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Fevereiro | 2009

Eleições na Associação Brasileira, Milton Lodi
12/02/2009 - 10h31min

Desde que a então Associação Brasileira de Criadores, depois Associação Brasileira de Criadores de Cavalos, depois Associação Brasileira de Criadores de Cavalos de Corrida, e hoje Associação Brasileira de Criadores e Proprietários de Cavalos de Corrida, instalou–se em São Paulo, normas regulamentares e éticas foram naturalmente implantadas. A Associação Brasileira foi fundada no Rio de Janeiro, em agosto de 1951, e lá permaneceu inerte por muitos anos, até que, alertados pelo amigo argentino Dr. Eduardo Bloussom do perigo do não reconhecimento do cavalo brasileiro pelas autoridades internacionais ante o descaso e a absoluta desordem dos registros genealógicos, os criadores paulistas resolveram se mobilizar para implantar uma verdadeira Associação, com registros confiáveis, com fiscalização, com tudo necessário para uma organização respeitável e confiável.

A partir daí, o seu primeiro Presidente foi o paulista Hernani Azevedo Silva, cabendo a Vice a um paranaense. Hernani era um homem extraordinário, e representou para o turfe paulista e nacional o mesmo que o Rio de Janeiro com a administração de José Carlos Fragoso Pires, que tinha como Presidente da Comissão de Corridas do JCB Afonso César Boabaid Burlamaqui.

Da administração de Hernani na Associação Brasileira seguiram–se através dos anos muitas outras, com habituais rodízios de representantes do Rio de Janeiro, de São Paulo, do Paraná e do Rio Grande do Sul em alternâncias periódicas e sucessivas, sem quaisquer problemas nas épocas de eleições de troca de mandatários. Houve disputas acirradas, mas em alto nível.

A Diretoria anterior à atual era presidida pelo criador paranaense Jael Bergamaschi de Barros, que ao fim de seu mandato, informado que havia um grupo da ala jovem paulista interessado em assumir, chamou o grupo e declarou que na Associação não havia ambiente para disputas, a política estava tranqüila, ele e sua Diretoria entregariam a Associação de bom grado. Era um grupo sério, bem intencionado. O Presidente Jael sugeriu, para um acordo completo e satisfatório para o bem da Associação, que determinados cinco nomes não deveriam ser convidados, pela falta de requisitos adequados, e outros cinco que seriam muito úteis se convidados. Os cinco nomes negativos não foram chamados, e dos cinco positivos convidaram três. E assim, em clima de serenidade, de desprendimento e de bons propósitos, o grupo paulista assumiu. Os anos se passaram, e no último trimestre de 2008, em função das novas eleições marcadas para abril de 2009, surgiu um pretendente, Afonso Burlamaqui. Nascido em Mato Grosso do Sul, criado e domiciliado no Rio de Janeiro, com um pequeno haras, hoje suplementar em Teresópolis, RJ, e um haras de grande porte no Paraná, proprietário de cavalos há dezenas de anos, um dos fundadores da Associação do Rio de Janeiro, ex–presidente da Comissão de Corridas do JCB (o melhor que eu conheci), participante ativo das coisas do turfe, um nome muito ilustre no contexto e mais do que merecedor da Presidência da Associação Brasileira. Eu pensei que o nome do Afonso, não pelos seus reconhecidos méritos como também pela habitual passagem seria serena e tranqüila na Associação, causaria um impacto definitivo, total. Mas eis que a diretoria em fim de mandato entendeu de lançar o nome de um ilustre turfista gaúcho, ocupante da atual vice–presidência executiva. Que eu me lembre, nesses quase 60 anos de vida da Associação, seria uma disputa desnecessária, pois o nome já então lançado de Afonso Burlamaqui, não deixava dúvidas quanto à eleição. Nesse clima amistoso, mas de eventual competição, entrou–se no mês de dezembro de 2008.

Em números aproximadamente redondos, com direto a voto seriam 50 do Rio de Janeiro, 50 do Paraná, 100 do Rio Grande do Sul e 150 de São Paulo. Na confraternização turfística por ocasião do Grande Prêmio Paraná, a eleição na Associação Brasileira foi um dos principais assuntos, e claramente notou–se uma esmagadora aceitação e preferência por Afonso.

Dentro do clima compatível com a Associação, o futuro eventual candidato dos paulistas elegantemente aceitou a vice–executiva, e tudo se serenou.

Afonso Burlamaqui é candidato único à presidência da Associação, e montou uma chapa da melhor qualidade, que em resumo, além de criadores e proprietários da maior relevância, tem Afonso Burlamaqui (Presidente), Flavio Obino Filho (Vice), vices presidentes regionais, General Licínio Nunes de Miranda Filho (RJ), Roberto Belina (PR), Ricardo Matta Soles (RS) e Alessandro Arcangeli (SP), e na Presidência do Conselho o nosso Ministro Luis Fernando Cirne Lima.

É um conjunto brilhante, capaz de resolver sérios problemas ainda não abordados, Chapa muito boa.

Fico muito feliz que a Associação Brasileira, que tanto prezo, receba um grupo tão bom e liderado pela competência do Afonso.



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