Cadastre-se e receba novidades:

Nome


E-mail

Valparaiso - Stud Blue Mountain

Like It Hot - Stud Verde

Núcleo Terrestre - Stud H & R

Oviedo - Stud H & R

Night Street - Stud Dona Cecília

Tenuta Poggione - Haras do Morro

Off the Curve - Stud H & R

Sonho Bom - Stud H & R

Online - Stud Verde

Olympic Maurren - Stud H & R

Oteque - Stud H & R

Kempes Love - Stud Verde

The Lord - Stud H & R

Submarino - Haras Figueira do Lago

Ronigol - Stud Verde

Sargent Pepper - Stud H & R

Spartan Lius - Coudelaria Atafona

No More Trick - Stud H & R

Spartan Lius - Coudelaria Atafona

Dreamer Winner - Haras Iposeiras

Ronigol - Stud Verde

Maryland - Stud Verde

Jeep do Jaguarete - Coudelaria Jéssica

Meu Amor Maior - Stud 13 de Recife

Le Gonfalon - Stud Verde

Minuxa - Haras Depiguá

Olympic Orkut - Stud H & R

Só Te Peço Amor - Stud Verde

Ronigol - Stud Verde

Papa-Léguas - Stud H & R










Fevereiro | 2009

Tablada, por Milton Lodi
26/02/2009 - 12h14min

Espalhadas pelo interior do país, principalmente no Rio Grande do Sul, as “pencas” são uma constante como atividade de lazer, de entretenimento, de competição. Quando pequenas comunidades se transformam em vilarejos, daí em pequenas cidades, o progresso vai chegando e o dinheiro começa a “engrossar”, o “meu na frente do seu” vai dando lugar a competitividades mais generalizadas. O maior número de corredores dá lugar a várias competições em grupos, são os páreos que compõem os programas das corridas que exigem regras e regulamentos, disciplinas de condutas que permitam corridas limpas, procurando dar ensejo a que os melhores se sobreponham aos piores, que a competição nas pistas qualifique os corredores em ruins, regulares, bons, muito bons e ótimos. É dessas competições que saem os ótimos e os muito bons, responsáveis pela pretendida melhoria da criação nacional, os melhores machos escolhidos pelas melhores performances e pedigrees, as fêmeas não sendo exigidas as ótimas performances, mas verificadas as produções de suas linhas femininas, tudo isso condicionado a tipos físicos adequados ao enfoque de “chegar na frente”, mais vale um feio ganhador que um bonito perdedor. O que interessa é a vitória.

Naturalmente os animais melhores procuram os hipódromos mais adiantados, onde os prêmios são melhores, maiores. Com o longo mau momento que o turfe brasileiro atravessa, as dotações cada vez ficam mais defasadas, clubes não promovem mais corridas, outros promovem corridas mas não pagam os prêmios, e por aí vai. Com a desleal concorrência de bingos, de mega–senas, raspadinhas e semelhantes, aliada ao descaso governamental e muitas vezes uma inadequada cultura turfística por parte de dirigentes dos clubes, os “pequenos”, os clubes da terceira faixa, foram fechando. Os da primeira vivem sob as luzes das duas principais e mais ricas cidades do país, os da segunda vivem de esforços e “malabarismos” financeiros para subsistir, e os da terceira, os poucos que ainda promovem corridas, vivem de teimosos.

Em termos gerais e a “vôo de pássaro”, como dizia Hernani Azevedo Silva, a maior parte das vilas hípicas é ocupada pelos corredores inferiores, os que “lutam pela ração”, os matungos. São eles as bases da programação, são eles que enchem os programas. Eu diria que eles constituem, nos hipódromos da primeira faixa, por volta de 70% do contingente. Mais ou menos 25% são de animais úteis, bons corredores, os que dão animação aos programas. Fica uma margem da ordem talvez de 5% para os melhores, aqueles que pretendem as provas de Grupo, aqueles que terão a responsabilidade de dar continuidade à criação. É claro que os percentuais alvitrados não têm maior valor do que caracterizar os três grupos, são números inexatos, apenas indicativos.

Nos clubes menores, os da terceira faixa, só há corredores de expressão menor, que são sustentados pela paixão e pelo amor ao turfe. Há também potros em iniciação e um ou outro cavalo melhor em descanso ou sendo preparado para ir embora, à procura de dotações que permitam o sustento mensal e mais a possibilidade de vantagens financeiras.

Muitos dos hipódromos dos clubes da terceira faixa estão fechados. Faltam cavalos, conseqüentemente não promovem corridas, não há circulação de dinheiro. São mausoléus do turfe, atividade que perdeu a sua popularidade em parte pelo abandono dos canais de divulgação (jornais, revistas, rádio, televisão), que preferem falar de tênis, de surfe, de voleibol, de basquetebol, de corridas de automóveis, de alpinismo, de natação, de “skate”, e naturalmente de futebol. Os meios de comunicação estão de costas para o turfe.

Dentro desse ambiente desolador, há uma exceção, o Jockey Club de Pelotas, com o seu hipódromo da Tablada.

