Cadastre-se e receba novidades:

Nome


E-mail

Valparaiso - Stud Blue Mountain

Like It Hot - Stud Verde

Núcleo Terrestre - Stud H & R

Oviedo - Stud H & R

Night Street - Stud Dona Cecília

Tenuta Poggione - Haras do Morro

Off the Curve - Stud H & R

Sonho Bom - Stud H & R

Online - Stud Verde

Olympic Maurren - Stud H & R

Oteque - Stud H & R

Kempes Love - Stud Verde

The Lord - Stud H & R

Submarino - Haras Figueira do Lago

Ronigol - Stud Verde

Sargent Pepper - Stud H & R

Spartan Lius - Coudelaria Atafona

No More Trick - Stud H & R

Spartan Lius - Coudelaria Atafona

Dreamer Winner - Haras Iposeiras

Ronigol - Stud Verde

Maryland - Stud Verde

Jeep do Jaguarete - Coudelaria Jéssica

Meu Amor Maior - Stud 13 de Recife

Le Gonfalon - Stud Verde

Minuxa - Haras Depiguá

Olympic Orkut - Stud H & R

Só Te Peço Amor - Stud Verde

Ronigol - Stud Verde

Papa-Léguas - Stud H & R










Fevereiro | 2009

Anarquia e jogo de apostas, por Sergio Barcellos
02/02/2009 - 13h17min

No turfe moderno, não existe a menor e mais remota possibilidade de aumento do volume de apostas sem a existência do sistema simulcasting com outro(s) hipódromo(s). Sozinho, ninguém vai mais a lugar algum.

Da mesma forma, não existe a menor e mais remota possibilidade de haver simulcasting, se os horários da programação de corridas não são rigorosamente respeitados por todos. Uma coisa depende diretamente da outra e as duas caminham juntas.

É exatamente a partir desses pressupostos que funciona o simulcasting nos países desenvolvidos (o tal que nós tanto admiramos). Ocorre que ali ninguém ousa brincar com o tema, pois, além de existirem multas contratuais pesadas, as sociedades promotoras de corridas que descumprem os horários de sua programação terminam invariavelmente alijadas do convívio internacional. Tornam–se inconfiáveis.

Entende–se o rigor a respeito. O turfe do hemisfério norte de há muito deixou de ser campo de experimentação de teorias exóticas, entre as quais aquela que vincula o aumento das apostas ao atraso propositado das largadas – na esperança vã de que, com isso, se consegue gerar maior volume de jogo. Nada mais falso. Não se consegue.

Ao contrário, a falta de regras claras a respeito acostuma e vicia o apostador a adiar seu jogo, ao invés de realizá–lo. Por óbvio, ele percebe imediatamente quando os horários não são para valer.

E nem é preciso ser apostador em corridas de cavalo; qualquer um é capaz de perceber manifestações continuadas de anarquia institucional, e passar a agir conforme toca a música. Faz parte mesmo do instinto de defesa da natureza humana.

Mas a bagunça e o desrespeito aos horários de largada não tem somente este efeito pernicioso, desmoralizante, e cínico.

Muito mais grave, é transmitir a todos os envolvidos no processo –  profissionais, proprietários, apostadores, a mídia especializada, e o público em geral – a desastrada imagem de que as corridas de cavalo são um esporte desorganizado, dirigido por gente com os conceitos errados. E como tal, indigno de merecer a confiança e o apoio de eventuais patrocinadores.

Por óbvio, nenhuma empresa séria arriscaria seu dinheiro, sua marca, e seu prestígio como corporação, apoiando um esporte que não respeita nem a si mesmo. Esta é a parte mais dolorosa do erro. Dói não apenas no bolso; dói e destrói a própria imagem do esporte.

Tempos e rituais

O turfe mais rico do mundo, aquele que apresenta níveis estratosféricos de apostas em comparação com os demais, ou seja, o turfe da Ásia – e aqui estamos falando principalmente do Japão e Hong Kong – é regido por dois conceitos básicos: (a) o culto aos “heróis certos” da atividade (leia–se, o cavalo e tudo que o cerca); e (b) um temor reverencial à disciplina do espetáculo das corridas.

Como corolário, todo o marketing do esporte é focado na exaltação das qualidades intrínsecas do animal e na competência e habilidade dos jóqueis que os dirigem. Cavalos e jóqueis, nesta ordem, constituem os únicos parâmetros de divulgação do turfe asiático. Portanto, para a publicidade do esporte, tudo o mais perde sentido e consistência diante dessas duas realidades.

Isso implica dizer que  a orientação a todos aqueles que transmitem e comentam as corridas (TV’s principalmente...) é somente uma: deter–se prioritariamente na análise dos animais. Seja discorrendo sobre sua aparência e o estado de seu “make up” mental nos instantes que antecedem a disputa; seja analisando a forma como se apresentam no cânter; seja informando sobre a adaptação de suas origens às distâncias e pistas do programa; seja fornecendo os dados de sua performance pregressa (retrospecto, no jargão do turfe – embora esse seja meramente indicativo); seja examinando a qualidade e competência dos jóqueis que os montam; seus diferentes níveis de peso (peso do jóquei é algo fundamental em corridas de cavalo); etc. etc. etc.

