























Valparaiso - Stud Blue Mountain
|

Like It Hot - Stud Verde
|

Núcleo Terrestre - Stud H & R
|

Oviedo - Stud H & R
|

Night Street - Stud Dona Cecília
|

Tenuta Poggione - Haras do Morro
|

Off the Curve - Stud H & R
|

Sonho Bom - Stud H & R
|

Online - Stud Verde
|

Olympic Maurren - Stud H & R
|

Oteque - Stud H & R
|

Kempes Love - Stud Verde
|

The Lord - Stud H & R
|

Submarino - Haras Figueira do Lago
|

Ronigol - Stud Verde
|

Sargent Pepper - Stud H & R
|

Spartan Lius - Coudelaria Atafona
|

No More Trick - Stud H & R
|

Spartan Lius - Coudelaria Atafona
|

Dreamer Winner - Haras Iposeiras
|

Ronigol - Stud Verde
|

Maryland - Stud Verde
|

Jeep do Jaguarete - Coudelaria Jéssica
|

Meu Amor Maior - Stud 13 de Recife
|

Le Gonfalon - Stud Verde
|

Minuxa - Haras Depiguá
|

Olympic Orkut - Stud H & R
|

Só Te Peço Amor - Stud Verde
|

Ronigol - Stud Verde
|

Papa-Léguas - Stud H & R
|
|
|







Novembro | 2009
Veterinária, por Milton Lodi 05/11/2009 - 10h05min
Na 1ª Grande Guerra Mundial, de 1914 a 1918, os combates eram corpo–a–corpo, o meio de transporte dos soldados era com os cavalos, que também puxavam canhões, carroções e material de guerra. Cabia aos veterinários receberem animais exaustos, rasgados, machucados, mancos, e recuperá–los com a possível brevidade para que eles voltassem para novas batalhas. Com o término da guerra, com a Europa devastada, destroçada, faminta, espoliada, os profissionais mais competentes em todas as áreas foram sendo contratados e levados pelo mundo afora, e para o Brasil vieram duas sumidades em veterinária, o Dr. Stronard, que radicou–se em São Paulo, e o Dr. Dupont no Rio de Janeiro. Ninguém no mundo, à época, poderia ter mais conhecimentos e experiência, e eles foram extraordinários para a veterinária brasileira, para o turfe brasileiro.
Posteriormente o Rio Grande do Sul foi abençoado com a vinda do alemão Professor Merckt, o veterinário–chefe do Stud Book de seu país, e que periodicamente fiscalizava pessoalmente todos os haras da Alemanha, determinando castrações e ditando normas rígidas quanto ao aproveitamento ou não de animais na reprodução, em função de eventuais defeitos e/ou taras, e que por muitos anos passou temporadas em Porto Alegre dando aulas e cursos transmitindo seus conhecimentos e experiências. O seu melhor aluno brasileiro foi com ele para a Alemanha, e que quando de lá voltou deu início a uma nova era na criação gaúcha. Esse melhor aluno do Professor Merckt, Carlos Antonio (Tonho) Mondino da Silva, além de criador em Uruguaiana (Haras Cruz de Pedra), presta assessoria técnica a vários haras, inclusive paulistas, é professor titular doutor em clínica e reprodução da Universidade Veterinária de Santa Maria, uma das melhores do Brasil, cidade onde reside. Outro aluno dos cursos do Professor Hans Merckt é Homero Assis Brasil, que veio de Porto Alegre para o JCB para ser assistente do Dr. Dupont, e desde 1971 exerce a sua competência no turfe carioca.
O Professor Hans Merckt era titular da cadeira de reprodução animal da Escola Superior de Medicina Veterinária de Hannover. Ele teve um filho brasileiro, de nome Jan Carlos Merckt, que veio a se formar na Universidade Federal de Santa Maria e que tem hoje uma grande clínica de eqüinos na Alemanha.
No Paraná, foi à escola francesa de veterinária que prosperou, através do Professor Heliodoro Duboc, no amparo de quem viveu o turfe e a criação paranaense por muitos anos. Além de excelente veterinário, o Dr. Duboc deixou alguns alunos de alta expressão, como por exemplo, e dentre outros Celso Bertolini e Alceu José Athayde, que se radicaram em São Paulo com grande sucesso.
O Dr. Stronard encontrou em São Paulo campo magnífico para o seu saber. O turfe paulista estava à época começando a alavancar o seu progresso, muitos haras começaram a ser implantados, e a demanda por veterinários especializados em eqüinos era crescente. Carlos Eduardo Salles Gomes foi um dos mais competentes, e professor de muitos, como por exemplo, de Fernando Pereira Lima. No Posto de Monta do JCSP pontificava Ulrich Ralph Reiner, outro aluno de Salles Gomes, o veterinário categorizado do turfe paulista, no setor da criação e da reprodução. Outro foi José Luiz Pinto Moreira, um dos notáveis. Começando em São Paulo e depois vindo para o Rio de Janeiro, com experiência em criação e corridas, Ricardo Peixoto Summa mostrou–se extraordinário.
No Rio de Janeiro, o Professor Dupont viveu muitos anos e era incansável. Atendia a todos e a qualquer hora, vivia acompanhado por estudantes e já formados, era por todos venerado pelo seu saber e pela sua experiência. Ele era na verdade um benemérito da veterinária. Um dos seus melhores alunos, e assistente, foi o carioca José Roberto Taranto.
Curiosamente, após a época do Dr. Dupont, os veterinários que militavam no turfe carioca não freqüentavam os congressos promovidos pela Associação Brasileira dos Criadores, com eventos em São Paulo e no Posto de Monta de Campinas. Veterinários paranaenses e gaúchos se juntavam aos paulistas, assistiam conferências, debates, apresentações de alto padrão técnico como, por exemplo, a do gaúcho Walter Nunes Flores, que deu uma qualificada aula sobre os fundamentos da criação de um modo geral e da gaúcha em particular. Antes de sua palestra, ele era um dos poucos que conheciam determinados aspectos, depois da conferência toda a platéia passou a também saber. Mas os veterinários do Rio de Janeiro, em sua maioria, não iam a São Paulo, então o centro de excelência da veterinária brasileira. Enquanto a Associação Brasileira e a Sociedade paulista promoviam