























Valparaiso - Stud Blue Mountain
|

Like It Hot - Stud Verde
|

Núcleo Terrestre - Stud H & R
|

Oviedo - Stud H & R
|

Night Street - Stud Dona Cecília
|

Tenuta Poggione - Haras do Morro
|

Off the Curve - Stud H & R
|

Sonho Bom - Stud H & R
|

Online - Stud Verde
|

Olympic Maurren - Stud H & R
|

Oteque - Stud H & R
|

Kempes Love - Stud Verde
|

The Lord - Stud H & R
|

Submarino - Haras Figueira do Lago
|

Ronigol - Stud Verde
|

Sargent Pepper - Stud H & R
|

Spartan Lius - Coudelaria Atafona
|

No More Trick - Stud H & R
|

Spartan Lius - Coudelaria Atafona
|

Dreamer Winner - Haras Iposeiras
|

Ronigol - Stud Verde
|

Maryland - Stud Verde
|

Jeep do Jaguarete - Coudelaria Jéssica
|

Meu Amor Maior - Stud 13 de Recife
|

Le Gonfalon - Stud Verde
|

Minuxa - Haras Depiguá
|

Olympic Orkut - Stud H & R
|

Só Te Peço Amor - Stud Verde
|

Ronigol - Stud Verde
|

Papa-Léguas - Stud H & R
|
|
|






Novembro | 2008
Época de Ouro, por Milton Lodi 21/11/2008 - 01h53min
O turfe é uma atividade dinâmica, e com a
intercionalização cada vez maior, o brasileiro teve através os anos momentos de alta e também
de baixa, em termos de resultados qualitativos. Um dos momentos de maior sucesso é
representado pela vitoriosa excursão de oito animais brasileiros em maio de 1960 a Buenos
Aires, que foram disputar as quatro principais provas da clássica semana do Gran Premio 25 de
Mayo, em Palermo e San Isidro. As quatro vitórias foram consagradoras para o turfe nacional
em geral, e em particular para a criação paulista. Todos os oito animais, que obtiveram 4
vitórias e 4 colocações eram nascidos e criados em haras paulistas.
Hoje em dia as
coisas são diferentes. A criação paulista perdeu uma grande parte do brilho e até a liderança
nacional, a maioria dos haras fechou em função da falta de segurança, dos custos, etc. A
proximidade cada vez maior das cidades, as indústrias e o comércio “roubando” a mão de obra
rural, assaltos às sedes das propriedades, ladrões armados intimidando os criadores e suas
famílias enquanto roubam tudo que podem levar dentro dos carros que também são levados,
alguns criadores mantendo vigilância armada dia e noite, etc. Assim, os haras que fizeram a
grandeza do turfe brasileiro e paulista em torno de 1960, digamos entre 1950 e 1970, foram se
extinguindo.
No citado período, entre outros, havia cinco haras paulistas cujos
proprietários eram domiciliados no Rio de Janeiro. Hoje, o Haras São José e Expedictus,
(família Paula Machado), o mais tradicional, com 100 anos de atividades, transferiu as suas
éguas para Bagé, RS, trocando as terras paulistas pelas insuperáveis gaúchas. O Haras
Mondesir (família Peixoto de Castro/Palhares) já instalado em Bagé/Aceguá há muitos anos. O
Haras Guanabara (irmãos Seabra), Santa Annita (família Rocha Faria) e Ipiranga (família Lodi)
simplesmente fecharam as suas porteiras. No citado período, eram esses cinco principais haras
paulistas de propriedade de cariocas.
A relação dos haras paulistas de propriedade de
paulistas é extensa, e é deplorável o que aconteceu depois daquela época de ouro, mesmo em se
considerando o surgimento de alguns importantes como o Inshalla (Naji Nahas), Rosa do Sul
(Matias Machline), Bandeirantes (Antonio de Toledo Lara), Interlagos (família Perlman),
Expert (família Polacow), San Francesco (família Giobbi), Santa Verônica (família Ferreira
Neto), Guayçara (família Naufal) e Tibagi ( Olinto Marques).
Alguns se mantiveram
desde aquela época, como o Calunga (família Crespi), Faxina (Henrique de Toledo Lara),
Louveira (família Mesquita), Pirassununga (família Pacheco Borges), São Quirino (família
Coutinho Nogueira) e América (Serafim Saldanha Correa), e talvez mais uns poucos como
Capticórnio, Kigrandi, Santa Luzia da Água Branca, Vale Verde, Philipson, Mariana,
etc.
Em contrapartida, além do Castelo (Pedro Artmann) que foi para Bagé, e do São