Pelotas deve ser a terceira cidade do Rio Grande do Sul (depois de Porto Alegre e Caxias do Sul), e lá há corridas semanalmente, um programa de 3, 4 ou 5 páreos, ocasionalmente dois programas na semana. A dotação naturalmente é pequena, 300 reais ao vencedor, com 90 para o 2° e 60 para o 3°. Na tarde em que assisti as corridas, houve um páreo em 1.400 metros, outro em 1.200, outro em 1.300 e o último em 600 metros. O movimento de apostas é irrisório, o interesse maior é pelos “remates”, que só terminam quando não há mais interessados. Assim, o horário determinado para os páreos é apenas figurativo. O 1°, marcado para as 3,20 (correu com 35 minutos de atraso), o 2°, das 4,20 largou às 5,05 (45 minutos depois), o 3°, o das 5,20 saiu às 6,15 (atraso de 55 minutos, 5 minutos antes do horário previsto para o 4° e último páreo). Perguntei a um dirigente, muito solícito e agradável como todos da Tablada, a que hora ele imaginava que ia ser dada a partida do último páreo. Ele riu e disse que muitas vezes o último só saía depois que o público começava a gritar “está na hora”.

O Hipódromo da Tablada é muito bem cuidado, tudo pintadinho e no lugar, limpo, a área do paddock ampla, o setor de identificação e controle veterinário adequado às circunstâncias, a raia muito boa de areia de rio, um ambiente de tranqüilidade, amizade e cortesia. Apesar das pequenas dotações, todos entendem a situação sem reclamações, pois o clube está em dia com todos os seus compromissos, inclusive os prêmios que são pagos no primeiro dia útil após a corrida (normalmente pagamento às segundas feiras).

Quatro detalhes me chamaram a atenção em particular.

O primeiro detalhe, é que nos programas não consta a enturmação. Foi–me explicado que lá, dada a diversidade das idades e das categorias dos animais, os animais são inscritos e divididos em grupos, e uma distribuição de pesos procura equilibrar as chances. Não importam nem a idade nem o número de vitórias, os lotes ficam os mais homogêneos possíveis em função de suas últimas atuações.

O segundo detalhe, é que não há irradiação dos páreos. Uma sirene avisa que já há ordem de alinhamento, a partida é dada, o páreo é corrido, e o público começa a gritar na metade da última reta (a raia, além de bom piso, tem 1.600 metros de volta fechada). Os páreos são corridos quase que completamente em silêncio.

O terceiro detalhe, dito pelos turfistas mais antigos, quando perguntei por que não havia a preocupação do cumprimento dos horários. A resposta veio completamente satisfatória. As corridas na Tablada eram para os turfistas passarem uma tarde agradável, reunião de amigos, gente que tinha seus afazeres durante a semana e que ia se encontrar para passar uma tarde agradável. De quando em quando corria um páreo, as conversas eram interrompidas mas logo reatadas. O domingo turfístico era na verdade um dia especial para o encontro de amigos. O cumprimento rígido de horários não era importante. Confesso que adorei essa explicação.

O quarto detalhe não obteve explicação, a não ser pela perplexidade, falta de lembrança, de idéia. Foi quando eu perguntei por que o Jockey Club de Pelotas não tinha um grande prêmio com o nome do sócio–fundador número 1, benemérito Zeferino Costa, nome até da avenida onde está instalada a Tablada. Ninguém sabia, lapso geral.

Tablada era o local para onde os produtores de carne e os comerciantes levavam as boiadas para serem leiloadas, vendidas. Do porto de Pelotas saiam navios carregados de carne, e era na Tablada que se concentravam os animais vindos de várias partes do estado. Depois dessa época, foi nesse local implantado o Hipódromo da Tablada.

Só me resta parabenizar os turfistas pelotenses pelo esforço em manter o hipódromo em atividade, mesmo com o custo do trato mensal sendo maior que o prêmio de uma vitória, agradecer a gentil e amistosa hospitalidade geral e em especial do turfista Humberto Luzzardi, que cercou a mim e ao meu companheiro de viagem Walter Nunes Flores de todas as gentilezas, e informar que lá voltarei logo que possível.

O Hipódromo da Tablada é um caso de amor ao turfe.



<< Anterior Próxima >>








13.377

12.844















Coudelaria Atafona

Coudelaria FBL

Coudelaria Intimate Friends

Coudelaria Jessica

Coudelaria Pelotense

Haras Clark Leite

Haras Iposeiras

Haras Depigua

Haras Figueira do Lago

Haras do Morro

Haras Old Friends

Haras Planície
(In memoriam)

Haras Vale do Stucky
(In memoriam)

Jorge Olympio
Teixeira dos Santos

Ronaldo Cramer
Moraes Veiga
(In memoriam)

Stud Brocoió

Stud Cajuli

Stud Capitão
(In memoriam)

Stud Cariri do Recife

Stud Cezzane
(In memoriam)

Stud Elle Et Moi
(In memoriam)

Stud Embalagem

Stud Everest
(In memoriam)

Stud Gold Black

Stud H & R

Stud Hulk

Stud Ilse

Stud La Nave Va

Stud Palura

Stud Quando Será?

Stud Recanto do Derby

Stud Rotterdam

Stud Spumao

Stud Terceira Margem

Stud Turfe

Stud Verde

Stud Wall Street

Oscar Colombo
(In memoriam)

Stud Novo Muriqui
(In memoriam)

Haras The Best
(In memoriam)
  Associação Carioca dos Proprietários do Cavalo Puro-Sangue Inglês