potros, depende diretamente do índice de natalidade. Isso só se obtém com maiores índices de prenhez, razão básica do trabalho de manejo das éguas.

O manejo de reprodutoras abrange vários tópicos, a começar pela escolha do local de implantação do haras. Deve ser levado em conta que os cavalos são herbívoros e necessitam de lugares amplos e com densidade de pastos. A alimentação baseia–se nas pastagens, nativas ou artificiais, sempre ricas em proteínas e com bom equilíbrio de macro e micro– nutrientes. Somente como complementação alimentar, são fornecidos no cocho aqueles elementos que faltam na terra.

O manejo com a chegada das matrizes, é dividido em três grupos: éguas vazias e virgens, prenhas e com cria ao pé. Na raça PSI, a temporada oficial Sul–Americana ou Hemisfério Sul de nascimentos começa em 1° de julho. E a de coberturas, no dia 15 de agosto.

Éguas vazias e virgens – As matrizes vazias devem ser examinadas durante o outono para se conhecer os motivos pelos quais não emprenharam na temporada anterior. São feitas palpações retais para avaliação de ovários e útero, quanto ao seu tamanho, forma, espessura e tônus. A ultrassonografia auxilia na visualização de qualquer alteração patológica, assim como o espéculo, usado na coleta de material para exames de bacteriologia, citologia e biópsia uterina. Normalmente, de 60 a 70% dos problemas encontrados nessa fase são resolvidos com a cirurgia de correção de vulva–vulvoplastia.

No Haras Santa Ana do Rio Grande, existe o hábito de soltar as éguas vazias e virgens, estas após alguns dias de aclimatação, em piquetes de baixa qualidade nutricional e com raras suplementações de ração. O procedimento visa à queda no estado físico e a obtenção de melhores resultados na fase seguinte, quando são submetidas ao sistema de fotoperíodo.

Após os tratamentos necessários, as éguas passam para a receber iluminação artificial de 60 a 75 dias antes da monta. O fotoperíodo baseia–se na instalação de uma lâmpada mista ou incandescente de 250w, a uma distância não maior do que três metros da cabeça da reprodutora, numa baia de 10 metros quadrados. O período de iluminação consta em deixar um dia de 16 horas (luz) e somente oito horas de noite. O aumento de horas–luz provoca estímulo no hipotálamo e na hipófise. O processo aumenta a produção de hormônios por estas glândulas e desencadeia o ciclo estral nas éguas que, até tal influência, mostra–se inativo. Na primavera, quando aumenta a luz natural, as éguas retomam naturalmente o ciclo.

A coincidência do início da temporada de monta com o inverno e, portanto com a inatividade cíclica das éguas, obriga o veterinário a recorrer do expediente para tentar o nascimento dos potros em julho e agosto. Junto ao fotoperíodo, o Haras Santa Ana do Rio Grande usa a técnica do flush alimentar (aumento da carga alimentar) no mesmo grupo de reprodutoras. O regime deve ser rico principalmente em energéticos, para que haja resposta folicular melhor e mais rápida.

Com tais sistemas funcionando, as éguas começam a mudar de pêlo em torno dos 45 a 60 dias, fenômeno que é normalmente acompanhado do desenvolvimento e funcionamento ovariano cíclico, que produzirá na sua primeira ovulação fértil. No haras em Bagé, é comum prender as éguas vazias à noite, a partir de 1° de junho. Isto é, 75 dias da data oficial do início da temporada de monta. As matrizes são presas em baias individuais às 18 horas, quando recebem ração rica em energéticos. A luz permanece acesa até as 22 horas. Depois, é religada somente às cinco da manhã, quando é fornecida a segunda ração. Com o nascer do sol, as éguas são soltas nos piquetes.

Existem variantes desse sistema, como as baias coletivas com várias éguas agrupadas num espaço maior e iluminado por várias lâmpadas, obedecendo–se a relação de 250w por 10 metros quadrados. No HSARG, dá–se preferência os boxes individuais, para evitar acidentes como mordidas e coices.

O esquema do haras, em Bagé, procura evitar o uso de hormônios no início da monta. Bons resultados foram obtidos apenas com o uso da luz e do flush alimentar. Mas, para se ter uma concentração de cios, pode–se optar pelo processo de sincronização, com uso de regumate (nome fantasia de medicamento cujo princípio ativo é o hormônio altesterona, administrado via oral) mais ciosyn ou lutalyse (nome fantasia de medicamentos que contém prostaglandina). Melhor explicando: 10 ml de regumate durante 10 dias via oral e, após intervalo de um dia, a aplicação de uma dose de ciosyn ou lutalyse. As éguas entrarão em cio (fértil) entre o terceiro e quinto dias após a aplicação de prostaglandina. Os índices de prenhez chegam a 80%. E no cio que se segue, a 18% dos 20% restantes.

Éguas prenhas – As éguas prenhas são agrupadas em lotes não muito grandes e que tenham tempo de gestação iguais: éguas de agosto de um lado e de setembro em outro. A gestação da égua dura em média 330 dias, porém é aceito como normal o período que vai de 320 a 360 dias, o que varia em função do estado nutricional da mãe.

Os partos devem ser assistidos. Ocorrem em geral à noite e 70% deles acontecem entre 20 horas e uma da madrugada. As éguas que sofreram vulvoplastia devem ser submetidas à epizotomia (corte) minutos antes do parto. Isso facilita a correção da vulva no dia seguinte e ainda evita sua dilaceração.

