Em junho de 2009 tive oportunidade de passar ótimos dias em Bagé, em um paraíso conhecido como Haras Santa Ana do Rio Grande, e aproveitei para visitar quase todos os haras de Bagé/Aceguá. É o maior e melhor centro de criação de cavalos de corrida de nosso país, com mais de mil e trezentas éguas lá sediadas e contando não só com garanhões nacionais e estrangeiros de bom padrão como também daqueles importados em sistema de “shuttle” anualmente, que recebem cerca da metade do plantel da região. O resultado é do conhecimento geral, Bagé/Aceguá levou o Rio Grande do Sul à liderança nacional além de provocar os interesses de compradores estrangeiros, que compram normalmente produtos da nova geração e os levam para seus países.
Julho de 2009
No Haras Santa Ana do Rio Grande estavam os nacionais Top Size, Mensageiro Alado e Chocolate Chip. Top Size é um castanho bem arrumado, líder absoluto de sua geração no início de sua campanha na Gávea. Filho do norte–americano Roy, ainda na primeira fase de sua vida reprodutiva, é pai de freqüentes ganhadores, e só lhe está ainda faltando um bom ganhador clássico para firmar o seu prestígio. Mensageiro Alado é filho do francês Ghadeer, e foi um dos melhores velocistas que o Brasil já produziu. Na reprodução é um sucesso, já está consagrado, figura entre os líderes da estatística no Rio, e em especial no interior do Rio Grande do Sul os seus filhos são muitos disputados pelos penqueiros. No setor das canchas retas, Mensageiro Alado é o principal nome. Chocolate Chip fìsicamente se parece com o pai Mensageiro Alado, pêlo escuro, estampa semelhante mas de tamanho menor. Foi um velocista incomum, com uma agilidade e um pique inicial que lhe dava a liderança nas retas pelo menos nos primeiros 400 metros. Fora das retas, só correu uma vez, e venceu na Gávea como grande favorito. Chocolate Chip está ofuscado pelo justo prestígio do pai consagrado, e está à espera de ser “descoberto”.
No Haras Anderson estava o prestigiado Dodge, norte–americano grande pai de ótimos velocistas, mas já pagando um preço por uma lesão em um anterior e pela idade. Cavalo extraordinário, um campeão de velocidade. O norte–americano American Gipsy, outro aprovado reprodutor, era o companheiro de Dodge, mas com melhores resultados em provas da ordem da milha. Para substituir a “velha guarda”, já então desfalcada com a morte do bom nacional Gablitz, a fertilidade apenas relativa de American Gipsy e o envelhecimento de Dodge, o Haras Anderson comprou um lindo alazão de 1.70 de cernelha, um norte–americano com melhores performances nas pistas entre 1.200 e 1.600 metros. Emirates To Dubai é bem aprumado, são, de ótima aparência, e está em início de sua fase reprodutiva. Emirates to Dubai parece ter sido muito bem escolhido para cobrir o setor de Dodge e de American Gipsy. Um outro garanhão norte–americano já estava no Anderson em sistema de “shuttle”, um alazão gigantesco de 1.78 de cernelha, que já havia estado no haras no ano anterior. Point Given é uma beleza, muito bem equilibrado apesar do tamanho, na verdade tem tudo para elevar ainda mais o nome do haras.
