Nome da última prova do calendário clássico realizada em 2009, Daião foi um animal fenômeno para o turfe carioca. Durante uma breve entrevista com o jóquei oficial do cavalo, Edson Ferreira, o Raia Leve entrou em um universo antigo do Jockey Club Brasileiro, mais precisamente, na época do Grande Prêmio Brasil de 1977.
Nesta viagem no tempo, o bridão, à época montando no regime de freio, lembrou como começou sua relação com Daião.
A primeira montaria surgiu graças a um imprevisto.
“Montei Daião pela primeira vez, na terceira carreira dele. Na época, ele seria conduzido por Esteves, meu amigo, que não pôde montar no dia. Para minha sorte, daí para frente, virei o jóquei oficial dele. E o melhor, segundo o proprietário, Sr. Amilcar de Freitas, este foi o momento de sorte de Daião também.”, contou.
Para E.Ferreira, Daião era motivo de orgulho para o turfe. Isto porque a sua criação era diferente das normalmente vistas no Hipódromo da Gávea. Sua mais expressiva vitória foi em um GP Brasil de 1977.
“Daião era um cavalo excelente, nascido e criado em Teresópolis. Filho de um macho fenômeno, Sabinus, também nascido e criado no estado do Rio pela família Cápua. Daião foi o único animal originalmente fluminense vencedor de um GP Brasil de toda a história.”, lembrou o profissional, que destacou que montar um animal de tanta categoria trouxe a ele a honra de se tornar um jóquei nacionalmente conhecido pelo seu trabalho.
De hábito preguiçoso, ao acordar todos os dias depois das oito horas da manhã, mas bastante ligeiro nas raias, Daião teve uma campanha impressionante. Venceu cinco provas, sendo duas do calendário clássico (GP Brasil 1977 e GP Dezesseis de Julho de 1977), em um total de 12 apresentações.
A partir das explicações é possível entender porque Daião hoje, dá nome a uma Prova Especial.
Nada é por acaso.
por Danyelle Rodrigues