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Setembro | 2009

Comparações impossíveis, por Milton Lodi
17/09/2009 - 13h12min

Um assunto que de vez em quando vem à baila é a tentativa de comparações, entre corredores até de épocas diferentes. Farwell ou Emerson? Escorial ou Much Better? Lohengrin ou Timão? Gualicho ou Mani? Narvik ou Itajara? Garbosa Bruleur ou Emocion? Gaudeamus ou Jocosa? E Adil, Atlas, Mangangá, Tatán, Arturo A, Yatasto, como comparar esses excepcionais corredores, todos com características individuais diferentes?

Comparar as qualidades de corredores de épocas diferentes é ter que admitir conclusões inexatas. O turfe é dinâmico, complexo, difícil, a cada momento as condições se modificam. Diferem–se as distâncias, as raias, o ritmo da corrida, as qualidades dos competidores, a intuição dos jóqueis, o grau de eficiência do treinador em função do específico páreo, enfim é assunto complexo. A própria criação se modificou através dos tempos, a filosofia criacional se alterou.

Nos primórdios da criação brasileira, os cavalos comiam capim nativo, que foram aos poucos sendo substituídos por pastagens artificiais, com calagem, adubação e espécies de gramíneas melhores. As leguminosas foram sendo implantadas, com preferência para a alfafa. Vieram à aveia e o milho, que foram pouco a pouco recebendo atenção de gente especializada que passou a procurar aveia com peso específico maior (em princípio, menos de 50 é ruim, 60 é excelente), e grãos de milho mais encorpados, considerados mais nutritivos. Mais tarde vieram as rações balanceadas, e mais recentemente veio o melaço, um sucesso na nutrição do cavalo de corrida.

As pistas também sofreram alterações. A de grama de San Isidro, por exemplo, era o parâmetro a ser atingido, era um espetáculo. Hoje e já de algum tempo dá pena, com grama apenas em cerca de 50%, desnivelada, esburacada, uma tristeza. A de Cidade Jardim, há mais de 40 anos, dá boa vantagem junto à cerca, quando o piso está pesado então é absurdo. A Gávea, embora tarde mas ainda em tempo, acabou com a tradicional e reconstruiu a raia de grama, que voltou à programação normal e pode ser considerada tecnicamente perfeita, sem buracos, sem desníveis, ótima drenagem, piso firme e mais macio, capim adequado, um primor de pista gramada para as corridas de cavalos. As pistas de areia também sofreram e sofrem alterações de quando em quando, às vezes demais, às vezes de menos, e isso na pista toda ou até apenas em alguns trechos, e quando há vantagens normalmente é mais perto da cerca interna/externa. Hoje, pelo menos na Gávea, já há a correta filosofia da preservação do piso da nova pista de grama, o pisoteio semanal tem que ser controlado, animais de 6 e mais anos, nela não podem entrar, assim como os páreos de claiming. Nesse setor, há uma melhora evidente. Através dos tempos a quantidade de corredores aumentou, antigamente o pisoteio era menor.

Para dificultar ainda mais tentativas e comparações, há um detalhe da maior importância. Antigamente os principais criadores reservavam para a defesa de suas cores os potros que consideravam melhores, mais pretensiosos, e não os vendiam, corriam para os próprios criadores. Assim ocorreu com Farwell, Narvik, Major’s Dilema, Escorial, Lohengrin, Emocion, Emerson, Itajara, Gaudeamus, Quartier Latin, Xaveco, Xadrez, Platina, Falcon Jet, e um enorme número de animais de alta qualidade, que chegaram ao sucesso nas pistas amparados pelos próprios criadores, invendáveis por terem a responsabilidade de elevar o nome de seus haras. Hoje em dia, e já de algum tempo, prevalece o espírito comercial, não há resistência ao canto dos dólares, a idéia é correr até que apareça um comprador. E assim os nossos melhores têm ido embora. Antigamente, multidões iam ao prado torcer pelos seus preferidos, as arquibancadas ficavam cheias de turfistas que lá iam para torcer pelos seus ídolos, pelos seus escolhidos. Hoje em dia, e já de algum tempo, as arquibancadas estão vazias, o grande público não vai, aqueles pelos quais eles iriam torcer já foram embora. Desfalcam o turfe brasileiro dos melhores valores, a criação de linhagens importantes.

Como comparar aqueles que projetaram o nome do turfe brasileiro como Emerson na França, Tapuia no Uruguai e Lohengrin no Peru, como meros exemplos? Mas na prática, Brasil, Argentina e Chile dentre outros, são habituais vendedores ou exportadores para os hipódromos dos Estados Unidos, e lá são massacrados por treinadores inadequados. Mas isso já é outra história.

Como os nossos mais qualitativos corredores sendo exportados, como comparar os que hoje ainda estão por aqui com os grandes de outrora, como Adil, Farwell, Major’s Dilema, Narvik, Escorial, Lohengrin, Emerson, e tantos outros valores maiores de antigamente que eram reservados para defender os interesses dos seus próprios criadores? Na Argentina ocorre o mesmo, o ganhador do GP Carlos Pelegrini de 2008 foi o mesmo de 2007, que só não foi exportado por questões sanitárias, todos os outros valores maiores foram embora. Lá também a comparação é impossível, como tentar comparar o que hoje freqüenta os hipódromos argentinos com os grandes de antigamente como Tatán, Atlas, Mangangá, Arturo A, Yatasto, e tantos outros maravilhosos corredores?

Esse “devaneio” sobre comparações impossíveis servem mais para que sejam lembrados nomes de cavalos notáveis, que participaram e ainda estão na lembrança dos antigos carreiristas.  

Mas como resolver ou tentar solucionar o problema? Parece–me que o fio da meada está em aumentos sucessivos dos prêmios, tentando dobrar as atuais dotações, quando então o turfe brasileiro voltaria à premiação de antes.

Mas isso já é outra história. Por enquanto, não dá para comparar.

(Transcrito da Revista Turf Brasil)



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