No Haras Fronteira estavam estacionados 8 garanhões, de vários diferentes proprietários. Brazov, um nacional filho de Roi Normand, não só estava como é um cavalo muito bonito, ganhador de Grupo I, uma promessa. Capitão Bank é outro filho de Roi Normand, que estava bonito e gordo, é também ganhador de Grupo. Estreou em prova clássica no Hipódromo da Gávea, correu em último e venceu em formidável atropelada. É um cavalo pequeno, muito forte, parece um boxeador (se ele fosse humano seria Mike Tyson). Esse cavalo de porte pequeno pode vir a ser uma agradabilíssima realidade. Forever Buck é diferente de seus companheiros Brazov e Capitão Buck. Fìsicamente mais leve, temperamento menos tranqüilo. É um filho de Spend–a–Buck. Forever Buck foi um ganhador clássico logo no início de sua campanha nas pistas da Gávea, e já se iniciou na reprodução dando bem. Voando Baixo, filho de Ariosto, foi um milheiro de alta categoria, e se não fosse nacional estaria sendo muito prestigiado pelos criadores. É muito bonito, tem aparência espetacular. Merece ser prestigiado. Baby Speedy, também filho de Ariosto, foi outro milheiro de primeira linha, e já tem filhos brilhando em pencas gaúchas, além de ganhadores em hipódromos. É um cavalo de tamanho médio, mais para compacto. Pototó é um tordilho claro, filho do campeão Roi Normand, e ganhador entre outras provas do Derby carioca. Ótimo aspecto, futuro promissor (naturalmente se lhe derem oportunidades). First American é um dos mais lindos cavalos na reprodução em nosso país. Além de ótimo aspecto, tem produzido muito bem. Molengão é um alazão grande, uma das maiores promessas da criação brasileira. Iniciou seus trabalhos de pista no Cristal, trabalhos não forçados e espetaculares o levaram ainda inédito para estrear na Gávea, onde correu só uma vez para vencer por ampla vantagem e com enorme supremacia e autoridade. Foi para os Estados Unidos e lá correspondeu plenamente, na esfera clássica. Esse filho de Royal Academy é o mais pretensioso dos novos garanhões, no meu entender.
No Haras Di Cellius estava Mastro Lorenzo, um ganhador de 7 vitórias em 11 apresentações, milheiro por excelência. Físico vigoroso, saudável, filho de Jules em égua norte–americana, criação Araras. Esse cavalo, frequentador nas pistas de provas clássicas, tem recebido bom número de éguas, e seus filhos já estão correspondendo, já são uma boa realidade. Apetrecho é outro garanhão do haras. Filho de New Colony, nas pistas correspondeu às expectativas correndo em provas compatíveis com seu pedigree, isto é, em distâncias maiores. Cavalo bonito, bem feito, ficava à vontade nas provas de distância mínima de 2.400 metros. Tipo físico adequado às suas aptidões.
No Haras Mondesir só estava Nedawi, um alazão alto e curto, em ótimo estado. Assim como os outros garanhões sediados em Bagé/Aceguá, em função das abençoadas pastagens, Nedawi mantem–se em ótimas condições com apenas uma ração diária de 6 litros de aveia. A diferença fica apenas no manejo de cada haras. No Mondesir são duas rações de 3 litros cada, no Santa Ana três rações de 2 litros cada. Esse Nedawi, comprado do grupo liderado pelo Sheikh Mohammed, teve um fulgurante início na reprodução com um fantástico resultado com os produtos da primeira geração.
No Haras Bagé do Sul, o lindo castanho Public Purse estava muito bem, é um ganhador clássico em vários hipódromos de continentes diversos, é um dos melhores garanhões sediados e em atividade no Brasil. Public Purse costuma receber grande número de éguas. Crimson Tide tem correspondido muito bem às expectativas. Pai de ganhadores clássicos no Brasil e nos Estados Unidos, faz parte da elite dos garanhões. Pátio de Naranjos foi arrendado para o Uruguai para dar monta no 2° semestre de 2008. De lá voltou em janeiro de 2009 em precárias condições físicas, magro e muito nervoso, em clima de excitação e estresse. Mas recuperou–se bem, e em julho de 2009 já havia voltado às boas condições anteriores. É um alazão chileno de boas possibilidades, foi bom corredor clássico.
No Haras Santa Maria de Araras estava o extraordinário Wild Event, com estrutura física espetacular, forte, equilibrado, com uma produção acima das melhores expectativas. Esse Wild Event ia fazer a monta do 2° semestre de 2009 na seção Argentina do Araras. Esse maravilhoso garanhão deveria ser substituído por Put–It–Back, em regime de “shuttle”. Signal Tap melhorou muito fìsicamente de janeiro a julho de 2009, melhorou em todos os sentidos, ao mesmo tempo em que seus filhos atingiram a esfera clássica. Esse Signal Tap ultrapassou a expectativa de um mero, mas importante garanhão auxiliar.
