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Dezembro | 2009
Esclarecimentos e divagações sobre as origens, por Milton Lodi 03/12/2009 - 11h02min
Sempre que se fala sobre as origens da raça Puro–Sangue Inglês, ou Puro–Sangue de Corridas, as referências são sobre os três mais importantes garanhões árabes importados para Inglaterra. Assim, sobre Byerley Turk importado em 1689, Darley Arabian em 1704 e Godolphin Barb (ou Godolphin Arabian) em 1729, que foram oficialmente reconhecidos como as bases da raça, recai o entendimento como princípio, apesar de que antes deles outros garanhões orientais já haviam chegado, e estavam com sucesso melhorando aquilo que veio a ser o berço.
Com esse enfoque, ficaria subtendido que a raça basicamente se fez de excepcionais machos orientais, que teriam coberto as éguas inglesas nativas (“matungas”), em terras de qualidade especial e com clima adequado. Isso é verdade, mas meia verdade.
A Inglaterra é uma grande ilha, e foi percorrendo os mares que ela foi conquistando novos domínios, chegando a ter maior áreas de terras descontínuas do mundo. Basicamente essas conquistas eram conseqüências de seu adiantamento cultural à época, sua força, e naturalmente às embarcações de que era possuidora, e que permitiam que os ingleses chegassem a regiões onde viviam outros povos, com religiões, costumes e problemas, desconhecidos pelos europeus, no processo de colonização, nem sempre pacífico, os ingleses encontraram tribos que criavam seus cavalos não só para o meio de locomoção como também para guerra. Uma das práticas à época era serem levados cavalos de má qualidade nos ataques e que eram soltos junto com as éguas do inimigo, visando o nascimento de produtos inferiores, facilitando assim a supremacia daqueles que possuíam os cavalos mais velozes e resistentes. Nesses ataques, riquezas eram roubadas (saqueadas, confiscadas), inclusive as mulheres atraentes e os cavalos melhores. E foi assim que os ingleses, predominando, compravam, ganhavam ou tomavam aqueles que seriam à época os melhores cavalos do mundo, que vieram a construir o alicerce da sua extraordinária indústria de cavalo de corrida. Isso, no que diz respeito aos machos.
Por outro lado, desde antes os ingleses haviam compreendido da necessidade de melhorar o padrão de seus cavalos, elemento importante para vida na paz e na guerra, e haviam importado para a Inglaterra garanhões alemães e espanhóis, afim de cobrirem suas “matungas”. Assim, quando os garanhões orientais chegaram, já as éguas nativas eram resultado de um processo de melhoria, produtos de pais importados. Sabiamente, os ingleses deixaram passar cerca de um século, e então publicaram o primeiro livro de registros da nova raça, o “The General Stud Book”, sem a presença dos “de fora” pelo decorrer do tempo, determinando como base animais ingleses, as raízes oficiais de todos aqueles da raça “inglesa”, do Puro–Sangue Inglês.
As características dessa nova raça, naturalmente, são resultado também do meio onde se desenvolveu esse processo, e em ambientes semelhantes surgiram através dos anos outros pólos propícios a seletividade, à melhoria, à criação do Puro–Sangue Inglês: podem ser citados entre outros a Irlanda, a região da Normandia (França), à área de Kentucky (nos Estados Unidos), e o “pampa” argentino (do qual é extensão o sul do Rio Grande do Sul). As qualidades da terra, da água e do clima, o meio–ambiente adequado e ligado às características da raça, permite naturalmente um processo de seleção e melhoria mais conforme.
Todos os países que integram à atividade de criar o Puro–Sangue Inglês naturalmente procuraram importar os melhores cavalos possíveis, dentro de suas realidades. Os norte–americanos, por exemplo, com a sempre presente fixação no dinheiro, fizeram hipódromos com pistas de voltas fechadas menores, direcionaram suas programações de corridas para páreos de velocidade e em pista de areia, em menor preocupação comercial. Os franceses, mais próximos dos ingleses, mantiveram a idéia de raias amplas e longas, em piso de grama. E assim, cada país foi se direcionando dentro do que entendia melhor para as suas condições, e procurando cavalos com características de corrida adequadas aos seus interesses.
Dentre os muitos e complexos aspectos da criação do Puro–Sangue Inglês estão entre outros, em termos de procura de melhoria, de seletividade, a utilização dos animais de melhor qualidade (cavalos igual a performances nas pistas mais pedigree, mostrando vigor e classe, éguas igual a pedigree e se possível performances, nas pistas com vigor e classe), cuidados e alimentação adequados, e também o ambiente da criação. Apenas para exemplificar quanto à influência do meio–ambiente na criação, pode–se se citar o caso do cavalo I Say, que foi importado pelo grande criador e turfista Hernani Azevedo Silva. Ele tinha uma cabeça “pesada” e transmitiu esse detalhe à grande maioria de seus filhos que foram gerados e criados quando o Haras São Luiz estava em Salto (SP). Com a transferência do haras para Vacaria (RS), em condições ambientais completamente diferentes, os filhos de I Say perderam basicamente a característica de “cabeçudos” com cabeças mais proporcionais. De quando em quando surgem descendentes de I Say com cabeças mais “pesadas”, é normal, mais houve uma flagrante e indiscutível alteração na constituição física dos animais, de um modo geral de tamanhos grandes, de melhores “constituições” (não tão “brutas”), e bons corredores.
Não poderia ser diferente nos animais, o fato da influência do meio–ambiente. Na raça humana, especialmente no Brasil, que é um país de dimensão continental, pela grande extensão territorial há muitos e diferentes ambientes (e micro–ambientes). O caso mais flagrante é o da cabeça do nordestino em relação à do sulista, no geral mais redonda. Se uma família de sulista se mudar para o nordeste brasileiro, não há a menor dúvida de que seus descendentes, depois de uma, duas ou três gerações no máximo, nasceram com a cabeça característica dos nordestinos; e vice versa. É a influência do meio–ambiente.
Há sempre que ser lembrado que o meio–ambiente é importante, a cuida e alimentação também, mais acima de tudo há que ser considerada a qualidade (classe) dos cavalos utilizados no desejado processo de melhoria da raça (seletividade), e tendo sempre em mente as características bases da dita raça Puro–Sangue Inglês, ou Puro–Sangue de Corridas.
Transcrito da Revista Turf Brasil |

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