eventos e integração, as associações do Rio Grande do Sul e do Paraná também participavam dos eventos nacionais e procuravam fazer as suas próprias divulgações através boletins mensais, artigos especializados, esforços assim, a Associação do Rio de Janeiro manteve–se à parte. A paixão dos cariocas pelo turfe levou à implantação de mais de 40 haras na Serra do Mar. Alguns haras até importantes nasceram na região serrana, e eles eram assistidos por gente desatualizada, que não participava do progresso por desprestigiar os congressos, as palestras, os cursos que eram realizados fora do Rio de Janeiro. Esse desamparo e aparente entendimento de auto–suficiência resultaram, com a inadequação das terras fluminenses, a que se tenha hoje no máximo 20% daqueles haras, uns poucos como o Santa Maria de Araras, Santa Rita da Serra e Doce Vale indo para o Paraná e o Rio Grande do Sul, e todos os outros dos 80% fechando em definitivo as suas porteiras. A força do turfe carioca hoje reside nos potros gaúchos e paranaenses que em boa parte são criados por criadores domiciliados no Rio de Janeiro.
Na época de ouro do turfe paulista, então com uma criação dominante e as melhores corridas do país, naturalmente o setor veterinário paulista acompanhou o sucesso, fazendo uma veterinária de excelência, e nomes importantes como o de João Heckmaier, há muitos anos como veterinário–chefe do JCSP. José Mora Campos é outro nome importante, um chileno de nascimento, mas na verdade um “homem do mundo”, sempre muito à frente do seu tempo. Brilhou intensamente na América do Sul e na Europa.
Assim como o Posto de Monta do JCSP, em Campinas, e o seu Hospital Veterinário, em Cidade Jardim, foram em grande parte responsáveis pelo incremento e desenvolvimento do setor veterinário paulista, no Rio de Janeiro o Hospital Octavio Dupont e a punjança do turfe carioca permitiram novos profissionais competentes. Os cerca de 15 centros de treinamento em funcionamento, com mais de 1.500 cavalos alojados, demandaram veterinários especializados em corridas.
Hoje em dia, o Posto de Monta, em Campinas, foi desativado e vendido, o Hospital de Cidade Jardim não é mais um centro de excelência, o Posto de Monta de Teresópolis é figura meramente decorativa, o Hospital Octavio Dupont passou a ser dirigido por mãos não adequadas, perdeu boa parte de sua importância reguladora do mercado.
Já diziam os antigos que em casa em que falta o pão, todos reclamam e todos têm razão. Já de algum tempo, é esse o momento do turfe brasileiro, com os movimentos de apostas estagnados em principal parte pelos abusos das agências vendedoras de apostas, sugando a receita dos clubes. Como as agências representavam cerca de 70% da arrecadação das apostas, pode–se ter uma idéia da evasão financeira. Outro abuso é a despropositada retirada nas apostas.
Mas isso seria assunto para outro artigo. No presente, no que diz respeito ao aspecto veterinário, naturalmente as Faculdades “despejam” na praça boa quantidade de formandos, e os que vêm para o turfe são entusiasmados e querem aprender, e cabe à geração anterior de veterinários militantes, aqueles que estão entre 30 e 50 anos de idade, abrir caminho para os novos.
Para os interessados e competentes, há sempre lugar. Com o fechamento do Posto de Monta de Campinas e a inoperância do de Teresópolis, poderia haver lugar para um crescimento do Rio Grande do Sul e do Paraná, mas a geral pobreza financeira do turfe brasileiro, com os clubes muitas vezes não tendo dinheiro para pagar os prêmios, ou pagando em quantidade insuficiente para o simples pagamento dos tratos, na verdade a realidade não é risonha.
No setor veterinário, temos que agradecer aos poucos e ótimos veterinários espalhados pelo Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul, e cuidar para que as ilusões e entusiasmos dos anos novos mantenham–se acesos.
Alguns nomes da maior importância passaram pelo turfe brasileiro. Paulo Dacorso Filho, médico veterinário, reitor da Universidade Rural, e que por muitos anos atuou junto ao Dr. Dupont como anato–patologista do Hospital Octavio Dupont, e que foi um dos responsáveis pelo diagnóstico da anemia infecciosa no Brasil. Outro nome importante foi o do chileno Arturo Andvanter que por muitos anos brilhou na criação e nas corridas paulistas. Dois nomes também muito importantes no turfe paulista são já de algum tempo, Bernardo Manzoni Espinhal na clínica e na cirurgia, e Antonio Carlos Bolino, na clínica, na cirurgia e na anestesia, além de ser professor em universidades de veterinária. No turfe carioca, Flávio Geo e Flávio Carneiro são já de algum tempo os veterinários que dão assistência aos maiores studs e são os responsáveis por grande parte dos animais em treinamento.
A cada ano novos veterinários se formam, e aqueles que procuram cuidar de cavalos naturalmente encontram um vasto e difícil campo na área do PSI.
Espalhados pelos haras, pelos clubes promotores de corridas e pelas Universidades, e nome importantíssimo na atualidade e desde alguns anos é o do Professor Flavio de La Corte, catedrático de cirurgia da Universidade Federal de Santa Maria (RS), é cirurgião de padrão internacional, com dez anos de experiência nos Estados Unidos, e que de algum tempo é professor em Santa Maria de alunos norte–americanos que vêm ao Brasil para aprender com ele, na teoria e na prática, as mais sofisticadas técnicas. Nome importante também é o de Renato Mario Pires de Oliveira Dias, que levou de São Paulo para Bagé todo o seu saber, quando do princípio da implantação dos haras “cariocas” em Bagé.
Há uma elite de veterinários de alto nível no turfe brasileiro. |