No Haras Doce Vale a maior esperança reside em Ay Caramba, um filho de Roi Normand com campanhas clássicas no Brasil e nos Estados Unidos. Cavalo de porte médio, sem exageros, bem equilibrado, e como todos os outros garanhões sediados lá (assim como os do Santa Ana do Rio Grande) fica solto dia e noite, recebendo as rações de grãos no próprio piquete. A linha feminina de Ay Caramba é uma das melhores e mais importantes do Brasil. Os filhos dele ainda estão por estrear. Como o Doce Vale tem número limitado de éguas e ainda é comprador de coberturas, e ainda a natural preferência por Ay Caramba, Round Hill fica apenas em expectativas embora possa vir a ser bom garanhão, e Metropolitan é figura decorativa, ele infelizmente não tem vez.
No Haras Eternamente Rio estava Novellista, ganhador de Grupo I na Gávea, filho do extraordinário Jules, em filha de Present the Collors na argentina Piruette. A sua primeira estação de monta seria a do 2° semestre de 2009, estando previstas para ele 15 éguas. O haras é grande comprador de coberturas. Bom tipo físico, bom pedigree, resta apenas aguardar.
No Haras Espantoso estava Tiptronic, cavalo muito bonito, forte, saudável, muito bom corredor em provas de distâncias maiores que 2.400 metros, bom fôlego, boa aceleração correndo perto, ganhador por duas vezes do então Grande Prêmio Derby Club. É uma pena que os criadores não prestigiem esse cavalo, pelo tipo físico, pelo pedigree, pela qualidade, pela stamina. Tiptronic é um nome a ser prestigiado, pelos que não são penqueiros, afobados, ansiosos. É para quem gosta de corridas de cavalos. Mestre Incógnito é outro garanhão do Espantoso. Ótimo velocista, mostrou boa qualidade, é filho de Mensageiro Alado, uma grande chance para os penqueiros. Está para ser “descoberto”. Otrebor é o terceiro reprodutor do Espantoso, ganhador de provas comuns na Gávea e clássico no Cristal. É um filho de Ghadeer. Cavalo entre 1.500 e 2.000 metros.
No Haras Castelo de Bagé estava Holzmeister, tipo de velocidade, musculatura bem definida, grande promessa até a milha, podendo mesmo ir um pouco mais longe. O outro reprodutor era Dancer Man, milheiro de muito bom padrão clássico, e produzindo filhos bonitos e corretos. O Haras Castelo de Bagé aguardava a vinda de um cavalo norte–americano, de nome Pioneering, com pedigrreé especialíssimo, tendo por pai Mr. Prospector e sendo irmão materno de Storm Cat.
No Haras Santa Amélia estavam três reprodutores. Neon Lights, pequeno, forte, canelas curtas, tipo de velocidade, filho de Ghadeer em filha de Lode. Correu 20 vezes, ganhou 12 sendo 7 na Gávea, 2 em Cidade Jardim e 3 no Tarumã, sempre até 1.300 metros. Samaron é um filho de Baronius especialista em provas de distâncias maiores, tendo sido vencedor do Clássico Derby Club em 3.500 metros na Gávea. Don Piazzolla, filho de Roi Normand em linha feminina que através de gerações dá ganhadores de provas de Grupo. Linha materna iniciada no Brasil com a importação da França de Cássia (Marcel Boussac). Don Piazzolla venceu 5 provas na Gávea, sendo 2 comuns e 3 clássicas, inclusive o GP Jockey Club Brasileiro, em 2.400 metros, Grupo I.
O Haras Nacional importou em “shuttle” um lindíssimo castanho de 8 anos de idade de nome Good Reward, que iniciou–se na reprodução nos Estados Unidos no 1° semestre de 2007. É ganhador de 5 corridas, sendo 2 de Grupo I. Filho de Storm Cat em égua líder de turma de potrancas com 3 vitórias em Grupo I. Good Reward é um castanho calçado de um pé, tamanho médio, cernelha alta, muito equilibrado e harmonioso dá uma ótima impressão.
