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Outubro | 2009

Vestígios do Arco e o Turfe Europeu de 2009, por Sergio Barcellos
09/10/2009 - 19h22min

No dia 4 de outubro, foi corrida mais uma edição do Prix de l’Arc du Triomphe nos 2.400 metros da famosa “pista grande” de Longchamp, com bolsa total de 4 milhões de Euros (aproximadamente US$ 6,500,000), sendo 2.285.600 para o primeiro colocado (cerca de US$ 3,427,000).

Cada vez mais, o Arc du Triomphe vai se impondo como uma espécie de campeonato mundial do puro–sangue inglês, não só pelo crescente interesse que desperta em toda a comunidade turfista internacional, como também pela soberba qualidade de sua programação. Para quem gosta de cavalo de corrida, o primeiro domingo de outubro é a data certa para marcar um encontro com os melhores do planeta no histórico bosque dourado das cercanias de Paris.

Este ano, cerca de 52 mil pessoas de várias nacionalidades fizeram isso e apostaram 2.300.000 Euros (cerca de US$ 3,450,000) nos guichês do hipódromo, que  somados ao total jogado fora dele nas inúmeras agências do PMU– Pari Mutuel Urban, e principalmente via INTERNET,  elevaram a 33.100.000 Euros (US$ 49,500,000) o movimento geral de apostas nos nove páreos da reunião. Deve ser mencionado, que a nova coqueluche na França são as apostas em corridas de cavalo, através da INTERNET. 

Para quem estiver interessado, o volume médio anual de apostas na França representou 8,8 bilhões de Euros, em 2007 (distribuídos por um contingente de 6,5 milhões de apostadores). A indústria do cavalo, por sua vez, gera diretamente 70.000 empregos (a metade dos quais ligados às corridas). Se contarmos o conjunto das várias atividades anexas, este número dobra.

De cada 100 euros jogados, 73 retornam aos apostadores, 13 euros são destinados ao estado francês sob a forma de impostos, e 14 euros ficam com as sociedades promotoras de corridas de cavalo para financiar proprietários, criadores, treinadores, jóqueis, bem assim a gerência dos hipódromos. Não há “maquininhas” nos hipódromos franceses...

Mas o Prix de l’Arc não é somente dinheiro. É também coração, representado pelo vigor das emoções desse esporte, a doce lembrança de cavalos imortais, e o frescor das profundas primaveras da vida.

Talvez este espírito esteja bem representado na resposta que o proprietário de Sea The Stars, o jovem banqueiro chinês de 27 anos, deu quando lhe perguntaram se, afinal, cederia à tentação de vender seu craque, diante das propostas arqui–milionárias que tem recebido: “Sea The Stars não é mais um cavalo de corrida, ele é hoje um membro da nossa família. E não se vende um membro da família.”

Bom saber que, para alguns, o prazer das coisas únicas ainda não tem preço.

A programação da semana do Arco

Também, de forma cada vez mais nítida, a tendência da programação das corridas no fim de semana das grandes provas européias segue o conceito de “Festival.”

No domingo, dia 4, na França, nada menos que 6 (seis) provas de Grupo I foram corridas em Longchamp ( o Prix de L’Abbaye de Longchamp, destinado aos especialistas da velocidade pura, de 2 anos e mais idade; o Prix Marcel Boussac, Criterium de Potrancas de 2 anos; o Prix Jean–Luc Lagardére, Grande Criterium de Potros de 2 anos; o Prix de L’Opera, para éguas de 3 anos e mais idade; o Prix de l’Arc du Triomphe, para produtos de 3 anos e mais idade; e o Prix de Cadram, para produtos de 4 anos e mais idade).

As 3 provas restantes, de um programa de 9 páreos, dividiram–se em dois Handicaps completamente abertos para produtos de 3 anos que tivessem corrido pelo menos 3 vezes este ano (acertar um páreo desses, só exorcizando...); e a Copa Mundial do Cavalo Árabe, em 2.000 metros, destinada a cavalos árabes puros, e patrocinada pelo Emirado do Quatar, com 450.000 Euros (US$ 675,000) de bolsa.

Pela primeira vez, como forma de prender a atenção do público até o final da reunião, o Prix de Cadran, em 4.000 metros (que viu a despedida das pistas do extraordinário Yeats, quádruplo vencedor da Ascot Gold Cup), foi programado para ser a penúltima prova do dia.

