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Julho | 2009

Ouvidos, olhos, boca e narinas, por Milton Lodi
17/07/2009 - 12h11min

Há algum tempo é costume de muitos treinadores entupir de algodão as orelhas dos cavalos que vão correr, e enrolá–las com esparadrapos. As orelhas representam antenas, são os elementos de percepção, com elas tapadas os cavalos ficam menos perceptivos, pois escutam menos. Essa é a meta dos “entupidores”, partem do princípio de que ouvindo menos os cavalos ficam mais tranqüilos (ou menos agitados, menos nervosos). As orelhas dos cavalos não mudam de posição ao sabor do vento ou do balanço da movimentação, mas são dirigidas pelos animais, conforme percebem movimentos, barulhos, novidades, são usadas para melhor identificarem o que se passa, colaborando para que haja um entendimento melhor da situação. Tapar os ouvidos é diminuir as defesas. No momento em que têm as orelhas entupidas, o cavalo passa a saber que vai correr. Mesmo sem as orelhas entupidas, os cavalos alojados nos centros de treinamento são “avisados” que vão correr quando colocados nos caminhões–transportes. Não tenho nada a favor ou contra a prática do entupimento, mas quanto mais cedo entrar o algodão mais cedo o cavalo fica sabendo que vai correr. Isso tem que ficar bem claro, mesmo que haja animais que se acalmem com o algodão. A propósito, correr um cavalo sem antes da largada retirar o algodão e o esparadrapo é um grande risco, pois a sensibilidade das antenas fica muito diminuída.

Um dia perguntei a um dono de centro de treinamento se seria uma boa idéia levar para o hipódromo os animais inscritos 24 horas antes, dando tempo para um natural descanso, uma noite reparadora. Ele me disse que não, quanto mais perto da corrida o cavalo chegar, melhor. Eu não vejo como poderia haver uma queda significativa de rendimento, pois a altitude menor durante mais 24 horas seria naturalmente compensada pelo descanso de uma noite bem dormida, mas a minha opinião é apenas um raciocínio, e a do dono do centro calcada em experiência.
Os cavalos têm a sorte de não terem tido os olhos colocados pela Mãe Natureza na frente, no chanfro, mas dos lados, com visão periférica. A não ser os animais que correm na frente, digamos nas três primeiras colocações, todos os outros levam “terra na cara”. Se os olhos fossem na fronte, o problema de areia nos olhos não seria pequeno. Esse problema de “terra na cara” existe, mas a colocação dos olhos na cara dos cavalos em muito diminui o caso. Já há muitos anos que alguns turfistas idealizaram alguns tipos de “óculos” protetores. Em pistas sem barro o resultado foi ótimo, a areia batia no acrílico (ou plástico semelhante) em vez dos olhos. Mas inexplicavelmente a boa iniciativa foi abandonada. Como a areia atinge os olhos dos cavalos, e não dos homens, a isso não é dada à devida importância. Mas os jóqueis usam óculos protetores.

Por outro lado, como seres vivos os cavalos podem ter problemas de visão. Eu mesmo já montei um lindo cavalo quarto de milha, em um sítio, que repentinamente “cravou”, negou–se a prosseguir. Fiz de tudo que era possível para que ele prosseguisse, mas acabei tendo que retornar, naquele lugar ele não andava. Uns meses depois, o dono do sítio me disse que um apurado exame havia identificado um sério problema de visão, nas áreas que o tal cavalo conhecia tudo ia bem, mas no local da “crava” corria um fio d’água, e o cavalo, que não conhecia aquele caminho, negava–se a passar. O quarto de milha era portador de grave falha na visão, e só a sua mansidão e o conhecimento da área faziam dele um cavalo aproveitável. Esse aspecto parece sem maior importância, mas é muito sério. Um bom exame oftalmológico pode até detectar e identificar doenças. Os olhos sofrem a ação do vento, da chuva, de areia e/ou pedras, de eventuais chicotadas, e têm que ser cuidados de alguma forma.

Outro detalhe importante a ser cuidado é a boca dos cavalos. É comum de vez em quando um treinador, um segundo–gerente ou um cavalariço enfiar uma lima para gastar uma ponta do dente que está impedindo um cavalo de comer direito. Muitas vezes, um cavalo não come direito porque sente dor, pontas de dentes como verdadeiras navalhas cortam a língua e as partes internas da boca. Esse inconveniente seria sanado sem problemas se, periodicamente, não sei se uma ou duas vezes por ano, um profissional competente fizesse uma vistoria preventiva.
Ouvidos, olhos e boca, detalhes importantes a serem sempre bem cuidados.

E quanto as narinas, as vias respiratórias? É muito comum, após um páreo, endoscopias surpreenderem os treinadores mostrando catarros e semelhantes, o que quer dizer que antes da corrida o cavalo já estava com o problema e o responsável não sabia pelo simples fato de não procurar saber antes. Só os bons treinadores pesquisam esse tipo de problema antes da fase final dos preparativos para correr. Com hábito de trabalhar os cavalos muito cedo, ainda de madrugada, é normal que as vias respiratórias necessitem de inalações, mesmo que só vapor de água quente, para evitar, e/ou desobstruir os naturais caminhos para os pulmões passíveis de secreções. Há que cuidar.
Afinal, quando o cavalo ganha, além do próprio também ganham o criador, o proprietário, o treinador, o jóquei, o segundo–gerente, e o cavalariço, mas quando o cavalo perde, só ele e o proprietário perdem. Será por isso que não há sempre os devidos cuidados?

(Transcrito da Revista Turf Brasil, n°. 279, de 6/11/08)



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