Observações:
Em meados de julho de 2009, dos cavalos contratados em “shuttle”, só Point Given já havia chegado. Estavam ainda por vir Elusive Quality para o Stud TNT que ainda tinha Our Emblem, Vettori e Muito Melhor, Put It Back e Northern Afleet para o Araras (que já tinha Signal Tap), Pioneering (Castelo de Bagé para Haras das Estrelas), e ainda Artax (que viria para Júlio de Castilhos).
Bagé/Aceguá é um espetáculo !
Janeiro de 2010
Todos os garanhões que vieram em “shuttle” foram embora em dezembro de 2009. Dos definitivos só ficou por ser visto Pioneering.
Éguas em Bagé/Aceguá
O veterinário Dr. Walter Flores, do Haras Santa Ana do Rio Grande, gentilmente informou–se junto aos Haras de Bagé/Aceguá do contingente, do plantel das éguas que produzem anualmente boa parte dos potros e potrancas. A seguir, os nomes dos haras onde estão alojados os garanhões e as éguas dos próprios haras, os principais clientes, e o número de éguas cobertas.
– Haras Castelo de Bagé– Haras das Estrelas – 110
– Haras Bagé do Sul– Haras São Francisco da Serra, Coudelaria Jéssica– 144
– Haras Espantoso– Haras Tapete Verde, Haras J.G. – 30
– Haras Santa Maria de Araras– privado– 200
– Haras Eternamente Rio– privado– 47
– Haras Doce Vale– privado– 16 (são 24 éguas, mas anualmente são cobertas somente 16)
– Haras Santa Ana do Rio Grande– Haras Regina– 32
– Haras Mondesir– Stud Rio Dois Irmãos– 80
– Haras Anderson– privado– 117
– Haras Nacional– privado– 62
– Stud TNT– privado– 109
– Haras Lorolú– Aloísio M. Ribeiro– 30
– Haras Old Friends– Stud Farda Vencedora– 85
– Haras Fronteira– Stud Capitão, Stud Correas, Haras São José do Bom Retiro– 120
– Haras Di Cellius e Simpatia– Stud Maggiore, Oscar Colombo– 80
– Haras Santa Amélia– Haras São Fernando, Haras Mistral, Haras Gramado de Lorena– 60
– Haras Bagé Horse– privado– 22
Por esse levantamento, vê–se que são cerca de 1.350 éguas. O índice de prenhês na região alcança 90%, em função de uma tecnologia avançada, da permanente cuida das éguas naturalmente da eliminação daquelas que não correspondem e a conseqüente substituição. Apenas como mero exemplo da procura por alto padrão, o Haras das Estrelas tem o seu plantel de reprodutoras constituído por éguas que tenham ganho clássico no eixo Rio–São Paulo ou que tenham produzido filhos com os mesmos resultados. As importações seguem um critério altamente seletivo, de modo que os ótimos resultados não se constituem em surpresas.
Com a natural perda com abortos, nati–mortos, acidentes, absorções, os 90% de prenhês descem para 80% de aproveitamento. Em cálculo a “vôo de pássaro”, como dizia o saudoso Hernani Azevedo Silva, 80% de 1.350 éguas representavam mais de 1.000 potros por ano, isto é, um terço da produção anual nacional. Isso é o que representa a região de Bagé/Aceguá.
A seguir, mais uma vez confiando nas gentis informações do veterinário Dr. Walter Flores, o número de éguas cobertas no 2° semestre de 2009. Esses números são brutos, isto é, são éguas dos próprios Haras, das pensionistas, doações, trocas e das conseqüentes vendas de coberturas, éguas da região e também de outras inclusive de outros Estados.
