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Oteque - Stud H & R
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Spartan Lius - Coudelaria Atafona
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Spartan Lius - Coudelaria Atafona
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Ronigol - Stud Verde
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Minuxa - Haras Depiguá
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Só Te Peço Amor - Stud Verde
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Ronigol - Stud Verde
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Papa-Léguas - Stud H & R
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Novembro | 2008
Critérios de Eventos e Estatísticas, por Milton
Lodi 06/11/2008 - 15h35min
Em 16 de dezembro de 1995, na presidência de José Carlos Fragoso Pires e na da
Comissão de Corridas de Afonso Cezar Burlamaqui, o JCB promoveu o Festival de Verão, com dez
jóqueis escolhidos no Brasil e no exterior, em um torneio por pontos. A contagem era de 9
pontos para 1°, 6 para 2°, 4 para 3°, 2 para o 4° e 1 para o 5° colocado. Havia ainda uma
perda de 2 pontos por descolocação, a fim de manter a luta acesa até o último páreo. O
Festival foi um sucesso.
Em 2008, foi promovido no Hipódromo de Ascot outro torneio de
jóqueis, com doze convidados de todas as partes do mundo. O torneio brasileiro não contou com
um grande apoio financeiro, nem metade das provas teve patrocínios, mas na Inglaterra houve
um maciço suporte de dinheiro, pois nos países civilizados, os empresários, os banqueiros, as
grandes instituições, têm interesse em financiar bons eventos turfísticos. No torneio inglês
a contagem de 15 pontos para o 1°, 10 para o 2°, 6 para o 3°, 3 para o 4° e 1 para o 5°. O
critério de pontuação inglês é o mesmo do da Gávea, mas mais amplo, mais confortável, mais
adequada a torneios desse tipo, mas no geral há um detalhe a ser melhorado. Assim como Jorge
Antonio Ricardo foi alijado da competição pelas péssimas montarias para as quais foi
sorteado, outros jóqueis de alto padrão internacional também não puderam mostrar as suas
qualidades e ficaram fora das premiações dos páreos. Ricardo, por exemplo, tinha como melhor
montaria um cavalo cotado a 5 por 1, que teve que abandonar o páreo por ter mancado, e as
outras quatro montarias tinham cotações bem maiores que 10 por 1. Isso não invalida as boas
qualidades da importante promoção, mas sugere atenção especial ao sorteio, que é certamente
honesto, mas inadequado.
Na época em que existia a verdadeira Taça de Prata com seus
primorosos regulamentos, o sorteio também era honesto, mas dirigido. O sorteio, a
distribuição dos animais em cada prova seletiva seguia o seguinte critério: primeiro eram
distribuídos por sorteio os ganhadores e/ou colocados em provas de Grupo, Clássicos ou Provas
Especiais, depois os ganhadores por número decrescente de vitórias, depois os perdedores e
considerando–se as colocações já obtidas, e finalmente os inéditos, sempre em sorteio
dirigido, e ainda levando em consideração eventuais inscrições duplas do mesmo proprietário e
ainda de dois, três ou quatro inscrições do mesmo treinador. O resultado era honesto, muito
bem feito, e com uma distribuição de forças que teoricamente equilibrava o padrão das
seletivas. Era uma forma inteligente de dividir as forças, de evitar, por exemplo, que
melhores fossem alijados da final em função de m sorteio simples que viesse a colocar os
melhores se enfrentando prematuramente e se eliminando, e por outro lado seletivas
eventualmente com inéditos e perdedores classificando–se para a final às custas da fraqueza
dos adversários. Abrindo em parênteses, a atual Taça de Prata teve seus regulamentos
completamente modificados, perdeu em muito a sua importância e grandeza, a rigor é uma outra
prova que leva que leva indevidamente o nome de Taça de Prata.
Voltando ao assunto dos
torneios, pontuação e sorteios, penso que um sorteio dirigido seria muito adequado. Só como
mero e bem simples exemplo, admitamos que tivéssemos seis jóqueis para disputar seis páreos
com seis ou mais animais. Um competente conhecedor de corrida e familiarizado com os animais
inscritos (podia ser o melhor indicador da Gávea, Daniel Kransfeld, ou uma autoridade
baseando–se nos certificados de performances, como Bertrand Joaquim Kaffmann) que listassem
por ordem de possibilidades os 6 melhores animais de cada páreo, e os jóqueis seriam
sorteados entre eles, depois um segundo sorteio dos 6 jóqueis pelos segundos indicados, e
assim por diante. Seria uma distribuição honesta, entre os 6 jóqueis pelos animais inscritos
dentro de uma lógica, na procura de um equilíbrio de chances. A distribuição das montarias
por sorteio dirigido parece um caminho melhor.
Nas habituais estatísticas
classificatórias, o critério é por somas ganhas, menos quanto aos treinadores e jóqueis que
são por inscrição ou montaria, e em função de número de vitórias. Até aí, tudo bem. Mas
acontece que o percentual de aproveitamento é calculado só em relação a vitórias. Esse
comentário é representativo, mas inadequado. Admitamos para argumentar que um profissional
tenha tido 10 inscrições ou montarias, com 1 vitória e 9 últimos, e outro também com 10
participações tenha obtido 9 segundos lugares e 1 último. No enfoque atual o primeiro teria
10 e o outro 0%. Seria isso justo, esses percentuais espelhariam um real
aproveitamento?
Para uma real aferição de eficiência, nas estatísticas dos
profissionais, parece–me que a pontuação do torneio de Ascot seria ótima solução. O número de
vitórias multiplicado por 15, o de segundos por 10, o de terceiros por 6, o de quartos por 3,
e o de quintos por 1, somar esses pontos e dividir pelo número de participações. Aí sim,
teríamos um adequado índice de eficiência.
Os habituais critérios de sorteios, de
torneios e de estatísticas poderiam ser alterados para melhor, para adequações mais
justas. |

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