Irrelevante – por tanger o ridículo – insistir em conclamar o público a jogar. Até porque, apostadores em corridas de cavalo, principalmente os profissionais, são infinitamente mais competentes, mais perceptivos, e melhor informados que qualquer comentarista, por mais experiente que ele seja. Melhor, portanto, que estes últimos se atenham exclusivamente à análise dos animais.

Este, aliás, é o único e verdadeiro serviço que podem prestar ao público, e para o qual são pagos pelas sociedades promotoras de corridas: falar e analisar os cavalos – e  somente os cavalos – do páreo. À exaustão. Quem não consegue, ou não sabe fazer isso, está certamente na profissão errada.

O segundo conceito é o da estrita observância da disciplina do espetáculo, o que equivale a obedecer religiosamente a cronologia de seus tempos e rituais.

Entre esses, o principal é o do cumprimento da hora de largada. Salvo qualquer incidente com algum animal – às vezes eles ocorrem – pode–se acertar o relógio pelo horário de largada de qualquer hipódromo decente do mundo, da Europa à Ásia, da América à Oceania. E aqui não importa se se trata do Derby inglês, ou de uma simples eliminatória do programa.

Lição aprendida

Houve tempo em que, também no Jockey Club Brasileiro, se podia acertar o relógio pela hora de largada das provas (no dia do GP Brasil, inclusive). O resultado dessa atitude foi surpreendente, para dizer o mínimo. O volume de jogo mais que duplicou em poucos meses, e todos – apostadores principalmente – se adaptaram rapidamente ao fato de que, ou se apressavam, ou perdiam a oportunidade da aposta.

Depois de um período de relativa incerteza – infelizmente, sempre há quem equivocadamente ainda insista em acreditar no contrário – hoje na Gávea tenta–se, na medida do possível, respeitar esse postulado. Melhor.

Entretanto, todo o esforço para cumprir os horários da programação entre nós, correrá sempre o risco de se esvair, diante da inexistência de uma efetiva contrapartida por parte de outras sociedades promotoras de corridas, participantes do simulcasting com o Rio de Janeiro. A conseqüência dessa falta de entendimento e de compromisso é uma só: perdem todos.

Perde a Gávea, porque atrasos de eventuais contra–partes têm gerado o caos nas corridas do Rio de Janeiro; perde a outra ponta do simulcasting, porque não aproveita em todas as suas potencialidades o jogo de seus próprios apostadores nas corridas da Gávea.

E, claro, perde o turfe brasileiro como um todo, porque ainda revela estar longe, muito longe, de transmitir aos observadores externos a certeza de que, afinal, se tornou suficientemente maduro e profissional para se organizar e começar a pensar em dias melhores.

Não. Não há saída. Ou todos se adaptam, se convencem, e se preparam para cumprir os rituais básicos desse esporte – transformando intenções e expectativas em realidades concretas – ou adeus possibilidade de simulcasting nacional.

E nem se imagina aqui mencionar o simulcasting internacional.

Diante de atrasos patéticos que começam já na largada do primeiro páreo do programa – algo, sob todos os títulos, inaceitável – e podem alcançar quase uma hora antes do último, qualquer ilusão de um dia virmos a participar do universo internacional do jogo de apostas em corridas de cavalo equivale a fazer piada com coisa séria.

Se as sociedades promotoras de corridas de cavalo no Brasil querem ser respeitadas, deviam começar a se fazer respeitar pelo público e os apostadores que as mantêm. Ou, então, desistir de vez do projeto.

Sergio Barcellos



<< Anterior Próxima >>








13.377

12.844















Coudelaria Atafona

Coudelaria FBL

Coudelaria Intimate Friends

Coudelaria Jessica

Coudelaria Pelotense

Haras Clark Leite

Haras Iposeiras

Haras Depigua

Haras Figueira do Lago

Haras do Morro

Haras Old Friends

Haras Planície
(In memoriam)

Haras Vale do Stucky
(In memoriam)

Jorge Olympio
Teixeira dos Santos

Ronaldo Cramer
Moraes Veiga
(In memoriam)

Stud Brocoió

Stud Cajuli

Stud Capitão
(In memoriam)

Stud Cariri do Recife

Stud Cezzane
(In memoriam)

Stud Elle Et Moi
(In memoriam)

Stud Embalagem

Stud Everest
(In memoriam)

Stud Gold Black

Stud H & R

Stud Hulk

Stud Ilse

Stud La Nave Va

Stud Palura

Stud Quando Será?

Stud Recanto do Derby

Stud Rotterdam

Stud Spumao

Stud Terceira Margem

Stud Turfe

Stud Verde

Stud Wall Street

Oscar Colombo
(In memoriam)

Stud Novo Muriqui
(In memoriam)

Haras The Best
(In memoriam)
  Associação Carioca dos Proprietários do Cavalo Puro-Sangue Inglês