|
|




 13.370 |
 12.844 |













 Coudelaria Atafona
 Coudelaria FBL
 Coudelaria Intimate Friends
 Coudelaria Jessica
 Coudelaria Pelotense
 Haras Clark Leite
 Haras Iposeiras
 Haras Depigua
 Haras Figueira do Lago
 Haras do Morro
 Haras Old Friends
 Haras Planície (In memoriam)
 Haras Vale do Stucky (In memoriam)
 Jorge Olympio Teixeira dos Santos
 Ronaldo Cramer Moraes Veiga (In memoriam)
 Stud Brocoió
 Stud Cajuli
 Stud Capitão (In memoriam)
 Stud Cariri do Recife
 Stud Cezzane (In memoriam)
 Stud Elle Et Moi (In memoriam)
 Stud Embalagem
 Stud Everest (In memoriam)
 Stud Gold Black
 Stud H & R
 Stud Hulk
 Stud Ilse
 Stud La Nave Va
 Stud Palura
 Stud Quando Será?
 Stud Recanto do Derby
 Stud Rotterdam
 Stud Spumao
 Stud Terceira Margem
 Stud Turfe
 Stud Verde
 Stud Wall Street
 Oscar Colombo (In memoriam)
 Stud Novo Muriqui (In memoriam)
 Haras The Best (In memoriam)
|