Com potro ao pé – No dia seguinte ao parto, a égua recém–parida é solta no chamado piquete–maternidade, que é menor. Para melhor adaptação, mãe e filho ficam sozinhos até o quinto dia de vida do potro. Enquanto permanecem sob o sol, devem ser observados por um funcionário. Se a égua estiver indócil e correndo para todos os lados, será recolhida à baia para evitar que o seu produto se desidrate.

Não é aconselhável soltar a reprodutora primípara (fêmea que tem sua primeira cria) no piquete logo no primeiro dia pós–parto, a fim de se evitar acidentes. Este tipo de égua deve ficar junto com seu filho no box, tranquila e afastada de outros animais. No segundo dia poderá ser solta no piquete–maternidade.

Após o quinto dia, a égua com o produto ao pé será solta no pasto com as demais matrizes paridas em lotes não muito grandes – sempre com o propósito de evitar acidentes. Quando o haras tem condição, poderá mantê–las separadas com seus filhos durante os 10 primeiros dias. Nas noites de inverno e por um período de algumas horas no verão, o plantel deve ser recolhido. Enquanto estiver preso, receberá a complementação alimentar.

Rufiação – A rufiação é a parte mais importante para atingir bom índice de prenhez. As éguas paridas são rufiadas a partir do quinto dia pós–parto, e entram em cio em torno do oitavo dia. Tais informações, assim como o comportamento de cada égua (no cio, mansa, brava), devem ser anotadas diariamente.

Quando o parto e o potro são normais, as éguas entram em cio depois de oito dias. Para ser aproveitado com nova cobertura, alguns fatos serão observados: 1) placenta com peso e coloração normais, 2) inexistência de secreções purulentas ou escuras, 3) vulvoplastia em éguas que sofrem epizotomia, 4) palpação retal do útero para saber se houve ou não involução uterina, 5) ultrassonografia para verificar se não existe grande quantidade de líquidos no útero.

No quinto dia após o parto inicia–se a rufiação das reprodutoras que atendam essas exigências, para que comecem a se acostumar com a presença dos machos. Essas éguas devem ser rufiadas próximas aos seus boxes ou em algum lugar onde os filhos possam ser vistos.

As éguas que não mostrarem o cio do potro (nome dado a esse cio que ocorre por volta do oitavo dia após o parto) serão medicadas com prostaglandinas (ciosyn ou lutalyse) no 20° dia pós–parto. O cio normal aparecerá de três a cinco dias após o tratamento.

As reprodutoras vazias começam a ser rufiadas um mês antes do início de monta, a fim de que seja possível conhecer o ciclo de cada um. Principalmente àquelas que estão entrando na reprodução.

As matrizes que entram em cio são encaminhadas no segundo dia para o tronco de apalpação, onde o veterinário faz o controle folicular. Esse acompanhamento é feito diariamente até a maturação e ovulação. Quando o folículo estiver maduro, próximo à ovulação, a égua será liberada para a cobertura. As fêmeas ovulam quando seus folículos alcançam em média 40mm. Após essa etapa, já com a égua coberta, o cio é cortado em 24 horas, entrando a égua em diestro (período entre um cio e outro).

Algumas vezes, é necessário repetir o salto, quando a ovulação não ocorre no prazo estimado pelo veterinário. A repetição é feita 48 horas após o primeiro serviço – tempo médio de vida dos espermatozóides dos reprodutores.

No período de diestro, a rufiação volta a ser feita no 14° dia após a ovulação, data em que é feito o primeiro exame para diagnóstico da gestação. As éguas com prenhez positiva não são mais rufiadas. As vazias retomam a mesma etapa, voltando ao período fértil depois de 21 dias.

Diagnóstico – O diagnóstico da gestação é feito por apalpação retal e ultrassonografia, 14 dias após a ovulação. Nesse exame, já é possível ver a vesícula embrionária, que mede de 14 a 16mm de diâmetro. A evolução da gestação é acompanhada com a repetição dos dois exames aos 20, 30, 40 e 60 dias após a cobertura.

No diagnóstico das gestações gemelares, a ultrassonografia traz grande vantagem. A precocidade do exame permite a interferência na evolução do processo. Quando a gestação gemelar é separada, isto é, uma vesícula em cada corno uterino, o procedimento correto é o esmagamento de uma delas. Isso é feito com auxílio da probe (sonda) do aparelho de ultrasom, que pressiona a vesícula contra a pélvis, provocando o rompimento e a conseqüente morte do embrião.

A eliminação de uma vesícula pode ser feita durante os primeiros 30 dias de gestação, sem maiores conseqüências. A partir desta data, o perigo de reabsorção embrionária da vesícula restante é muito grande, mesmo com o uso de medicamentos anti–prostaglandinas (banamine).

Quando as vesículas estão no mesmo corno, normalmente uma delas reabsorve. Para que isso aconteça, tem surtido bons resultados a adoção do jejum: a égua com gestação gemelar fica em baia com palha de baixa qualidade e água, sendo examinada de dois em dois dias, para que seja evitada a reabsorção das duas vesículas. Imediatamente após a reabsorção da primeira vesícula, a égua é devolvida ao pasto e recebe ração no cocho.

As éguas de fora, cobertas no Haras Santa Ana do Rio grande, são liberadas apenas após confirmação do diagnóstico de prenhez positiva a partir dos 40 dias – data em que diminuem os casos de reabsorção embrionária. Como rotina, ainda são realizados exames aos 90 dias de prenhez, como forma de se evitar surpresas. Apesar do percentual pequeno, já foram observadas algumas reabsorções entre os 60 e 90 dias.



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