No sábado, dia 3, mais 3 provas de Grupo, inclusive de Grupo I, foram disputadas em Longchamp. A notar que, ao contrário de nós, a maioria dessas provas é aberta também aos animais de 2 anos.

Ademais, nenhum dos eventos deixou de ser corrido rigorosamente no horário (podia se acertar o relógio pela abertura dos boxes de partida). E nenhuma solenidade de premiação – por sinal, todas sempre muito rápidas, sem os  discursos protocolares de praxe – prejudicou o ritmo da reunião.

Na Europa, como de resto no mundo, os turfes desenvolvidos acreditam cada vez mais que os heróis certos dessas ocasiões são sempre os cavalos de corrida. O público está lá por causa deles, e mais ninguém. Uma pequena amostra disso é a multidão que invariavelmente se reúne em torno do paddock em busca de espaço para ver de perto o desfile e o estado mental dos animais antes da disputa. Para os europeus, estar no paddock antes do páreo é o primeiro passo da velha regra de quem pretende acertar nas corridas.

E a TV, por sinal, é instruída a mostrar o paddock para quem está em casa, ou nas agências do PMU.

Os cavalos

As manchetes dos principais jornais na segunda–feira depois do Arco, resumiam tudo: “Sea The Stars não é desse mundo.”

Embora se saiba que ele detesta as pistas pesadas (quando chove demais, fica na cocheira), ninguém pode negar que se trata de um dos melhores ganhadores do Derby de Epsom e do Prix de l’Arc dos últimos anos. Antes dele, poucos, muito poucos, de que são exemplos Mill Reef e Sea Bird, conseguiram isso. O último capaz de tal façanha foi Sinndar, há 19 anos atrás. Sea The Stars é, em tudo e por tudo, um craque. Acompanha o ritmo da prova, coloca–se muito bem na entrada da reta e, mesmo correndo o risco de não encontrar passagem, sua mudança de marcha é de tal forma intensa, que basta a abertura de um pequeno espaço para ele evoluir por ali. E quando toma a ponta, adeus...

Ficou no ar a pergunta: quem é melhor, ele ou a legendária Zarkava, ganhadora do Arco em 2008? Alguns franceses acham que sua campeã tinha uma mudança de marcha ainda mais letal, vindo de mais longe, e com a vantagem de correr em qualquer pista. De qualquer forma, não negaram ao belíssimo potro irlandês a ovação que Longchamp sempre reserva aos animais que “não são deste mundo.” A observar em Sea The Stars, a calma proverbial, antes e depois da corrida. O mundo pode cair em torno, que ele não se abala.

A grande identidade entre os dois é que, ambos, são filhos de pais que se notabilizaram, quando em campanha, pela velocidade. Cape Cross, pai de Sea The Stars, é um digno descendente de Danzig (via Green Desert). Zarkava é filha de Zamindar, ganhador de provas em 1.200 metros, um descendente de Mr Prospector (via Gone West). O fato de ambos terem a milha e meia clássica tem muito a ver com suas impecáveis origens maternas. A mãe de Sea The Stars é a notável Urban Sea, ganhadora do mesmo Arco em 1993 (antes dela, só Detroit tinha feito igual, ao ganhar a prova em 1980, e produzir Carnegie, vencedor em 1994). Zarkava é neta materna de Kahyasi, ganhador do Derby de Epsom, e fonte inesgotável de cavalos de meia distância e distância.

Resta mencionar que, pela terceira vez consecutiva, o aparentemente indestrutível Youzmain, outro excelente filho de Sinndar, entra em segundo no placar do Prix de l’Arc. Perdeu para Dylan Thomas em 2007, para Zarkava em 2008, e agora para Sea The Stars. Seu proprietário informa que ele  voltará a tentar em 2010. Para alguns, a quarta chance é sempre a melhor...

A criação Aga Khan e a semana do Arco

Mas a vitória de Sea The Stars não foi a única coisa boa do domingo, 4 de outubro. Tão espetacular quanto, foram as 7 vitórias de Grupo alcançadas pela criação Aga Khan (entre as quais 5 de Grupo I!) entre sábado, 3, e domingo, 4. Ganhou tudo o que correu, à exceção do Prix de l’Arc. Este não é um fato que pode ser reputado como comum na história da criação do puro–sangue inglês em qualquer tempo.