Luiz (família Azevedo Silva) que foi para o Paraná, fecham as suas porteiras, encerraram as
suas atividades criacionais haras dos mais significativos, que deixaram um vazio na criação
nacional. Dentre muitos outros devem ser citados os Haras Jahú (Nelson de Almeida Prado), Rio
das Pedras (João Adhemar de Almeida Prado), Bela Esperança (José Paulino Nogueira), Patente
(irmãos Forelli), Recreio (irmãos Cunha Bueno), São Bento (Antonio Luiz Ferraz), Conzo
(Pascoal Conzo), Itatinga (Antonio Álvaro Assumpção), Jaçatuba (Erasmo Assumpção), Eduardo
Guilherme (Wasfi Julio Zarzur), Brasil (Restom Lahud), Estrela Nova (José Eugênio Rezende
Barbosa), Paraíso (Oscar Bianchi), São Bernardo (casal Leithner), Paulistano (Paulo Barreto
de Sá Pinto), Pirajussara (Tito Melo Zarvos), São Lázaro (Manoel Justino de Almeida Neto),
Santa Therezinha (irmãos Maluf), Bocaina (Luiz Assumpção), Vila Brandina (Lafayete de Souza
Camargo), Artim (Timóteo Campos), Prelúdio (Mario d Andrea), São Silvestre (Jorge Wallace
Simonsen), São Miguel Arcanjo (Antonio Alves de Moraes), Tibagí (Sebastião Ferreira),
Malurica (Ricardo Lara Vidigal), Larissa (Geraldo Bordon), Tamboré (Conde Silvio Álvares
Penteado), Pajoco (Paulo José da Costa), Fazenda Nova (Paulo Piza de Lara), Santa Cruz
(Theotonio Piza de Lara), Bela Vista (Dante Marchiani), Milano (Agro–Pastoril Santa Cruz),
Santa Bárbara (Roberto Alves de Almeida), Jaberave (Jayme Torres), Pinheiros (José Homem de
Melo), São João e Graça (Domingos Assumpção), Morro Grande (Edmundo Pires de Oliveira Dias),
Maringá (Mario Ribeiro Nunes Galvão), esses e muitos outros. Poderiam ainda ser lembrados os
haras Theba, Anhanguera, Porta do Céu, Heva, Iperó, Morumbi, Jatobá, Paineiras H.P., Além
Tejo, Danúbio, Polaris, Picolotto, Themis, Favorita, e outros. Esse “apanhado” geral,
naturalmente sujeito a eventuais omissões, dá uma idéia do que ocorreu nos últimos tempos com
a criação paulista.
Os mais de 40 haras que iniciaram as suas atividades no Estado do
Rio renderam–se às evidências, e hoje estão reduzidos a cerca de 10%. Para o Paraná foram o
Santa Rita da Serra (Afonso Burlamaqui) e São José da Serra (Sergio Menezes). Mais
recentemente lá se instalou o Haras L.L.C. (Claudio Ramos), e ainda mais recentemente o
Estrela Energia (Stefan Friborg), esse substituindo o bom Tributo à Ópera (Eugênio Pacelli
dos Santos). Para o Rio Grande do Sul foram se instalar o Nacional (Armando Carneiro Junior),
o TNT (Gonçalo Torrealba), o Santa Ana do Rio Grande (José Carlos Fragoso Pires), o das
Estrelas (Raul Lima), o Anderson (Weber e Anderson Stabile), Eternamente Rio (Luis Felipe
Brandão dos Santos), e ainda o paulista Old Friends (Júlio Camargo), para não falar no Doce
Vale (Patricia Bozano Grumser) e no Santa Maria de Araras (Júlio Bozano).
A região de
Bagé/Aceguá abriga a maior concentração de qualidade do turfe brasileiro.
Voltado à
criação paulista, para ela a hegemonia já se foi, a menor quantidade e a menor qualidade
mostram uma nova triste realidade, muito diferente daquela da época de ouro. |

|
|




 13.377 |
 12.844 |













 Coudelaria Atafona
 Coudelaria FBL
 Coudelaria Intimate Friends
 Coudelaria Jessica
 Coudelaria Pelotense
 Haras Clark Leite
 Haras Iposeiras
 Haras Depigua
 Haras Figueira do Lago
 Haras do Morro
 Haras Old Friends
 Haras Planície (In memoriam)
 Haras Vale do Stucky (In memoriam)
 Jorge Olympio Teixeira dos Santos
 Ronaldo Cramer Moraes Veiga (In memoriam)
 Stud Brocoió
 Stud Cajuli
 Stud Capitão (In memoriam)
 Stud Cariri do Recife
 Stud Cezzane (In memoriam)
 Stud Elle Et Moi (In memoriam)
 Stud Embalagem
 Stud Everest (In memoriam)
 Stud Gold Black
 Stud H & R
 Stud Hulk
 Stud Ilse
 Stud La Nave Va
 Stud Palura
 Stud Quando Será?
 Stud Recanto do Derby
 Stud Rotterdam
 Stud Spumao
 Stud Terceira Margem
 Stud Turfe
 Stud Verde
 Stud Wall Street
 Oscar Colombo (In memoriam)
 Stud Novo Muriqui (In memoriam)
 Haras The Best (In memoriam)
|