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Julho | 2009

Antigos Criadores XIII, por Milton Lodi
09/07/2009 - 01h04min

Nascido na Suíça, de família nobre, o Barão Otto Von Leithner veio a casar–se com a francesa Marie Blanche Rothschild. O Barão era um homem de negócios, estava freqüentemente viajando pelo mundo afora. Apaixonaram–se pelo Brasil, instalaram–se na cidade de São Paulo.

À beira da atual rodovia que liga São Paulo à baixada santista, havia no Município de São Bernardo, o Haras Milano do Conde Adriano Crespi.

A propriedade foi comprada, completamente revitalizada, e dentro dos mais técnicos detalhes da eqüinocultura, a mais moderna no mundo à época, o Barão e a Baronesa lá implantaram o Haras São Bernardo.

O Haras São Bernardo, como era peculiar às atividades do casal Von Leithner, foi planejado para um período de 25 anos, criava para correr e não para vender, o casal tinha confiança no seu empreendimento.

O Capitão Bela Wodianer, o melhor homem de cavalos que conheci e por todos reconhecido como o maior conhecedor das artes do turfe, foi consultado para opinar, em função de um Haras de padrão clássico, para exatas 25 éguas, não 24 ou 26, mas 25, quando entrava uma nova simultaneamente saia uma. O São Bernardo nunca incorreu no erro comum da superpopulação eqüina. O Capitão Bela sugeriu, como costumava fazer aos criadores iniciantes a compra inicial de algumas reprodutoras das linhas femininas do Haras São José e Expedictus, haras que através dos anos preservava as suas fêmeas, sempre selecionando e formando “famílias” em cima de fêmeas de qualidade. O São Bernardo lá comprou Gâmbia, filha de Maranta, e a mãe dela Congellada, por Sin Rumbo. Em 1949 foi fundado o haras, e em 1951 o Barão e a Baronesa, sempre dentro do planejamento, foram buscar bàsicamente no francês Haras de Meautry, da família Rothschild, o material eqüino que precisava. O primeiro garanhão importado foi Teleferique, pai de um dos melhores milheiros da Europa de nome Alizier (posteriormente o Haras Guanabara trouxe um irmão próprio Cobalt, que não foi sucesso, era apenas um irmão do bom, não o bom). Violoncelle foi o outro garanhão importado, já ganhador clássico na França, e que antes de ingressar no Haras São Bernardo correu em Cidade Jardim, mostrando–se também no Brasil ganhador clássico.

O responsável pelo haras era como o Capitão Bela Wodianer, um húngaro. Joseph Gatti era um profundo conhecedor, e não criava de forma só natural, dando água, ração e pasto, mas praticava uma criação dirigida para corridas. Os potros tomavam leite em baldes, diàriamente, desde o último mês antes do desmame e até saírem do haras. As vacas eram da raça holandesa, de pelagem branca e vermelha. Eu perguntei ao Gatti por que só branco e vermelho, havia diferença das vacas de pelagem branca e preta? A resposta foi simples, não, é que a Baronesa achava as brancas e vermelhas mais bonitas.

Os potros eram domados já àquela época de modo racional, sendo “charreteados”, suportavam sem estresses a doma e a iniciação, que era feita em um picadeiro ao estilo de clube hípico, os vários potros sempre encilhados e de bridão (freio nem pensar) montado por empregados experientes em selas grandes, de montaria, andando, trotando e galopando nas duas mãos, em processo de aprendizagem, musculação e técnicas de equitação. Após essa fase, os potros eram levados para uma propriedade pequena, onde, além de boxes, só havia um “cottage”, uma pequena casa muito bem decorada aonde os Barões de vez em quando iam para acompanhar os seus potros, que ficavam em um único grupo de cocheiras. Essa propriedade era em Solemar, na praia de São Vicente, e lá os animais galopavam nas areias junto ao mar, no terreno molhado, mais firme, verdadeiros galopes de saúde.

Foi nessa propriedade em Solemar que o Barão e a Baronesa ofereceram um almoço a três convidados, João Adhemar de Almeida Prado, Hernani de Azevedo Silva e eu. À sobremesa, o Barão disse que além do prazer do convívio ele tinha uma proposta a nos fazer, ele daria de graça coberturas de seus garanhões contra a cessão dos proventos de criador que viessem a ser levantados pelos produtos das tais coberturas. A idéia não proliferou.

Quando o Haras São Bernardo encerrou as suas atividades, Mathias Machline comprou a propriedade de Solemar.

A Baronesa morava no Haras São Bernardo, e ia freqüentemente às cocheiras em Cidade Jardim acompanhar os seus corredores, que eram cuidados de perto pelos treinadores. Eu me lembro do treinador Rostworovski à tarde, na Vila Hípica de Cidade Jardim, acompanhando a caminhada de seus cavalos montado em uma bicicleta. A observação, a cuida, o acompanhamento era total.

De um modo geral, potros muito bem criados, mensalmente com suas medidas tomadas por Joseph Gatti (peso, altura, perímetro torácico, comprimento e largura dos ossos principalmente dos anteriores, etc.), tudo anotado mês a mês, em controle do desenvolvimento físico.

O sucesso nas pistas foi espetacular, quem não se lembra de Gaudeamus, ganhador do Derby Paulista, que sozinho enfrentava trincas como Escorial– Lohengrin–Emocion? Como por exemplo Courageuse, ganhadora do Diana e também do Derby carioca? De Quartier Latin, ganhador de quatro G.P. milhas internacionais sendo duas em Cidade Jardim e duas na Gávea? Quem não se lembra das inúmeras e repetidas vitórias clássicas com a blusa “ouro, braçadeiras e bonés pretos”?

Dentro do planejamento inicial, estava previsto o encerramento das atividades do Haras São Bernardo no ano em que o Barão e a Baronesa completassem 70 anos de idade.

Foi oferecido no Haras um grande churrasco ao qual compareceu um grande número de criadores, de proprietários e de profissionais do turfe.

Foi ao final desse churrasco que vi a Baronesa pela última vez. Ela discretamente chorava, e quando lhe disse que tantas maravilhosas recordações ela guardaria para sempre em suas lembranças, ela abriu os braços, olhou para mim, e disse “Isso aqui é o meu amor”.



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