De todos os triunfos, o mais significativo foi ver uma potranca tordilha de 2 anos, treinada por Alain de Royer–Dupré, 420 quilos, ainda totalmente inexperiente, totalmente “bebê”, apresentada apenas pela segunda vez, largar mal, e, ainda assim, literalmente brincar com suas adversárias – reputadas as melhores juvenis da Europa – nos 1.600 metros do Prix Marcel Boussac, Criterium de Potrancas, disputado na difícil e seletiva “pista média” de Longchamp. Seu nome? Rosanara. Filha de quem? De um certo Sinndar (esse mesmo que está aí, temporariamente entre nós, em São Paulo, para cobrir na temporada sul–americana).

Embora raríssimo, o feito dos animais Aga Khan – hoje, sem dúvida, o maior criador do mundo – está ancorado em realidades concretas. No final da década de 1970, Son Altesse comprou todos os animais da criação Dupré e Boussac. Alguns, à época, pretenderam que ele estava adquirindo o passado e não o futuro, esquecendo–se de que, nesta atividade, o presente vive do passado, e está ancorado nele...

Há 4 anos atrás, com a morte de Jean–Luc Lagardére, novamente repetiu–se o fenômeno: o Aga Khan adquiriu todo o estoque genético judiciosamente construído ao longo de anos pelo ex–presidente da France Galop.

Os resultados não se fizeram esperar. A partir do fantástico estoque genético de Marcel Boussac, foi possível criar obras–primas como Darshaan, um dos melhores pais (Dalakhani que o diga...) e um dos maiores avós maternos da história recente do turfe mundial, mais o próprio Sinndar. Das linhas maternas Lagardére, descendem Varenar, Syouni, e Rosanara.

Um bom resumo do que é hoje a criação Aga Khan poderia ser escrito da seguinte forma: ela está construída, há mais de um século, em cima dos pressupostos da  confiança e da paciência. Nela, não há nunca espaço para os modismos de ocasião. Tudo é feito e pensado para privilegiar a durabilidade e o avanço. É uma espécie de “inércia positiva”, um trem que avança lentamente, mas sem cessar, utilizando a melhor e mais confiável mão–de–obra que o dinheiro pode comprar.

A equipe que decide os cruzamentos, formada em sua maioria pelos veterinários dos haras, é excelente; os dois principais treinadores são pessoas competentes, calmas e confiáveis (vide Alain de Royer–Dupré, na França, e John Oxx, na Irlanda); ninguém é dado a ataques de estrelismo; todos trocam informações permanentemente, e remam numa só direção; e a postura do conjunto é absoluta e totalmente profissional. Ganhando ou perdendo, eles não mudam. E ninguém é cobrado por não conseguir o impossível.

Junte–se a isso uma tradição de mais de 5 gerações (2 delas ainda na Índia) na criação do cavalo de corridas, e o resultado não poderia ser diferente.

Uma opinião final

Não, não é verdade que o turfe esteja em decadência no hemisfério norte. Quem pensa assim está, no mínimo, mal informado. Ou procura argumentos para justificar nossos problemas de gerência – que são nossos e de mais ninguém.

Nem, tampouco, é verdade que nosso turfe tenha acabado e, junto com ele, o interesse pelo esporte. Os criadores nacionais estão aí, investindo em novas matrizes e novos reprodutores; os cavalos brasileiros continuam a ser exportados, a correr e a vencer no exterior; os leilões são realizados e os potros continuam a ser vendidos;  e conceitos modernos de gestão parecem ser a tônica da atuação da nova diretoria da Associação Brasileira de Criadores e Proprietários de Cavalos de Corrida (ABCPCC).

Se alguma coisa está faltando, é que os homens que hoje dirigem as sociedades promotoras de cavalos de corrida no Brasil resolvam se colocar à altura de suas responsabilidades, e passem a encarar a atividade com o mesmo conhecimento de causa, o mesmo zelo, o mesmo interesse, e o mesmo entusiasmo que a indústria do puro–sangue de corridas do país tem demonstrado.

No dia em que isso acontecer, metade dos nossos problemas estará resolvida.



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