– Haras Castelo de Bagé– Dancer Man–31, Holzmeister–50, Pioneering–77
– Haras Bagé do Sul– Crimson Tide–67, Pátio de Naranjos–3, Public Purse–91
– Haras Espantoso– Mestre Incógnito–2, Otrebor–0, Tiptronic–3
– Haras Santa Maria de Araras– Northern Afleet–116, Put–it–Back–121, Signal Tap–12
– Haras Eternamente Rio– Novelista–15, Northern Pan (filho de Know Heights)–2
– Haras Doce Vale– Ay Caramba–4, Round Hill–0, Metropolitan–0
– Haras Santa Ana do Rio Grande– Chocolate Chip–3, Mensageiro Alado–87, Top Size–14
– Haras Mondesir– Nedawi–38
– Haras Anderson– American Gipsy–1, Dodge–20, Emirates to Dubai–37, Point Given–99
– Haras Nacional– Good Reward–67
– Stud TNT– Elusive Quality–137, Muito Melhor–2, Our Embem–2, Vettori–76
– Haras Lorolú– Action Man–15
– Haras Old Friends– Che Astaire–0
– Haras Fronteira– Baby Speed–2, Brazov–2, Capitão Bank–1, First American–55, Forever Buck–1, Molengão–37, Pototó–1, Voando Baixo–17
– Haras Di Cellius– Mastro Lorenzo–80, Apetrecho(foi fazer a estação em haras fora da região)
– Haras Santa Amélia– Don Piazzolla–16, Neon Lights–14, Saramon–2, Halcon Kid(filho de Ghadeer)–2
– Haras Bagé Horse– El Ramiro–6.
Observações Finais:
– O excelente Public Purse, que em maio de 2009 teve séria obstrução intestinal que só foi resolvido com uma delicada operação, e um natural grande reflexo em seu condicionamento físico, já em agosto mostrava uma rápida recuperação permitindo–lhe receber quase 100 éguas. Um ótimo índice de fertilidade e um ótimo estado geral mostrados em Janeiro de 2010, confirmavam que o problema estava superado.
– O garanhão norte–americano Pioneering, importado por um grupo de criadores e estacionado no Haras Castelo de Bagé, apresenta um formidável pedigree. Tem por pai Mr. Prospector e por mãe a mesma que de Storm Cat. A 2ª mãe é a mãe de Royal Academy. Pioneering nasceu em 2003, está em 2010 com 17 anos, tem altura de cernelha de 1.67, um alazão comprido com boa paleta e bom posterior. Em função do seu espetacular pedigree ficou devendo pelo menos um pouco, e veio tentar reeditar o sucesso de Spend–A–Buck.
– Pátio de Naranjos está bonito, completamente recuperado do 2° semestre de 2008, que esteve em arrendamento no Uruguai. Voltou magro, nervoso, mas tudo passou. Está muito bem.
– Apenas para confirmar o excelente índice de prenhês nos Haras Bagé/Aceguá, um exemplo aleatório pode ser o do Haras Castelo de Bagé. Dancer Man recebeu 31 éguas e emprenhou 29, Holzmeister 50 deixando prenhas 48, e Pioneering 77 com 71 cheias. No geral, 158 éguas cobertas das quais 148 cheias, média de 93,6%. Essas médias, que são normais na região, são ainda mais importantes por se tratarem em número significativo de éguas e de garanhões distintos. Só como curiosidade, sem quaisquer relações com as coberturas em 2009, nasceram no Haras Castelo de Bagé 73 produtos.
– A intensa troca, compra e venda de coberturas na região resulta em casos curiosos. O Haras Doce Vale, por exemplo, tem 24 reprodutoras, costuma cobrir apenas 16 a cada ano, em 2009 deu 4 para Ay Caramba, 0 para Round Hill e 0 para Metropolitan. As outras foram para Elusive Quality, Northern Afleet e Put–it–Back. Eu imagino que em 2009, tenham sido cobertas mais de 16 éguas.
– Todas essas informações foram recebidas pessoalmente e/ou pelo amável intermédio do Dr. Walter Flores, do Haras Santa Ana do Rio Grande.
– Bagé/Aceguá é um espetáculo !